Ponto De Atração
25 O Deus da Guerra nos Sugere um Encontro
Notas iniciais
[Jeremias]
Dessa vez consegui reparar em Caco de longe, cerca de dois metros maior do que qualquer pessoa ali e vendendo algumas mercadorias suspeitas para humanos, mas normais para os semideuses, olhei para uma aljava com flechas e fiquei muito interessado nelas, era tudo o que eu precisava, já que eu tinha apenas uma espada e o arco havia ficado com Sr.Blaze, no interior, já que era mesmo da família dele.
Chegamos a frente à barraca e esperamos um mortal sair sem comprar nada e então começamos o processo tedioso de trocar uma adaga de um Deus grego da guerra por uma Cornucópia conseguida num Minotauro que era chamado de Touro Sanguinário no interior de Roma.
- Trouxemos sua Cornucópia, onde está a adaga?- Arin disse tirando a Cornucópia da mochila.
-Aqui- Caco falou pegando a adaga de Ares de dentro de seu casaco.
-Ótimo, quero acrescentar mais uma coisa, quero aquele arco com as flechas e a aljava- Arin disse e eu fiquei pasmo em como ela pensava em mim.
- Mas ai é pedir muito!- Caco vociferou.
- Você quer ou não a Cornucópia?- Arin disse.
-Tudo bem... – Éramos nós quem queríamos algo ali, na verdade e não Caco, mas ele deixou passar esse pequeno detalhe.
- Pegue- Caco estendeu o arco e aljava cheia de flechas que Arin me entregou.
- Para você não ficar sem arma- Ela piscou para mim e reprimi um impulso de beijá-la.
Arin estendeu a Cornucópia e Caco a adaga, Arin segurou a adaga e Caco a Cornucópia, num movimento mútuo ambos soltaram seus objetos e cada um ficou com o que queria e no final, nós saímos com uma vantagem de um arco com uma aljava cheia de flechas.
- Vamos negociar mais o que meus jovens semideuses?- Caco disse procurando algo em baixo de sua bancada.
-Nada, estamos indo. Até nunca mais Caco- Arin falou e saiu em direção oposta da multidão, que ia ao Coliseu.
Fui ao lado de Arin, me sentindo mais capaz de protegê-la com minha recém adquirida arma.
-Aonde vamos?- Perguntei.
- Vamos a um templo para oferecer a adaga a meu pai- Arin disse.
-Aqui não há nenhum templo para Ares, eles são romanos, eles adoram Belona, principalmente- Anthony disse chgando ao lado de Arin.
- Tanto faz, Belona ou meu pai, ele é o mais poderoso- Arin disse.
- Não se trata disso, vamos para um lugar afastado e oferecemos a adaga, ele vai vir pegar- Anthony disse e tomou um rumo que levava a uma praça com uma floresta no meio, inteligente.
Fui atrás de Anthony também e Arin após bater o pé, foi também, chegamos depois de um tempo num local mais adentro da floresta da praça e ali improvisamos um altar para um Deus grego. Pegamos alguns galhos e fizemos um monte, em cima colocamos um galho que Anthony havia achado em forma de concha e dentro dele colocamos a adaga, pegamos os dois isqueiros que estavam dentro da mochila e os acendemos, como se fossem velas e depois não havia mais nada para fazer, exceto quando Anthony pegou sua espada e desamarrou dali uma fita vermelha, amarrou num galho mais solto e então deu uns passos para trás, também fiquei mais atrás e esperamos Arin fazer algo.
- O que eu faço?- Ela disse depois de um tempo quieta, esperando.
- Eu não sei, fale algo- Respondi.
- Fale sobre como é bom matar, ver sangue!- Anthony disse debochando.
- Cale a boca!- Arin disse e então se concentrou.
- Meu pai, Ares, Deus da guerra eu o convoco aqui para pegar de volta aquilo que é seu por direito, a adaga que matou a irmã Górgona mais jovem, a adaga que pertence ao senhor mais forte de todo o Olimpo. Pai, eu o chamo para pegar de volta aquilo que é seu- Arin disse e esperou.
Nada.
- Droga porque meu pai...
Arin parou no meio da frase, pois começamos a ouvir um barulho de moto, ao longe reparei uma bela Harley vindo em nossa direção, um modelo totalmente autêntico, vermelho sangue e cheio de caveiras. Uma autêntica moto do Deus da guerra.
- Papai!- Arin gritou assim que Ares desligou a moto.
- Você conseguiu, novamente, muito bem Arianna, sua mãe teria muito orgulho de você- Ares disse ainda na moto.
Arin pegou a adaga e entregou ao pai que ficou lívido de felicidade por encontrar sua companheira de carnificinas.
- Ótimo Arianna, parabéns!- Ares disse e guardou a adaga- Você não abriu a caixa não é?
- Não, como o senhor disse, não abri.
- Ótimo, então, acho que você deviam ir para Paris, é um bom lugar para um encontro... triplo- Ares ligou a moto- Divirtam-se crianças!
Ficamos vendo o Deus ir para longe enquanto todos ficávamos pensando sobre Paris e o “encontro triplo”, mas apenas Anthony com seu senso de humor incrível é que conseguiu quebrar nosso silêncio:
- Então, vamos para um encontro triplo em Paris!- Anthony sorriu e puxou Arin pela mão, ela não reclamou, mas olhou para mim como se pedisse desculpas, olhei para a fita esquecida na madeira, peguei ela e amarrei numa flecha, escondi ela bem na aljava onde eu não pegaria por engano e fui atrás dos dois.
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