Ponto De Atração
18 Ninho de Harpias
Notas iniciais
[Rovena Marie]
Fiquei muito assustada com o que vi, mais ainda porque seria eu quem deveria salvá-lo, mas não recuei. Semideuses nunca recuam. Peguei meu cilindro de bronze e sussurrei “afýpnisi̱” (αφύπνιση- Significa despertar em grego) e imediatamente minha espada apareceu em minhas mãos, me senti mais poderosa e um pouco estranha, pois fazia muito tempo que eu não a usava.
Pensei então como eu chegaria ao ninho, pois eu nem sabia em que cidade eu estava, poderia ser qualquer canto. Depois de uns segundos reparei que eu havia parado num lugar movimentado, mas afastado do centro de movimento, olhando ao redor reparei ao longe um grande castelo e percebi então que eu estava nada menos do que na Walt Disney World.
Fiquei empolgada por estar ali, pois eu nunca havia estado ali antes, nem mesmo quando eu implorava ao meu pai para ir, ele simplesmente se negava a me levar em lugares agitados ou onde tivesse uma multidão, hoje eu entendo por que. Nesses lugares é mais fácil ter monstros e muito mais fácil ser pego, já que protejamos os mortais, fazendo com que seja mais fácil para eles nos pegarem.
Olhei novamente para o espelho e pedi que me mostrasse o caminho que a Harpia fez com Jace e reparei que logo que ele colocou a cabeça para fora do Mundo Inferior, a Harpia o puxou para cima pela gola da jaqueta e outra bicou a testa dele, fazendo sangrar e ele acabou desmaiando, no fim ele não me ajudou porque não podia e não porque não quis, como eu havia pensado.
Comecei a caminhar, mas ficava difícil manter o foco com tanta coisa para olhar, com tanta beleza e magia, parecia hipnótico, mas eu continuava firme, ignorando a quantidade de gente e de crianças felizes olhando pro Mickey e pro Pateta.
Olhei ao redor e reparei numa placa escrita “Animal Kingdom” e percebi que não havia lugar melhor pra umas Harpias ficarem. Juntei-me a um grupo de turistas de muitas nacionalidades e caminhei junto com eles, ao longo do parque de animais reparei em muitas coisas interessantes, porém nenhuma Harpia.
Foi então que chegamos a grande atração do Animal Kingdom que era a montanha russa, hesitei em ir, já que minha missão não era diversão e sim procurar pelo Jace, mas então reparei num bater de asas ao longe e estreitando mais os olhos reparei que no topo da montanha que ficava a montanha russa estava o ninho de Harpia. Pensei em escalar toda aquela altura, mas logo desisti.
Entrei no último acento do último carrinho e aguardei até que eles pedissem para apertar os cintos e todo aquele blá blá de segurança e ignorei tudo, deixei apenas um cinto mais simples em volta de mim para quando fosse a hora eu pudesse tirá-lo rapidamente, a senhora que estava ao meu lado me olhou espantada, mas ela não pôde fazer muita coisa, já que o carrinho começou a andar.
Começou lento e depois foi aumentando a velocidade, dando mais emoção na queda e mais pavor antes dela, mas eu estava atenta, em poucos segundos minha vida estaria em risco e eu tinha que fazer tudo com perfeição. Passamos pelo primeiro túnel e esperei até o segundo, quando estávamos a uns poucos centímetros do início do túnel, desfivelei meu cinto e me preparei para agarrar a borda, virei de costas e saltei.
Ouvi um barulho de pânico entre as pessoas, mas sumi rapidamente de vista com mais um impulso para cima e fiquei escondida na vegetação, esperando as pessoas não olharem mais para mim e para minha sorte todo mundo pareceu esquecer que uma adolescente louca havia pulado do carrinho da montanha russa para cima da montanha.
Pedi novamente ao espelho o caminho e escalei mais um tempo e entre escorregões e quedas consegui chegar ao ninho. Eram cerca de seis ao total e fiquei com medo, pois eu não conseguiria acabar com as cinco de uma vez.
Então tive uma ideia. Peguei e rasguei uma manga da minha camiseta e depois a rasguei em tiras, fiz uma corda com elas suficientemente longa para o meu objetivo, depois a amarrei nuns galhos de um arbusto e coloquei meu celular em baixo, bem escondido. Coloquei qualquer música e programei pra começar em dez segundos, me escondi no outro lado e comecei a puxar o arbusto, fazendo barulho e então o celular começou a tocar e todas aquelas Harpias vieram voando loucamente para o barulho, fui rápida e sai do esconderijo e corri até Jace que já estava meio acordado, gemendo de dor e atordoado.
–Jace! Vamos logo!- Sussurrei para ele.
–Rov?!- Ele me olhava e fechava os olhos, meio fora de si.
Peguei ambrosia e coloquei em sua boca, ele engoliu e logo a cor começou a voltar ao rosto e ele começou a abrir os olhos, conseguindo se firmar sentando e parece que de repente ele entendeu onde estava e ficou agitado, tentando se levantar.
–Harpias!- Exclamou.
–Sim, temos que ir!
Jace pegou Saga da Morte e foi ao meu lado, meio tonto e eu o ajudei a caminhar, o corte ainda estava na têmpora esquerda, mas não mais sangrava. Quando já estávamos perto de sair da caverna que servia de ninho duas Harpias vieram em nossa direção, grasnando e furiosas pelo jantar estar saindo caverna a fora.
–Droga!- Falei largando Jace meio tonto e golpeando uma Harpia com Gladio.
Tentei inúmeras vezes golpear a Harpia, mas ela sempre conseguia desviar e meus braços já começavam a doer dos inúmeros arranhões que eu havia levado, mas consegui enfiar Gladio no pescoço da Harpia, a fazendo sufocar e morrer num pó. Jace não tinha tanta sorte por estar ainda mal, então fui ajuda-lo. Cortei uma garra de uma Harpia e ela urrou de dor, então as outras vieram e a coisa ficou feia.
Eliminei a que não tinha mais uma garra e Jace na sorte havia conseguido eliminar outra, pois ele não conseguia lutar muito bem. Peguei mais uma ambrosia e me aproximei dele, cortei uma parte da asa de uma e ela voou para longe, coloquei a ambrosia na boca de Jace e ele engoliu, me olhou agradecido, mas não havia tempo para agradecer, ainda tínhamos mais quatro delas.
Jace e eu ficamos um de costas para o outro e nos apoiávamos para lutar bem, Jace já estava muito bem e conseguiu retomar seu jeito de luta, ele já havia eliminado uma sem problemas e já estava próximo de acabar com a outra.
– Abaixe-se!- Jace falou e eu me abaixei e Jace cravou Saga da Morte na barriga de uma Harpia, agora havia apenas duas, mas elas fugiram, voando torto pelos machucados.
– Rov me desculpe!- Jace me puxou pra um abraço forte e senti um arrepio forte.
– Jace...
–Não vamos mais brigar, e eu não estou brabo pelo que você fez, foi o certo e eu faria o mesmo, ou até pior- Jace riu e eu também.
– Então vamos embora daqui, elas podem voltar ou outras coisas e obrigado por me salvar- Jace me deu um selinho e começou a me puxar pela mão, mas logo reparou onde estávamos e me olhou para achar um meio de sair.
Eu ri internamente.
– Vamos voltar do mesmo modo que eu vim.
Notas finais
Peço por favor para os leitores que não comentam que please, comentem! Eu preciso de comentários e eu estou ficando triste, pois é sempre as mesmas leitoras que comentam e nunca nenhuma nova, espero que para as próximas vocês não sejam tão tímidas né.
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