Notas iniciais
Aeeeee, galera. Eu juro que tentei postar semana passada, mas quando fui tentar o Nyah estava em reforma!! ): fiquei super bolada porque queria MUITOOOOOOOOOOOO que vocês lessem este capítulo. Espero que gostem e muito, o tanto que eu tb gostei! ♥♥♥ beijuuuuus.

– Sabe, eu não aguento mais esse dilema, meninas – desabafei enquanto andava pelos corredores com meu cappuccino na mão. – Ele me mandou uma coruja que falava que andava meio triste e chateado e acabou descontando, sem querer, em mim. Só sei que não é completamente verdade!

– Se ele te enviar outra mensagem via coruja pode deixar que eu mesma trato de responde-lo! – Kelly falou irritada.

Ela continuou falando, mas eu paralisei quando encontrei James procurando algo ou alguém. Deu vontade de sair me escondendo atrás das pessoas, mas ele acabara de me ver. James se aproximou lentamente como se tivesse muito apreensivo.

– Oi, Marina – disse um pouco seco e me deu um beijo no rosto.

– Ér, oi – respondi desconcertada.

James me olhou.

– Podemos conversar ou você está em horário de trabalho? – Olhou para meu cappuccino.

– Tenho que começar daqui dez minutos, então é melhor conversarmos de noite – disse meio trêmula.

Okay, era melhor que nós conversássemos em meu apartamento, porque se caso eu ficasse com raiva poderia expulsá-lo de minha casa, já se fosse na dele ele que me expulsaria, e eu nunca ia me rebaixar a esse nível.

Sim, meu otimismo é tanto que estou pensando em quem vai expulsar quem. Maturidade para quê?

– Vá até a minha casa, lá pelas oito ou nove da noite – decretei sem olhar em seus olhos.

Ele assentiu e me deu outro beijo na bochecha. Saiu sem falar nenhuma palavra.

Suspirei exausta. Aquele seria um dia muito longo.

Quando meu horário acabou, fui correndo até meu apartamento... Para preparar alguma coisa gostosa para James e eu comermos enquanto nos acertávamos, e se não nos acertássemos eu poderia tacar a comida em seu rosto. Fiz macarrão ao molho branco, uma de minhas comidas favoritas. Não demorou muito até o dito cujo aparecer.

– Oi, Mari – ele disse envergonhado.

James tinha arrepiado o cabelo com água só para vir à minha casa? Estranho.

Já eu, estava com uma blusa de lã e uma calça de moletom nada combinando com minha blusa, usava ainda meu óculos e tinha prendido o cabelo em um rabo de cavalo. Fala sério se eu não estava fantástica.

– Oi, James – cumprimentei-o ainda brava. – Estou só acabando o molho do macarrão, senta aí e assiste a um filme enquanto eu termino.

Ele fez o que eu disse.

– Não tem trabalhos nem lições da faculdade hoje? – perguntou.

– Não...

– Que sorte.

Como a minha cozinha e a sala são praticamente uma do lado da outra, continuamos a “conversar” cada um de um cômodo.

– Cheirinho bom, hein? – elogiou e quando caiu a ficha ele estava no batente da porta olhando para mim. – Aliás, o vapor da comida está fazendo seus óculos ficarem embaçados.

Tirei meus óculos, só estava com eles para ler a receita da internet.

– Pronto – respondi e não pude evitar de rir de mim mesma.

– Você fica apresentável sem óculos, se quer saber.

– Eu fico linda de qualquer jeito.

Ele riu.

– Mari, eu queria fazer minhas pazes com você – falou com jeitinho.

Desliguei o fogão e cruzei os braços ficando de frente para ele.

– Você foi um idiota, James – falei. – Sério, se você estava cansado e tudo o mais era só me falar, não precisa ser grosseiro, não precisa inventar desculpas. Seja verdadeiro porque você é meu melhor amigo. – Engoli em seco. Eu queria mais do que somente sua amizade. – E eu te conheço o suficiente para saber quando a desculpinha é esfarrapada ou não.

Ele realmente não esperava por isso porque arqueou as sobrancelhas espantado.

– Desculpa, Mari! Eu estava em dias tão difíceis que acabei, realmente, sendo um babaca por completo. Juro que não era minha intenção te magoar, eu só queria me afastar um pouco de tudo e todos.

– Fala sério, James, acha que esse papinho me convence?

Dei meia volta e continuei fazendo meu molho, James voltou para a sala mudo. Como eu estava com vergonha de ficar tão próxima a ele, demorei um pouco mais no preparo da comida, ou seja, deve ter ficado excelente!

– Está com fome? – perguntei.

– Sempre.

Nós comemos uns minutos em silêncio até que James o quebrou:

– Desculpa, sério.

Respirei fundo para não me exaltar.

– Não antes de você me contar a verdade, Potter.

– Eu não posso, Mari – ele parecia frustrado. – Desculpa, ok?

– Ok – respondi, mas dei um sorriso.

Se ele queria o espaço dele, eu o daria. Não adiantava de nada pressioná-lo a falar algo que ele, perceptivelmente, não queria.

James me olhou confuso, mas não disse nada.

