Pontes entre Almas

2 Capítulo 2 - The Magic Asian


Notas iniciais
este capítulo fora inspirado neste vídeo http://www.youtube.com/v/mVd2c25noEE a música nele pertence a Wolfgang Amadeus Mozart, mas é um cover feito no programa Vocaloid. Qualquer semelhança de Hatsune Miku com Masamune Miku não é mera coincidência.

Londres. 2010. Uma orquestra de estudantes ingleses, junto com uma trupe de jovens atores e estudantes ingleses fazia muito sucesso por lá. Seu novo espetáculo a ser apresentado em grande escala seria a ópera A Flauta Mágica... Faltava uma rainha da noite. Mas a história não começa aqui, e sim no Japão em Osaka, com uma garota chamada Miku, Masamune Miku, 15 anos. Ela fazia certa fama na sua escola. Ela era linda, estiloza, e ninguém era capaz de cantar como ela, mas ela, é claro, cantava asian-pop.

Miku tinha esse segredo. Ela era uma amante de música clássica. Em casa ela colocava o CD de música clássica do pai dela no home theater e cantava junto aquela melodia. Mas ninguém poderia saber disso, ninguém gostava de música clássica naquela escola, pelo menos não que ela soubesse, tirando o seu amigo Ludwing. Ela também tinha uma paixão por teatro, sempre ia a peças com o seu pai e escondida de todos, interpretava peças incrivelmente cultas... Pelo menos para uma a-popster como ela.

Certo dia ela encontrou-se em um site que normalmente não veria em plena luz no dia. Mas ela estava sozinha em casa. Ela viu que um grupo inglês que ela amava precisava de uma cantora para realizar a ópera A Flauta Mágica. Miku já tinha ido a Inglaterra, e aquilo soou como uma oportunidade para realizar dois dos seus sonhos. Mas ela não podia... Estava com medo. O quê os colegas dela iriam pensar, pelo amor de Amaterasu?! Os únicos que sabia de tal segredo eram o seu pai e o seu melhor amigo, Ludwing, um alemão que fazia intercambio lá. Os dois conversaram pelo MSN, e decidiram encontra-se em uma lanchonete para conversar.

— Que você acha, Lud-kun? – Disse a garota de longos cabelos de cor azul-piscina e beleza estonteante enquanto brincava com o canudinho.

— Que você está com medo por nada – Disse o garoto loiro com beleza comparável a dela e belos e curtos cabelos loiros. – Devia seguir seus sonhos. – Ludwing deu uma mordida em seu sanduíche. – Eu sei que é uma frase irritantemente clichê, mas é um fato.

— Mas o quê eles vão pensar, Lud?

— Eles quem?

— As pessoas na escola... Eu vou ser motivo de chacota.

— Por favor, Miku! Você ainda liga pra opinião deles?! Você é melhor que isso.

— Hum... – Disse ela um pouco nervosa. Desde que eles chegaram, ela não tocou na comida.

— De qualquer maneira, Miku-chan, eles não precisam saber.

— Com certeza alguém ia gravar, e pararia no Youtube.

— E daí? Olha, se você se sentir mais confortável com isso, eu vou junto com você pra Inglaterra!

— Sério?!

— Sim, e qualquer coisa digo que foi tudo minha idéia.

Miku colocou-se sobre a mesa e abraçou o amigo.

— Lud-kun, você é o gay que eu mais amo nesse mundo inteirinho!

— Nha, que isso.

Ludwing e Miku estavam próximos das férias, e quando elas chegaram, conseguiram viajar para a Inglaterra. Foram até um estúdio fazer um teste. Infelizmente o papel que Miku queria estava ocupado, mas ainda havia uma vaga, a de Rainha da Noite.

Os dois entraram no estúdio e viram aquelas pessoas olhando de cara feia para a mulher que estava fazendo o teste antes dela.

— Qual é o seu nome?! – Perguntou um dos homens

— M-Miku... Miku Masamune. – Respondeu ela nervosa.

— HÁ! – riu a mulher ao lado do tal homem que estava segurando uma prancheta. – E você, com essa voz toda meiga quer fazer o teste para a rainha da noite?!

— Deixa ela, Bridget!

— Ok, ok, Vai lá, japinha.

