Ponto De Atração
20 Cornucópia a Vista
Notas iniciais
[Arianna]
Arin dirige como uma louca. Ela parecia uma indiana no meio do tráfego da Índia e foi então que reparei que nem carteira ela tinha e fiquei com medo de morrer num acidente de carro e não com um herói.
Chegamos rápido ao local onde Caco havia mencionado, já que foi fácil achar agricultores cuidando bravamente de seus rebanhos, com espingardas e arcos, eles pareciam antiquados, mas sabiam do perigo que corriam.
Descemos do carro a uma distância segura e nos aproximamos lentamente dos homens, um deles veio em nossa direção, curioso em saber o que três jovens estariam fazendo naquele fim de mundo.
- Olá- Arin disse.
-Oi- O homem disse.
- Meu nome é Arianna e estes são Jeremias e Anthony, estamos aqui para saber mais sobre o Touro Sanguinário, somos pesquisadores e se ele for um híbrido perigoso teremos que mata-lo, é nosso trabalho- Arin disse com uma lábia incrível.
- O Touro Sanguinário? Vocês querem matar o Touro? Vocês são só crianças, nunca vão conseguir tal feito!- O homem disse dando as costas para nós e voltando para o rebanho.
- Olhe só cara, precisamos saber onde o Touro está para fazermos nosso trabalho e é isso, vai nos ajudar ou não?- Tony disse.
O homem nos olhou, vi um pouco de pena em seu olhar, como se ele tivesse a certeza de estar mandando jovens para o abate.
- Tudo bem. Ele só ataca geralmente a noite, mas fazemos vigia mesmo assim, ele só ataca os animais e não as pessoas, se vocês quiserem podem passar o resto do dia em minha casa e a noite vocês podem ficar aqui fora e... Fazer o que deve ser feito- O homem falou.
- Ótimo, obrigado senhor...
- Blaze- O homem disse- É aquela casa com a cerca de ferro ali- Ele apontou para uma casa bege com uma grande cerca de ferro, onde se encontravam duas crianças brincando numa enorme caixa de areia.
- Obrigado, vamos até lá então- Anthony tomou a dianteira e fomos atrás, a noite prometia uma luta e iríamos nos preparar.
Chegamos ao portão e as duas crianças correram para dentro, com medo dos estranhos, mas logo uma mulher apareceu e ficou parada na porta, esperando uma reação nossa.
- Sim?- A mulher disse.
- O Sr.Blaze nos deixou passar o resto do dia em sua casa para a noite analisarmos o Touro, somos pesquisadores- Falei me dirigindo a mulher que nos olhava com curiosidade e desconfiança.
- Não sei... – Ela começou, mas foi interrompida pelo marido:
- É verdade Doroth, os deixe entrar- Sr.Blaze gritou do campo e a mulher cedeu, abriu o portão e nos deixou entrar, ela abriu a porta da casa e ficamos na sala esperando um lanche que ela havia ido buscar.
Sentamos cada um em um sofá ou poltrona e ficamos em silêncio analisando a casa. Era toda de madeira e simples, mas bem mobilhada e caracteristicamente rural, com cortinas bordadas a mão, toalhas nas mesinhas de cantos de crochê, muitos retratos das crianças e haviam algumas armas penduradas no alto, onde apenas o homem da casa poderia alcançar.
Ficamos um bom tempo vegetando na sala, até que a mulher trouxe uma bandeja com muitos biscoitos de gotas de chocolate com uma jarra de suco que parecia ser de laranja, fiquei agradecido, pois eu não comia desde o início da manhã, quando fui até a caverna de Rajá e Rani para resgatar Arin e agora já era final de tarde.
- Biscoitos de gotas de chocolate e suco de laranja, espero que gostem- Doroth disse e espero para ver se iríamos mesmo comer, o que nós fizemos com gratidão.
-Obrigado, estão ótimos- Falei comendo o segundo biscoito.