Depois do jantar, fomos para a sala assistir filme. Porém, eu sentia que algo incomodava James. Ele não estava prestando atenção no que passava não televisão – sim, o mundo bruxo tinha muitos recursos trouxas! – e nem ria quando o ator fazia algo engraçado. Enquanto eu me matava de rir, James estava sério e pensativo. Isso me intrigou bastante.

– Mari, preciso ir – ele disse antes de acabar o filme.

– Já?

Ele olhou para os lados, nervoso.

– Sim. Foi muito legal, obrigado pelo jantar! – ele respondeu sem olhar para mim, indo em direção a porta.

– Espera, James – falei. – Você está fazendo de novo.

Ele me olhou profundamente.

– Mari, eu preciso abrir o jogo com você. – Suspirou. – Eu menti, okay? É só que não posso nem consigo mais ficar na sua presença sem te tocar, te sentir, te abraçar forte, te dizer o quanto te amo, te beijar, te proteger de tudo e todos, sem ter ciúmes dos médicos fortes que te acompanham todo o dia. Eu não consigo mais! – Ele parecia bravo consigo mesmo. – Eu estou guardando isso desde que você foi passar o natal na minha casa porque foi ali que eu percebi o quanto você era perfeita. – Ele pausou. – Não dá mais para eu ser apenas seu amigo e guardar tudo que eu sinto apenas para mim. Você não tem noção do quanto partiu meu coração te ver chorar depois do meu acidente. E se eu quis me afastar era para tentar controlar esse sentimento que a cada dia vem crescendo mais e mais. Não dá mais para te ver e não ter vontade de ser mais do que um simples amigo, entende? Nem mesmo quando eu tento ficar longe da sua presença eu consigo!

Eu estava perplexa com essa declaração repentina. Tudo o que eu mais quis ouvir desde sempre foi James admitir isso tudo para mim. O que eu sonhava todas as noites estava prestes a se realizar. Meu coração estava acelerado e parecia que eu não estava totalmente acordada.

Na verdade, eu não estava preparada para ouvir aquilo. Ainda se tivéssemos flertado antes... Mas não! Foi uma explosão.

– Por isso – ele falou ao notar minha cara de impressionada -, eu estou indo embora. E quem sabe, quando eu conseguir olhar para você de uma forma puramente amiga, nós não voltemos a nos falar?

Ele disse isso, e foi só aí que eu percebi o que tinha que fazer. Ele estava saindo pela porta quando eu gritei seu nome, corri até ele e o agarrei pelo colarinho.

– Você – falei com a respiração acelerada – tirou as palavras da minha boca.

Ele sorriu. O sorriso mais verdadeiro que já vi formar em seu rosto.

– Pensei que você seria a primeira garota a me dar o fora – brincou e eu arqueei as sobrancelhas. – Estou brincando, Mari. Eu te amo, e te amo com todas minhas forças.

– Mesmo quando eu não tiver forças – falei – vou continuar te amando.

Então o beijei.

Nossos lábios pareciam se encaixar perfeitamente, como se meu molde exato fosse ele. Sempre seria ele.

James me pegou pela cintura e me pressionou na parede fria da sala. Era incrível como ele demonstrava tudo que sentia pelo seu toque, pelo seu modo de me tratar como uma princesa durante aquele beijo. Era incrível como ele conseguia ser perfeito e me causar arrepios como eu nunca tinha sentido antes. Era incrível como selando aquele beijo foi como se realmente eu tivesse achado tudo que eu sempre procurara. Era incrível como James não ligava para que roupas eu estivesse vestindo naquela ocasião, ou qual perfume eu utilizara, como se só minha presença bastasse. E era incrível como nós dois ficamos sem fôlego e ele teve que nos separar.

James encostou sua testa na minha e disse:

– Eu sabia – ele começou arfante – que era você, Mari. Eu sempre soube que eu nunca acharia alguém tão perfeita.

– Eu só me pergunto o que eu faria se você não tivesse aparecido em minha vida – falei rindo e ainda um pouco arfante.

James riu e me abraçou, fazendo-me encostar a cabeça em seu peito.

Percebi que eu não era a única com o coração quase pulando pela boca, criando vida, braços e pernas e saindo de mim, saindo de meu controle.

– Desculpa, okay? – perguntou segurando meu rosto com as duas mãos. – Desculpa te tratar de um modo que você não merecia.

– Agora eu entendo seus motivos, Jay – respondi dando um beijo em sua bochecha.

Ele me pegou pela cintura e me levantou um pouco, de modo que eu ficasse da sua altura, e a partir daí veio uma série de beijos que me causavam arrepios por todo o meu corpo.

– Mas espera – falei apreensiva. – Eu quero algo sério, James. E não apenas alguém que você apenas “fique”, em um modo vulgar de se falar, mas sendo bem direta.

– Desculpe, Mari – ele falou sério. – Mas eu queria que o meu pedido de namoro fosse inusitado. Então terá que esperar até... Segunda vou te buscar no trabalho, tudo bem?

Inusitado?

Hum...

– Ér, tudo bem – falei estranhando essa reação de James.

Fui dormir mais feliz do que nunca.

Ele me ama.

Notas finais
Alto nível de glicose. Diabéticos, cuidado. E sim, eu acho que deveria ter escrito isto nas notas iniciais... ér. enfim. hahahaha ;3 beijos, comentem MUITOOOOOOOOOOOO!!