— Passe o seu telefone e pode subir ao palco – disse o homem, entregando a prancheta à garota. – Assine no primeiro quadro vago e coloque o seu telefone. – Ela escreveu no papel, e entregou a prancheta de volta ao dono. Respirou fundo e subiu no palco. Nervosa, fechou os olhos e cantou... um tanto baixo demais.

— Mais alto – Disse o homen.

Miku deu um tapa em si mesma e começou a realmente cantar. Uma outra garota estava no fundo do palco, olhando e ouvindo Miku atentamente.

— É... Você até que é boa, mas a sua voz é muito... Inocente, digamos assim. – Disse aquele homem

— O quê?!

— Qualquer coisa nós te ligaremos.

Uma lágrima desceu pelo seu rosto e ela foi até os braços de Ludwing. Eles se abraçaram.

— Eu... Sinto muito Miku-chan.

— Esquece. – Disse ela enxugando suas lágrimas. – Tudo bem. Ninguém da escola vai me ver agora né?

— Aiai... E queria tanto te ver no palco, querida.

A garota loira que assistia a jovem Miku foi até os dois e apresentou-se.

— Com licença? Sou Catherine.

— Ludwing. Prazer.

Miku secou seu rosto e olhou para a garota loira atrás dela. Ela aparentava ter uns 18 anos, mas isso não importava. Miku perdeu-se na beleza da garota.

— M-Masamune... Miku... Masamune Miku.

— Eu adorei a sua voz, senhorita Miku.

— O-obrigado... Hehe. – Disse ela sem graça.

— Não se preocupe, eu tenho certeza que te darão o papel. – Disse ela sorrindo para a bela garotinha a sua frente.

Naquela noite, Catherine não saiu dos pensamentos de Miku. Ela só podia deduzir 3 coisas. Catherine era uma bruxa e a enfeitiçou. Catherine a hipnotizou. Ela estava se apaixonando pela primeira vez... E por uma garota. A última opção era a mais convincente.

No dia seguinte, ela recebeu uma ligação. Ela havia sido escalada para cantar A Rainha da Noite. Sua felicidade era indescritível. O seu amigo Ludwing havia se auto-convidado para ser um dos violoncelistas na orquestra. Ele já era muito conhecido na Alemanha por isso.

Passaram-se 10 dias de ensaios, que tanto Ludwing quanto Miku estavam adorando. Não só pelo fato de na verdade ser uma versão cômica de A Flauta Mágica, mas também por que desde aquela ligação, Miku passou a ver Catherine todos os dias. De facto estavam, aproximando-se muito.

Finalmente chegou o grande dia. Os bastidores pareciam estar cheios de adolescentes, e na platéia, vários adultos prontos pare verem seus pimpolhos fazerem uma versão deveras cômica de A Flauta Mágica... Se não era isso era gente culta querendo da rumas boas risadas, a final só eles conseguiriam entender a paródia.

Miku estava uma bela vilã. Os longos cabelos verdes estavam do jeito que ela costumava usar. Seu vestido era simples, mas muito bonito, e a sua coroa parecia realmente ter sido feita de ouro e várias pedras preciosas estavam nela. Claro que não passavam de imitações, mas ela ainda assim estava linda, coisa que foi afirmada por Catherine. “Você está linda” foi quê Catherine disse para Miku quando a viu com o traje de Rainha da Noite pela primeira vez.

Todos envolvidos deram tudo de si. Não só para maravilhar a platéia, mas para arrancar risos dela.

Depois de muita cantoria e um final lindo de morrer, todos os atores aparecem na frente das cortinas fechadas e curvam-se aos aplausos com uma sensação de um trabalho bem feito. Para a surpresa de todos, exceto Ludwing, O ator que interpretava Tamino pulou do palco e Catherine roubou um longo, demorado, quente e molhado beijo de Miku. Os poucos adolescentes que se encontravam na platéia começaram a assoviar e gritar. Alguns adultos também, enquanto outros apenas aplaudiram, e outros saíram do lugar com cara emburrada.

Miku de Ludwing voltaram ao Japão, mas seus novos ‘amigos especiais’ foram junto. E tudo ficou bem por um tempo consideravelmente grande. Hehe.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!