- Que bom! Tenho que arrumar umas coisas, podem comer tudo- Doroth saiu e nos deixou comendo, por um bom tempo apenas o barulho da mastigação ficou preenchendo o espaço de silêncio e nenhum de nós se importou em quebrá-lo.
Quando a bandeja já estava limpa e todos satisfeitos por ter feito uma refeição, Arin decidiu quebrar o silêncio, com suas ideias de estratégia.
- Está bem, como faremos isso exatamente?- Ela disse num tom mas baixo para evitar que Doroth ouvisse algo.
- O matamos, pegamos o chifre e pegamos a adaga, pronto- Tony disse.
- Ah não me diga!- Arin esbravejou.
- Tá vamos fazer assim, eu chamo o Minotauro para cá, já que ele vai sentir nosso cheiro e vai vir mais rápido, eu fico ali fora e luto contra ele primeiro, Arin sobe em uma árvore e Anthony faça o que quiser, então quando o Minotauro estiver demasiado cansado você pula nele e tira o chifre- Falei como se fosse simples.
- Você lutar sozinho contra o Minotauro?- Anthony riu- Só se for para ser morto!
-Sou mais forte do que pareço- Esbravejei, mas ele nem ligou.
- Então vocês dois lutam contra ele e eu tiro o chifre como o Jer falou e todos ficam felizes ok?- Arin disse.
- Ok- Respondi.
-É... – Anthony murmurou.
Sai para fora e sentei na grama, de costas para a parede e fiquei esperando Apolo descer com sua majestosa biga solar para o outro lado do mundo, foi um processo lento, mas no fim aconteceu e lady Artêmis subiu ao céu, iluminando a escuridão da noite com uma luz branca e pura, reflexão da Deusa. Então Arin e Anthony saíram da casa, Anthony na frente com sua espada preparada e Arin atrás já segurando Lumus.
- Expliquei para eles o que fazemos e como, falei que devem ficar longe e em hipótese alguma olhar, pois é muito perigoso. Eles aceitaram, tudo para se livrar do Touro- Arin disse.
- Vamos então- Falei levantando e pegando minha espada que eu raramente usava. Meu negócio era o arco e flecha.
- Aqui- Arin disse e me mostrou um arco com uma aljava cheia, fiquei extasiado ao ver que ela se lembrara de mim- Eles tinham esse arco e tal e eu sei que você se sente mais confortável com eles então é para você.
-Obrigado!- Coloquei a aljava nas costas e testei o arco, ele estava meio gasto e a corda não parecia muito resistente, mas as flechas estavam boas e eram muito afiadas. Daria para o gasto.
Saímos da casa e esperamos o Minotauro chegar, Arin subiu num grande carvalho e ficou lá, ela estava cerca de três metros do chão, mais ou menos do tamanho do Minotauro, eu me afastei um pouco, para conseguir atirar minhas flechas com mais precisão e então esperamos.
Esperamos.
Até que ao longe barulho de passos se tornava forte e uma respiração lenta e pesada começou a ficar mais perto, estávamos perto de uma luta e a adrenalina tomou conta de mim. Eu ansiava por uma boa luta há muito tempo e a hora estava chegando.
O Minotauro apareceu na clareira, com os olhos vermelhos e soltando vento pelas narinas, em seu pelo estava impregnado sangue e o cheiro que emanava dela era incrivelmente fétido.
Fiquei paralisado, esperando que Anthony começasse o ataque para que ele não me visse e então Anthony começou.
- Ei vaquinha? Acho que tem um pouco de cara nessa sua feiura!
Notas finais
É o seguinte: Eu disse que apenas com 110 eu postava a próxima e ainda mantenho minha palavra, irei esperar então leitoras fantasmas please, se apresentem okay?
Também vou querer ajuda futuramente para divulgar minha fic que eu irei dizer o nome em breve, ela será do Josh e da Lice como eu já havia dito e eu terei minha melhor amiga como co- autora, Bruna.
Nos vemos no próximo capítulo :3
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