Popstar!
14 Capítulo 14: Party. Parte II. (The Jealousy.)
Notas iniciais
vejam esse video
http://www.youtube.com/watch?v=eIRTevpj3B0
é a dança da dems
Point of view: Demetria.
Assim que voltamos para a festa, peguei a primeira dose de bebida que estava ao meu alcance e virei todo o conteúdo do copo de uma só vez. Quem sabe a bebida me ajudaria a saciar a vontade de voltar até aquele quarto e terminar o que havia sido interrompido. Selena havia ido até Miley e elas seguiam na direção do banheiro, já até imaginava por que. Fiquei um tempo conversando com Sterling e Tiffany sobre assuntos aleatórios até Dallas puxar-me pelo ombro e pedir licença para falar comigo a sós.
- Demi, o que houve com a sua boca?
- Boca? Por quê? – desconversei já temendo o que viria a seguir –
- Você beijou alguém, mas ainda não quero saber quem foi. Já estão todos aqui, trouxe sua roupa. Vai dançar agora?
- Sim. – peguei as roupas das mãos da minha irmã mais velha – Obrigada, Dalls.
- Comporte-se, Demi.
Sorri ao piscar o olho esquerdo e segui na direção do banheiro. Deparei-me com Miley no caminho e não pude evitar a risada por ela estar com a boca verde.
- O que houve com a sua boca? – repeti a mesma pergunta da minha irmã –
- Ahn? Ah droga! – ela colocou as mãos na cintura – Eu admito. Roubei um Cupcake. Estão maravilhosos por sinal. – nós rimos simultaneamente –
- Selena ficou bem naquele dia?
- Sim, ficou. Mas por favor, tente não fazer outra vez. O namorado dela quase surtou.
Franzi a testa instantaneamente ao ouvir o pronunciar da palavra “namorado.” Como assim namorado? Não era para ela ser apenas minha? Minha em um sentido possessivo da palavra, pois nós não tínhamos nenhum tipo de relacionamento, mas o sentimento dela deveria ser só meu. Eu queria que fosse só meu.
- Epa. – Miley deu um sorriso torto – Vou roubar algum outro doce por aí. Te vejo depois.
Acompanhei a garota sumir em passos rápidos por entre os outros convidados e balancei a cabeça em tom negativo tentando compreender o porquê de estar me sentindo tão estranha. Eu estava com raiva de Selena. Não uma raiva comum, que passaria em dois minutos. Uma raiva diferente que parecia me possuir por completo. Precisava colocar aquilo para fora de alguma forma. Entrei no banheiro sem nem ao menos me dar ao trabalho de checar o que estava acontecendo ali e tranquei um dos reservados, arrancando o vestido sem o menor cuidado para colocar no lugar dele uma calça preta, camiseta branca, um tênis branco com detalhes dourados e por cima um bolero preto com correntes douradas. Peguei meu vestido e sandálias e saí do ambiente da mesma forma como havia entrado, sem nada dizer e sem reparar. Coloquei todas as minhas coisas na mesa onde Dallas estava e aguardei enquanto o DJ anunciava minha subida. Antes mesmo de começar a dançar eu já conseguia sentir minha respiração extremamente pesada por conta do sentimento ruim que havia se instalado em mim. Por conta de uma garota. Eu não deveria me sentir assim, eu não podia, e eu não tinha um motivo real para reagir daquela forma, mas era impossível lutar contra. Ouvi meu nome ser anunciado no microfone e foi notável que as vozes diminuíram o tom, deixando que a introdução da música fluísse sem nenhuma interrupção. Meu olhar apenas procurou Selena como se ela fosse uma presa e eu fosse um leão. Observar, caçar, e abater. Mantive um sorriso no rosto durante todo o tempo em que fiquei dançando. De onde eu estava era fácil avistar Joseph se levantar da mesa de sobressalto e vir se posicionar na lateral do palco provavelmente aguardando o momento em que eu sairia dali. Miley sacudia Selena sem parar, e a mesma não conseguia parar de desviar o olhar de Joe para mim, de mim para Joe. Nunca pensei em uma situação daquela onde usaria Joseph para atingir outra pessoa, parecia surreal, mas era o que iria acontecer. Tentei me movimentar da forma mais sensual possível apesar de não ser o que se pode chamar de uma dança “sexy.” Quando a música se encerrou e as pessoas ali presentes aplaudiram eu senti que havia extravasado, mas ainda estava irritada. Pulei do palco com a ajuda de Joseph e caminhamos até uma área interna de onde estava ocorrendo a festa. Nada aconteceria entre nós dois, mas Selena não sabia disso. E era essa a minha intenção. Atingi-la.
- Demi. – Joe fechou a porta voltando a me olhar em seguida – Podemos conversar?
- Podemos. – levei as mãos até a cintura enquanto mantinha meu corpo afastado dele –
- Você ainda está muito magoada comigo? – senti o garoto olhar-me de cima abaixo pelo menos duas vezes –
- Não estou magoada, Joseph. Fui machucada pelo meu melhor amigo, isso não vai se apagar.
- Não podemos esquecer isso, Demi? – num piscar de olhos as mãos dele tomaram minha cintura – Volte pra mim, por favor!
- Joseph! – exclamei antes de socar os dois ombros dele – O que pensa que está fazendo? Tire suas mãos nojentas de mim. – me movi brutalmente até estar livre –
- Não era isso que você queria desde que terminamos Dems? – agora as mãos seguravam meus pulsos – Não seja tão orgulhosa, você sabe que nós nos amamos.
- Em primeiro lugar, não me chame de Dems. Você perdeu o direito de me chamar assim quando fez o que fez. Em segundo lugar, não sou orgulhosa Joseph, apenas não sou burra. – puxei meus braços furiosamente – Em terceiro lugar, não amo mais você. Tem outra pessoa na minha vida agora. Não precisamos mentir e enganar mais ninguém, nada entre nós dois foi real, Joseph. Há algum motivo para machucar mais pessoas com isso?
Arrastei o garoto pela mão enquanto voltava para a festa de alma lavada. Havia dado o troco a Joseph, e Selena deveria estar pensando exatamente o que eu queria: nós havíamos voltado. Soltei a mão dele ao perceber que minha irmã se aproximava.
- Demi. – a voz de Dallas me fez voltar a realidade – Você quer seu vestido de volta agora, pequena?
- Sim Dallas, por favor. Pode ir comigo até o banheiro para me ajudar?
- Claro. Ah, a propósito, parabéns. Você dançou muito bem, gata.
Rimos juntas e fomos na direção da mesa pegar minhas coisas. Eu havia esperado muito tempo pela minha festa, e ela estava sendo chata. Se não bastasse a raiva que sentia, ao mesmo tempo em que queria matá-la queria beijá-la. Era de enlouquecer.
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