Pombo Natalino

1 Podemos Passar o Natal com Você?


Notas iniciais
Minha amiga secreta é a toris (@jimmyferis)!

Espero que goste bb ♡

— Então, isso vem acontecendo desde meados de novembro… – Marlene McKinnon começou. Era noite de 23 de dezembro e do nada ela apareceu na porta de Sirius Black, trazendo consigo uma mochila aparentemente cheia de roupas e uma cara não muito boa.

— É algo difícil de explicar, talvez você não acredite, ache que eu sou louca de aparecer assim na sua casa de noite só que eu realmente precisava. – Ela estava começando a falar cada vez mais rápido, claramente um sinal de nervosismo. Seja lá o que for, deve estar mesmo atormentando McKinnon.

— O que acha de pelo menos tentar. Olha, eu já recebi você e toda a sua família em casa. – Encorajou o de cabelos negros com um pequeno sorriso.

— Fala logo essa merda, Marlene! – Um dos irmãos de Marlene, que estava sentado com o resto da família numa mesa do outro lado da sala, gritou impaciente. Este levou um tapa no braço pela Sra. McKinnon que logo em seguida fez um sinal para que a filha continuasse.

— Enfim… – Marlene respirou fundo. – Desde a metade do mês de novembro isso vem acontecido. Eu só comentei isso poucas vezes com a Lily e ela disse que eu deveria fazer algo a respeito, e é por isso que estamos aqui. – O tom pesado em que a loira proferiu as palavras, junto com a baixa luminosidade da sala, fez com que alguns calafrios se espalhasse pelo corpo de Sirius. Então ela continuou:

— Sirius, tem um pombo perseguindo minha familia.

Todo o clima pesado, sumiu naquele instante.

— O que?

— Tem a porra de um pombo ridículo atormentando minha familia! – Gritou jogando as mãos para cima, exasperada.

— Então não é uma assombração ou um assassino mascarado ameaçando vocês de morte com sangue de gato nas paredes de casa?

— Não! – Marlene fez uma careta. – Quem chega na casa de alguém de noite com a família inteira por causa de um assassino escrevendo com sangue de gato na parede?

— Quem chega na casa de alguém no meio da noite com a família inteira por causa de um pombo? – Sirius arqueou uma sobrancelha, recebendo sons de concordância do resto da família McKinnon.

— Mas é verdade! – A irmãzinha de 6 anos de Marlene cruzou os braços emburrada e Sirius apenas revirou os olhos em resposta.

— Me escuta! – Marlene segurou o rosto de Sirius o forçando a olhar para o rosto dela. – A história é assim: Em novembro, nosso cachorro por algum motivo começou a passar mal, nós achamos que tinha sido a comida que a gente deu para ela e então levamos ele ao veterinario.

— O que vocês deram para o Tomate?

— Não me interrompe! Enfim, nós tivemos que comprar alguns remédios para ele, só que mesmo tomando o remédio o Tomate não melhorava. Tivemos que dar o remédio para ele 3 vezes até que minha mãe encontrou o pombo dentro da nossa cozinha!

— Tá, mas o que tem demais? É só um pombo. – O moreno continuava olhando para a garota como se ela fosse louca. Ok, pombos são chatos, só que não fazem ninguém sair de casa por causa disso.

— Não é só “um pombo”. – Marlene estremeceu. – Eu já tinha visto aquele pombo antes, ele costumava ficar num poste na frente da minha casa. Só que então, um belo dia, ele está na cozinha da minha casa!

— Está exagerando.

— Não repita isso! – A loira estava começando a assustar Sirius, ela tinha um brilho de ódio com desespero nos olhos. – O Tomate estava doente porque estava dividindo a ração com aquele pombo. Só que aquele não é um pombo comum, não é como aqueles pombos que quando um carro ta se aproximando ele anda para fora do caminho, é um pombo com inteligência! Inteligência maligna! Ele nunca mais foi embora da nossa casa!

