Pontos de vista, e teorias sobre tudo
5 A interrupção da vida
Notas iniciais
No nordeste do Brasil se diz que uma pessoa morreu de morte-matada quando é assassinada, para diferenciar da morte-morrida que acontece naturalmente, por motivos múltiplos, doenças, velhice, enfim.
A morte-matada é na verdade a interrupção da vida da vítima, da pessoa que foi suprimida, já seja por marginais, ou quem sabe aos pedidos de um político que quer tirar alguém fora de campo, ou, pela sentença judicial de um júri popular. Não esqueçamos que a pena de morte existe pelo mundo afora.
Há uma citação que recebi via e-mail, que gostaria comentar, sobre Cingapura: — Um militar, com mão de ferro, assumiu o comando do país. Em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários sobraram somente 50. Todos os outros (criminosos confessos) foram fuzilados. Todo homem público (político, policial etc.) corrupto foi fuzilado (Existiam milhares de provas contra eles)... E a seguir seguem-se os comentários favoráveis a este ato heroico, pois a maldade fora erradicada de vez, de uma lambada, e esse país agora goza de certa paz.
Mas, e o que é que aconteceu no lado de lá? No mundo espiritual? Depois da morte? Para onde foram os espíritos dos homens de Cingapura, assassinados pelas suas crueldades? Olha, o mais provável é que algum recém-nascido da nossa vizinhança seja UM deles reencarnando. Afinal, todos os homens nascem com um tempo predestinado. Nascemos para viver o tempo que nos foi destinado! Temos os anos de vida já marcados no livro da vida! E temos a hora de nossa morte.
Mas essas mortes predestinadas têm que ser naturais. Deve-se morrer na cama, dando o último suspiro entre amigos, familiares, todos chorando pelo ente querido que estiver partindo. Pelo menos esse é o plano da espiritualidade, dar a cada ser humano vivente a oportunidade de criar raízes, ter seus descendentes, evoluir como pessoa e deixar sua marca.
Mas, com a morte-matada acontece a interrupção desses planos espirituais. Quando se mata alguém, estamos a obstruir o tempo que lhe foi destinado antes de encarnar. E cada vez que isso sucede, a espiritualidade os envia imediatamente de volta para terminar seu ciclo.
Ou seja, se Martin Lutter King tinha como predestinação viver até os 90 anos para deixar seu legado bem assentado na Terra, ele reencarnou no ato para completar os anos que lhe faltavam. Com John Kennedy seria a mesma coisa. Também o seria com Indira Gandhi, Che Guevara, Salvador Allende etc. Também a regra serve para TODOS os eletrocutados nos presídios, ou, os que morreram nas câmeras de gás, os que recebem injeção letal, ou, Chico Mendes e nossos mártires. Também acontece com as crianças abortadas, e com as mulheres assassinadas pelos maridos.
E essa seria, então, a causa de tanta morte na tenra idade, pois assim que se completa o ciclo que foi interrompido, ele morre. Geralmente já nasce doente, para viver só esse restinho que lhe faltava, 5 anos, 10 anos, 20 anos etc. E nesse curto espaço de tempo, os RUINS matarão novamente, roubarão, serão traficantes, enfim. Concluindo, eliminar assassinos não resolve nada, pois eles voltam a nascer imediatamente! Só vamos os enviar para o vizinho! Para OUTROS! Seja lá, aonde for.
E se alguém, aqui no Brasil, for assaltado por um guri de 7 anos, é porque um assassino de Singapura está nas ruas...
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