Ponto De Atração

22 Invenção Dantesca


Notas iniciais
O Jace e a Rov voltaram e dessa vez o problema com a alma será resolvido, mas será que novos problemas podem aparecer?

E genteeeeeeee estou suuuper feliz, uma editora entrou em contato comigo sobre a história "Athenas" e se tudo ocorrer bem meu livro pode estar nas livrarias num futuro breve e posso dizer que vocês foram privilegiadas, lendo o manuscrito de Athenas, afina, terei que arrumar algumas coisas.

[Jace Stephen]

Rovena devia estar louca, só poderia ser isso. Ela queria que fazer uma loucura grande até mesmo para semideuses, mas como era nossa única opção aceitei.

Fomos até a beira de um dos túneis da Montanha Russa e ficamos esperando que um dos carrinhos chegasse e para nossa sorte não demorou muito, quando o carrinho estava perto senti a adrenalina pulsando dentro de mim e Rovena se pôs ao meu lado, apertou minha mão e sorriu, dizendo que tudo daria certo.

Os primeiros acentos passaram por nós e os últimos estavam vagos, contei mentalmente 1...2...3 e pulei. Cai com tudo num dos acentos e Rovena caiu ao meu lado, ela arfou de dor e eu a abracei, feliz por ter conseguido pular de um túnel de Montanha Russa para dentro de um carrinho da Montanha Russa e não morrer e nem mesmo um mortal ver o que aconteceu.

-Ai- Rovena se soltou de mim e reclamou.

-O que houve?- Perguntei colocando o equipamento de segurança em nossa volta.

- Meu pé... Acho que torci- Ela disse entre dentes.

- Droga! Eu disse que você deveria cair em cima de mim, para amortecer a queda.

-Claro que não Jace!

Peguei o pé dela com o máximo de delicadeza que pude e constatei para meu horror que eu podia sentir um osso saltado para o lado esquerdo de seu pé direito.

- Rovena, acho que vou ter que colocar no lugar, vai doer muito- Falei pesaroso de minha missão.

-Coloca logo!- Rovena disse e quase caiu em cima de mim quando o carrinho fez uma curva brusca. Ficamos sacolejando até que Rovena falou novamente para mim colocar e então não tive outra opção.

Coloquei o osso para um lado e o pé para o outro e num “crack” tudo parecia bem novamente, exceto que poderia haver uma fratura que eu não poderia concertar com um simples puxão.

Rovena não gritou, apenas segurou meu braço com força e quando eu coloquei o osso no lugar ela quase quebrou o meu braço, mas não me importei já que eu queria a dor dela para mim.

-Melhorou?- Perguntei meio hesitante.

-Um pouco, me dê néctar.

-Claro- Peguei néctar na pequena bolsa que havíamos trazido e entreguei para ela que bebeu um gole e me devolveu.

- Desculpe por isso, odeio quando você sente dor- Falei massageando levemente seu pé.

- A dor precisa ser sentida, Jace.

- Mas eu queria a sua dor para mim, você não merece nada disso- Beijei sua bochecha e ela sorriu afetuosamente para mim.

- Parece que estamos chegando- Rovena disse e soltei seu pé, olhei ao redor e vi o esplendor da Disney e reparei na multidão que aguardava para entrar no brinquedo, mal sabendo que um ninho de Harpias ficava a espreita.

Descemos do carrinho e Rovena não quis minha ajuda para andar, mas assim que demos os primeiros passos para longe da Montanha Russa ela desabou sobre mim.

- Rovena! Eu te carrego no colo- Falei puxando ela contra meu peito de modo protetor.

- Não Jace! As pessoas estão olhando, eu posso caminhar!- Ela se debatia muito, mas logo parou, pois reparou que as pessoas olhavam porque ela dava um piti.

Avistei uma sorveteria praticamente deserta e andei naquela direção, mas quando vi Sísifio ali mal pude acreditar em minha sorte.

-Aquele é... — Rovena falou.

-Sim- Concordei.