— Naquele dia – A irmãzinha de Marlene começou, trazendo todas as atenções para ela que parecia uma versão em miniatura da irmã mais velha. – Mamãe tinha preparado meu prato com meu almoço, dai ele estava esfriando em cima da mesa, eu sai um minutinho para lavar minhas mãos e quando voltei o pombo estava comendo minha comida e ainda fez cocô.

Sirius fez esforço para não rir, então a risada dele se perdeu quando se virou de novo para Marlene e ela estava mostrando para ele uma foto com a mesa da casa dela, suja com comida espalhada, um prato de comida pela metade e cocô de pombo no mármore branco. – E não foi a ultima vez que ele fez isso.

Okay, isso era ruim.

— Ele continuou entrando lá em casa e fazendo uma bagunça por dias! – A loira parecia a beira das lágrimas. – Ele nadou na tigela de água do Tomate, fez um ninho no armário do Thomas, espalhou cocô pelo quarto dos meus pais e ainda entrou pela janela do banheiro enquanto eu estava tomando banho. Ele viu meus peitinhos, Sirius!

— Tadinho do Tomate.

— TADINHA DE MIM! – Marlene gritou, já dava para ver lágrimas em seus olhos.



A Sra. McKinnon levantou a mão, pedindo permissão para falar, e depois de um aceno de cabeça da sua filha mais velha ela limpou a garganta e começou. – Eu liguei para a minha mãe, pedindo algum conselho de como poderíamos afastar o pombo da nossa casa. Ela sugeriu que eu espalhasse vinagre nas janelas e na porta, e mesmo depois de 3 garrafas de vinagre ele continuou entrando!

Sirius franziu o cenho, nunca viu nenhum pombo se comportar desse jeito, ele realmente estava perseguindo a família McKinnon. – E como vocês sabem que é o mesmo pombo?

— Pelas penas. – Marlene respondeu. – Elas são brancas com pintinhas marrons, é sempre o mesmo pombo de pintinhas marrons. – A garota suspirou e deu um passo para frente, chegando ainda mais perto de Sirius o encarando nos olhos com seu melhor olhar de cachorrinho perdido. Ela sabia que olhar conseguia qualquer coisa de Sirius Black, até mesmo tirar seus segredos mais sórdidos. – Deixa a gente ficar aqui para o Natal? Por favor, sei que você passa todos os Natais sozinho ou com os Potters desde que saiu da casa da sua família.

O moreno tentou ser forte e não ceder tão facilmente aos lindos e grandes olhos verdes de Marlene. – Por que vieram logo para a minha casa? Podia ter levado sua família para a casa da Lily.

— A Petúnia levou o namorado ridículo dela para a casa dos Evans, a gente teve sorte de conseguir deixar o Tomate lá.

— E a Dorcas?

— Está com a avó dela, você teria coragem de levar meus irmãos para a casa de uma senhorinha aposentada? – A loira revirou os olhos. – Sirius não temos lugar para ficar, aquele maldito pombo se apossou da nossa casa e nesse momento está lá fazendo uma festa com os amiguinhos pombos dele e com pombas prostitutas.

— Sirius. – A Sra. McKinnon chamou a atenção do moreno, ela estava com o mesmo olhar de cachorro perdido da filha. – Se nos deixar ficar eu prometo que preparo a ceia de Natal.

— Você lembra do assado da minha mãe na festa de Natal dos Potter no ano passado Sirius? – Marlene se pôs na ponta dos pés para sussurrar ao pé do ouvido do moreno.– Lembre-se do assado.

Ele lembrou do assado.

O mais divino, delicioso, saboroso assado que ele já comeu na vida.

— Okay, podem passar o Natal aqui. – Sorriu fraco ao ver a família comemorar feliz e sentir um beijo na bochecha vindo de Marlene McKinnon.

A família estava tão feliz por poder passar o Natal longe de pragas que nem reparou num pombo que os vigiava da janela.

Pombos também gostavam de assado.

Notas finais
E ai? Gostaram ou tá uma completa vergonha? hehe :P
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!