Popstar!
23 Capítulo 23: Catch Me. (Selena's song)
Notas iniciais
Point of view: Selena.
O sorriso de Demi ao ajustar o violão no colo foi tão apaixonante que eu literalmente ajoelhei na cama em sua frente sentindo meu peito doer. Como era possível amar tanto alguém da forma como eu amava Demetria?
- Eu não sei por que, mas estou com essa música na cabeça hoje. – ela ajeitou novamente o violão na perna –
- Qual?
Ela sorriu novamente. Os olhos mantinham um tom avermelhado devido ao choro intenso de minutos antes, porém o sorriso estava intacto, mostrando quase todos os dentes brancos alinhados perfeitamente. Entreguei a palheta para ela e sentei-me outra vez de frente, encantada com a forma que ela dedilhava uma melodia desconhecida apenas para ajustar o violão no tom de sua voz.
- Before I fall to fast – fechei os olhos e estremeci quando o violão começou a soar acompanhando a voz doce de Demi – kiss me quick but make it last so I can see how badly this will hurt me when you say goodbye. Keep it sweet, keep it slow, let the future pass and don’t let go, but tonight I could fall to soon under this beautiful moonlight. But you are so hypnotizing, you’ve got me laughing when I sing, you've got smiling in my sleep – quando Demi cantou essa parte um sorriso se formou em seu rosto, eu esqueci de como fazer pra respirar – and I can see this unraveling, your love is where I’m falling but please don’t catch me. See this heart? – ela parou de tocar por uns instantes e ficou me olhando com um semblante sério, completamente sexy – won’t settle down, like a child running scared from a clown – eu ainda não estava respirando principalmente pelo fato da voz dela estar simplesmente perfeita e afinada – I’m terrified of what you do, my stomach scream just when I look at you. Run far away so I can breathe, even throw you’re far from suffocated me. I can set my hopes to high cause every hello ends with a goodbye.
A pausa na música e a cara de preocupação na garota a minha frente me fizeram lembrar de que eu morreria se ficasse mais alguns segundos sem respirar, então eu puxei o ar com força quase caindo no chão quando meus pulmões se encheram depois de no mínimo um minuto e meio. A gargalhada ecoou pelo ambiente antes mesmo de eu ter tempo de me recuperar. Eu não estava tentando me matar, mas a risada dela me fez perder a concentração no que eu deveria ou não fazer. Meu corpo simplesmente reagia a tudo o que ela fazia, era inevitável como piscar... ou respirar. Estar ali em plena tarde de novembro com Demi Lovato cantando pra mim era tão surreal que meu egoísmo não me permitia piscar por medo de perder um detalhe, ou então perceber que tudo era fruto da minha fértil imaginação.
- Eu não quero presenciar um suicídio hoje, então você pode cantar o resto da música comigo ou prefere que eu pare?
- Só preciso saber que você não é uma ilusão.
- Não sou seu pensamento, Selena. – ela sorriu, esticando a mão para me tocar –
Perdi a conta de quanto tempo passei olhando a pele rosada da palma da mão de Demi. Tempo demais creio eu, afinal ela esticou ainda mais a mão e puxou meu pulso com tamanha força que nem tempo de pensar eu tive. Quando me sentei ao lado dela, ela se virou de frente para mim e começou a música de onde havia parado.
- But you are so hypnotizing, you’ve got me laughing when I sing, you’ve got me smiling in my sleep, and I can see this unraveling, your love is where I’m falling so please don’t catch me. So now you see why I’m scared? I can open up my heart without a care, but here I go, is what I feel and for the first time in my life I know it’s real. – nessa parte Demi começou a dedilhar mais lentamente e eu suspirei apenas para ela saber que eu estava respirando dessa vez – But you are so hypnotizing, you’ve got me laughing when I sing, you’ve got me smiling in my…
O violão foi colocado de lado num gesto delicado e ela simplesmente ficou me olhando sem nada dizer. Se não fosse impossível eu diria que Demi gostava de mim.
- Selena...
- Oi Demi...
- Posso beijar você?
Pisquei diversas vezes mirando o rosto pálido que se manteve sereno ao mesmo tempo em que eu estava chocada. Ela fazia aquele tipo de coisa propositalmente para me deixar ainda mais apaixonada, pois ela já havia me beijado sem permissão antes e sabia que poderia fazer aquilo a qualquer momento. Concentrei-me na resposta para não dizer nada que soasse tolo ou bobo demais.
- Você realmente quer isso? – minha voz praticamente não saiu pelo fato de ela já estar segurando meu rosto –
Demi se limitou a movimentar a cabeça em sinal positivo antes de morder o canto do meu lábio inferior e afastar o rosto, fazendo com que a carne escorregasse lentamente entre os dentes dela até estar livre outra vez. Apesar de me deixar com o estomago embrulhado, ter os lábios de Demi pressionados contra os meus era realizar o sonho que eu tinha com mais freqüência. Ficar tonta era inevitável e eu sempre começava o beijo um tanto quanto perdida, porém aquele beijo foi diferente. Não havia pressa, não havia pressão, medo, nada. Nada além da língua dela deslizando sobre a minha e me arrancando um suspiro involuntário. Deixei que meus dedos percorressem o limite acima dos seios de Demi e segurei-a pela nuca para que o rosto dela não se afastasse do meu diante do rumo que o beijo estava tomando. Virei a cabeça totalmente para trás conforme os dedos dela puxaram meu cabelo e me encolhi ao sentir os lábios quentes sendo pressionados contra o meu pescoço num beijo que fez até meu rosto arder. Estremeci com a mordida que foi dada em meu maxilar. Como ela conseguia fazer aquilo?
- Selena... – sentei-me em minhas próprias pernas ainda de olhos fechados – Desculpe.
- Ahn? – abri os olhos com dificuldade para entender o motivo das desculpas –
- Você usa uma coisa no seu dedo. – ela indicou meu anel de pureza –
- Preciso lembrar de jogar isso fora. – passei as duas mãos pelo cabelo soltando um suspiro frustrado –
- Eu acho que já vou indo. Já está anoitecendo e o seu namorado provavelmente vai chegar daqui a pouco.
- Se eu ainda tiver um.
- Ele não seria tolo o suficiente para terminar com você.
Demi estava agindo de uma forma muito, muito estranha. Deveria ser sentimento de posse por saber do meu amor por ela, entretanto continuava sendo esquisito. Não me atrevi a perguntar outra vez o motivo da explosão, pois sabia que aquilo poderia desencadear uma nova discussão e não era minha intenção deixá-la irritada. Quando levei-a até o portão ela olhou diversas vezes para os lados antes de me abraçar e segurar meu queixo com o indicador e polegar, depositando um selinho rápido em meus lábios. Torci o nariz para o incomodo na minha barriga e para o pensamento que se passou rapidamente por mim. O que aquela garota sentia afinal?
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