Ponto e vírgula
1 Prólogo
Notas iniciais
Vai ser curto mas o próximo eu faço melhor
Por Michelle
Um, dois, três, vejo o sangue escorrer do meu braço. Fecho os olhos. Sinto mais lágrimas caírem. Mas alguns cortes não fariam mal não é? Quatro, cinco, seis... Vou perdendo a conta de quantas vezes aquela maldita lâmina passou em meu braço. Respiro fundo, a jogo longe e me sento no chão do banheiro, não sei o que derramava mais se minhas lágrimas ou meu sangue, fecho os olhos para esquecer mas só me faz lembrar mais o que aconteceu...**********FLASH BACK ON****************Chego da escola cansada, como todos os dias, chego na porta da minha casa respirando fundo, mais um dia infernal. Crio coragem e me aproximo mais do portão, já é possível ouvir os gritos dos meus pais. Mais uma briga deles... Que ótimo, penso irônica, abro a porta devagar e os vejo brigando na sala, tento subir ao meu quarto sem eles notarem e consigo, chego no meu quarto e troco de roupa, coloco um short e uma blusa de frio para esconder os cortes. Cortes... Malditos cortes... Eles só me lembram do quanto minha vida é uma merda. Amarro meus cabelos rebeldes e castanhos escuros em um rabo de cavalo e me deito na cama com meu diário, a única coisa que me entende. Suspiro. Quando ia começar a escrever minha mãe entra no meu quarto quase derrubando tudo o que vê pela frente. Ela se aproxima de mim e puxa o meu braço com força me fazendo levantar. É nítida a raiva em seus olhos. Aliás, raiva não. ÓDIO,-A culpa disso tudo é sua, vadiazinha-minha mãe grita com raiva-Mas o que...-ela me interrompe -Desde que você nasceu a minha vida e o meu casamento se tornaram um inferno!-Mas mãe...-mais uma vez sou interrompida -Por que você não aproveita que já é uma puta mirim e vai logo pras esquinas e sai logo da minha casa?-com isso ela me empurra e me faz bater a cabeça na quina da cama, massageio o local que bateu enquanto a vejo sair do quarto. Assim que ela sai, tranco a porta e vou até o banheiro com a minha lâmina e assim começo.**************FLASH BACK OFF*********-QUANDO ESSE INFERNO VAI ACABAR????-grito enquanto jogo uma embalagem de xampu na porta. Quando me acalmo um pouco, me levanto e coloco meus braços em baixo da torneira. Será que algum dia eu serei feliz? Será que algum dia alguém vai me amar?
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