Pop Star - Uma Estrela No Céu
25 Uma aposta estúpida.
Luana ainda me olhava esperando a resposta, Diego me cutucou.
– Claro. – respondi finalmente. – Qual música?
– Logo eu. – ela respondeu.
E começou a cantar.
– “Te vi e já te quis
Me vi tão feliz
Um amor que pra mim era sonho.”
Ela fez um sinal para que eu cantasse.
– “Surpreendente provar do que eu só ouvi falar
E você resolveu me mostrar.”
E juntas cantamos.
– “Logo eu, que nem pensava
Eu não imaginava te merecer
E agora sou o dono desse amor
Eu nem quero saber por quê
Eu só preciso viver
O resto dessa vida com você.”
Os fãs de Luana começaram a puxar seus celulares pra gravar e tirar fotos. As pessoas começaram a perguntar quem eu era.
– Ela é a Lizzie. – disse Luana.
As pessoas começaram a tirar muitas fotos de nós duas, e pediam pra tirar fotos com Luana, e alguns até quiseram tirar foto comigo. Eu aceitei de boa vontade, pois logo logo teria tantos fãs quanto Luana.
Prosseguimos andando pelo shopping, olhando coisas, comparando preços e até comprando. No caminho mais pessoas pararam a gente. E logo depois voltamos para onde estavam Rick e o pai de Luana.
Tomamos um café e comemos uns bolinhos salgados. Luana pegou seu Iphone e começou a mexer.
– Olha! – disse ela de repente assustando a todos. – Estamos no facebook, Lizzie.
Ela me mostrou um vídeo em que nós duas cantávamos juntas no shopping, e o que me surpreendeu foi que tinham 20 compartilhamentos e mais de mil visualizações. Como em trinta minutos nós circulamos tão rápido?
Ela notou minha cara de espanto.
– É assim mesmo – disse ela. – As pessoas adoram compartilhar novos talentos.
– Se acostume, Lizzie. – disse Rick. – Logo as pessoas vão compartilhar seus vídeos, vão te parar na rua, vão querer saber tudo sobre você.
Depois do lanche no shopping, trocamos contatos com Luana e nos despedimos dela, pois seu pai insistiu que deveriam ir,pois tinham uma comemoração em família.
Voltamos para o hotel. Rick pediu nosso jantar para comermos juntos na varanda. Logo depois disso fomos descansar.
Meus olhos lutavam para permanecer abertos, mas eu precisava contar tudo pros meus pais e Ramonn.
Abri o chat do facebook e coloquei numa conversa, minha mãe, Ramonn, Thays e Armando. Contei como foi o dia, mas não mencionei o atraso por causa da trufa, contei que conheci a Luana, que os fãs dela gravaram um vídeo nosso, e até mandei o link para eles verem. Coloquei umas fotos que tirei nas salas de gravação, e falei que voltaríamos no dia seguinte.
Eu estava quase pegando no sono, pensando em como tudo estava saindo bem apesar de uns detalhes. Eu achei que tudo ia dar muito certo, mas, cara, eu não sabia como estava errada.
***
Eu não sabia que a trufa do sono tinha um efeito tão duradouro, acordei no dia seguinte me sentindo muito sonolenta. Eu não conseguia me manter firme. Peguei no sono de novo.
***
Quando acordei novamente estava escuro lá fora, ouvi um barulho de chuva, estava muito frio no quarto, procurei meu celular e olhei a hora.
5 e 15, mas não era da manhã, e sim da tarde. Entrei em pânico.
Rick disse que pegaríamos o avião à tarde para ir pra casa. Por que não vieram me acordar? Será que tinham me abandonado em São Paulo??
Me levantei desesperada e saí do quarto e comecei a bater na porta do quarto de Rick e Diego.
Tentei forçar a porta, mas não consegui, tentei abrir com a minha chave, e também não rolou.
Voltei pro quarto e tentei ligar para a recepção pelo telefone fixo, mas estava mudo, percebi que estava faltando energia.
Não tinha nenhum funcionário nos corredores, e com a falta de energia fiquei com medo de sair sozinha, então peguei meu grampo de cabelo e tentei forçar a fechadura, um velho truque que Hallyna me ensinou. Consegui abrir a porta. Entrei desesperada, no primeiro quarto e não havia ninguém. Eu estava prestes a chorar e entrei no segundo quarto, eles estavam, mas pareciam mortos. Rick estava largado no sofá, seus membros estavam em um ângulo estranho, e Diego estava na cama, igualmente desacordado. Ele estava largado na cama só de cueca, e tinha baba em seu travesseiro. Conclui que não estavam mortos, só estavam dormindo. Comecei a bater em Rick, gritei para ele acordar, mas ele ao acordava. Tentei acordar Diego, mas sempre que eu o olhava só de cueca morria de vergonha.
Até que olhei pro chão e vi algo suspeito.Embalagens abertas de trufas do sono.
Aqueles dois eram idiotas, só pode.
Bati em Rick e joguei água na cara dele, e ele acordou assustado.
– O que houve? — ele perguntou.
– Você dormiu, seu idiota! – eu gritei. – Por que você comeu a trufa???? Você viu o que aquilo fez comigo!! Você sabia que íamos viajar hoje.
– Ah, meu Deus. Que horas são???- perguntou ele assustado.
– São cinco da tarde. – eu disse.
– Perdemos o avião. – ele disse. – DROGA!! MALDITA HORA EM QUE FUI ACEITAR A APOSTA ESTÚPIDA DO DIEGO.
– Que aposta? — perguntei.
– Apostamos quem ia dormir mais com a trufa do sono. E, bem ele ganhou.
– Para com isso! Vocês estragaram tudo! – gritei.
– É bom que possamos pegar um vôo ainda hoje, se não vou te matar.
– E onde é que você estava esse tempo todo? — ele perguntou em um tom acusador.
– Bom, o efeito da trufa não tinha passado completamente, eu acordei de manhã, mas dormi de novo.
– AHAAA! – disse Rick. – Você também é culpada!
– Nem vem! Eu não sabia da trufa quando comi, vocês sabiam e mesmo assim comeram. Eu nem comi a trufa toda e dormi o dia inteiro, e vocês comeram tudo. E esperavam acordar rápido?
– Eu não sei! Acorde o Diego. Por que tá frio e escuro?
– Ta chovendo e faltando energia.
– Ah não. – ele realmente pareceu preocupada.
– Acorde o Diego.
Ele pegou o celular e começou a discar números desesperadamente.
– Acorda, Diego. – disse eu.
Joguei água nele e nada. Joguei de novo e ele acordou assustado.
– Que é isso? Por que eu tô pelado?
– Agora ferrou! – disse Rick . – Todas as empresas aéreas cancelaram os vôos, a chuva tá muito forte e é arriscado voar com esse tempo. Vamos ter que ficar até a chuva passar.
– Não! Eu não posso perder aula, vou perder minha bolsa de estudos.
– Sinto muito, vamos dar um jeito. – disse Rick.
Diego estava cochilando de novo.
E eu estava em pânico. Estava presa em São Paulo, e não sabia quando poderia sair.
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