-As sementes da romã num sorvete, está bem?

-Claro- Sorri ao ver o quão inteligente minha namorada é.

Larguei-a perto de Sísifo muito delicadamente e ela deu alguns passos hesitantes, fez algumas caretas, mas me dispensou e fui para dentro da sorveteria para preparar a arma.

Quando voltei Rovena estava ao lado de Sísifio que olhava curiosamente para a máquina de sorvete.

- Mas que invenção dantesca é essa? Tão pegajosa e gelada!- Sísifio exclamou assim que Rovena chegou perto.

- É uma maquina de sorvete e ela é bem legal, quer experimentar um sorvete?- Ela falou.

- O produto desta máquina dantesca? Por Hades! Claro que sim!- Ele respondeu.

-Por aqui- Rovena começou a vir em minha direção e ela pegou discretamente o sorvete de minhas mãos, eles sentaram em uma mesa e Rovena ofereceu o sorvete a Sísifio, ele pareceu muito desconfiado, mas no fim o pegou.

- Vamos lá, experimente!- Ela disse olhando persuasivamente para ele.

Sísifio mordeu toda a primeira bola do sorvete que era de maracujá, pois as sementes se misturaram no meio das outras e ele não reparou em nada.

-Nhuitubaum- Sísifio falou de boca cheia, mal conseguindo engolir tanto sorvete.

Rovena sorriu e eu fui me sentar ao seu lado. Sísifio olhou para mim e seus olhos se arregalaram, pois ele me reconheceu. Ele largou o sorvete na mesa e tentou fugir, mas já era tarde, pois a alma dele começou a ser sugada para baixo, como um ralo sugando a água. Ele me lançou um último olhar de ódio e sumiu nos territórios de meu pai.

- Ótimo trabalho Darling- Dei um beijo no rosto de Rovena que sorriu em resposta.

-Formamos uma bela equipe- Ela disse.

- Concordo plenamente- Passei meus braços sob seus ombros e fiquei desfrutando daquele momento de vitória.

-Jace?

-Sim?

-Podemos voltar para o acampamento? Sabe, acho que está na hora de voltarmos ao nosso lar- Rovena disse meio tímida, com medo de minha resposta.

-Tudo bem, se é isso o que você quer- Falei beijando novamente seu rosto, ela se virou e me lançou um sorriso de arrasar qualquer coração e posso jurar que o meu falhou por uns segundos.

- Obrigada, eu te amo- Rovena me beijou e deixei todas as emoções passarem de mim para ela.

Depois do beijo ficamos em silêncio, apenas acariciando um ao outro até que reparei que eu tinha que informar ao meu pai sobre minha decisão.

Peguei o espelho e falei o nome de meu pai, me senti feliz ao pronunciá-lo, me lembrando de como era ao ser Renegado.

- Filho? Você conseguiu novamente! Parabéns!- Hades deu um breve sorriso.

- Na verdade, foi mais a Rovena quem fez tudo, ela é incrível em todas as possibilidades de ser incrível.

- Eu sei que é- Meu pai respondeu, mas logo ficou sério- Escute, mais almas fugiram, três para ser exato e peço que as traga também.

- Tudo bem pai, mas tenho uma coisa para lhe dizer.

-Sim?

-Vamos voltar para o acampamento, sentimos falta da vida de semideus, mas voltamos para visita-lo regularmente- Rovena fez uma careta ao meu lado e eu ri.

-Tudo bem. Só fiquei alerta pelas almas.

-Tudo bem.

-Adeus filho.

-Adeus pai.

Desliguei a chamada do espelho e assim que o guardei senti uma escuridão, foi breve, mas quando voltei Rovena não estava mais ao meu lado e a minha frente estava um velho assunto inacabado.

Vida de semideus é assim, tudo está bem e num piscar de olhos, literalmente, tudo fica mal.

- Temos umas coisas para acertar meu caro Jace.

Notas finais
Então gostaram? Atualmente apenas a Annie comenta, então obrigada Annie por não em deixar entrar em depressão!