Polissuco

1 Prólogo


Notas iniciais
Olaa! Hoje eu vou postar apenas o prólogo para que vocês tenham uma ideia da história da fic, se vocês gostarem eu posto os outros capítulos, caso contrário, nada de fic! Fechado?
A fic se passa entre o final "O Cálice de fogo" e o início de "A ordem da fênix", então pula para "O enigma do príncipe" e dai segue a ordem certa até o final, SE houver fic.
Bom, então é isso! Espero que gostem do capítulo!

Academia de mágia Durmstrang, 14 de julho de 1995, Bulgaria.

-Oooh, meu caro Krum, você não faz ideia do que vem por ai! -Falava Karkaroff em seu escritório, na escola de Durmstrang. -Uma grande, grande revolução! Não restará um trouxa no mundo, nós finalmente vamos ficar onde devemos: no poder!

-E-Então é verdade? Ele voltou? -Perguntou, ou melhor, gaguejou Krum com seu sotaque forte. Por mais que ele tentasse, não conseguia esconder o medo na voz.

-Claro que é verdade! Ou você realmente acredita que o menino Potter matou o Diggory? Aaah, por favor! O Potter não tem coragem de matar uma joaninha, quanto mais uma pessoa! -Respondeu Karkaroff, impaciente. Seu entusiasmo era tão grande que falava alto demais.

À menção do nome "Potter", Malfoy, que estava sentado no último degrau da escadaria que levava ao escritório do diretor de Durmstrang, esperando seu pai, aproximou-se da porta, tentando ouvir um pouco mais da conversa entre Karkaroff e Krum.

-Não sei se o senhor está lembrado, mas Harry Potter sobreviveu ao lorde das trevas quatro vezes, em uma delas ele teve, inclusive, de lutar contra um basilisco, UM BASILISCO! Não acho que o Potter seja tão covarde assim. -Defendeu Krum. Karkaroff e Draco, do outro lado da porta, reviraram os olhos ao mesmo tempo.

-Potter pouco importa agora. -Respondeu Karkaroff, impaciente. -O que importa é você, Krum!

Vitor ergueu uma sobrancelha.

-Aonde quer chegar com isso, diretor?

-O que eu quero dizer, Vitor, é que o lorde das trevas não está muito feliz comigo, e eu preciso me redimir. E você, Krum, é idolatrado em todo o mundo bruxo! Se você apoiar Você-sabe-quem, até mesmo os trouxas vão apoiá-lo! Assim, quando o Lorde Das Trevas voltar ao poder, ele dividirá o poder conosco, teremos tudo o que quisermos! -O entusiasmo de Karkaroff era cada vez maior, sua voz atingira um tom muito alto e ele fazia gestos grandiosos enquanto falava, seus olhos brilhavam.

-Conosco? -Perguntou Krum, ele já tinha a resposta para a proposta na ponta da língua, mas queria ver aonde isso chegaria.

-Sim, sim. Com você por ter levado meio mundo bruxo a apoiá-lo e comigo, que depois de ter convencido o grande Krum a juntar-se ao lado das Trevas e colocar o meu plano anti-Malfoy em prática, serei um dos seus servos mais queridos!

Draco e Vítor perguntaram ao mesmo tempo:

-Plano anti-Malfoy?

Por sorte a voz do garoto Malfoy foi abafada pela pesada porta de carvalho.

-Aaah sim, Vítor, Lucius Malfoy finalmente terá a vingança que merece, e, como bônus, perderá o posto de "Queridinho-Do-Voldy" para mim! Infelizmente, Vítor, eu não posso contar do que se trata o plano até que você tenha uma resposta concreta para a minha proposta. Não que eu não confie em você, pelo contrário, eu confio até demais, só não quero que o plano escape, de alguma forma.

Malfoy, a essa altura, estava se espremendo com tanta força na porta, que, ao vê-lo assim, sedento por mais informações, seu pai, que surgira aos pés da escada, achou que o filho deixaria um buraco na porta.

-Mas o que você.. -Começou o Sr. Malfoy. Ao ouvir a voz alta e grave de Lucius, Karkaroff endireitou sua postura, olhou pra Krum e disse, formalmente:

-Depois nós nos falamos, não tenho pressa em relação à sua resposta.

Draco, porém, queria que Krum respondesse agora, e que respondesse "sim", para que o "Plano Anti-Malfoy" fosse finalmente revelado.

Krum estava pronto para dar a sua resposta, mas foi expulso da sala do diretor antes mesmo que pudesse abrir a boca.

-Olá, Lucius, como vai? Então, podemos conversar com esse campeão? -Perguntou Karkaroff ao abrir a porta com um sorriso falso no rosto.

Lucius e Karkaroff passaram duas horas discutindo sobre a matrícula de Draco em Durmstrang e a escola em geral. Draco porém, não prestava atenção em uma palavra sequer. Toda a sua atenção estava em uma estratégia maluca para salvar o pai do "Plano anti-Malfoy".

No seu bolso direito, estava um vidrinho de poção polissuco que ele usava para fazer algumas brincadeiras, a maioria de mal gosto. Só despertou do seu transe quando Karkaroff o perguntou:

-Então Draco, o que vai fazer nas suas férias aqui, em Durmstrang?

-Vou brincar de jogador profissional de quadribol. -Respondeu o Malfoy mais novo com um sorriso maligno no rosto, que ninguém pareceu notar.

-Ah, claro, esqueci de comentar que o nosso campo de quadribol segue os padrões internacionais para jogos profissionais, acho que vocês não têm isso em Hogwarts. -Gabou-se Karkaroff.

Ao ouvir a resposta do búlgaro, Draco gargalhou internamente enquanto mexia no frasco de polissuco em seu bolso. Coitadinho, pensou Draco, não tem ideia do que vem por aí!

Draco só não sabia que o destino fazia o mesmo, só que com ele.

Coitadinho, não tem ideia do que vem por aí!

(***)

Largo Grimmald, 14 de julho de 1995, Inglaterra.

Idiota, idiota, idiota! Ronald Weasley é um grande idiota egoísta! Quem ele pensa que é para agir desse jeito?

Hermione apertou com força a carta em sua mão, enquanto batia a porta do quarto o mais forte que podia e se jogava na cama velha e empoeirada. Ela queria chorar, gritar algumas verdades e, é claro, causar o máximo de dor possível no ruivo metido. Mas ele não merecia suas lágrimas. Ele não merecia suas palavras, que, por mais estranho que isso seja, eram de amor, e um pouquinho de ódio, obviamente. E Hermione não iria, de jeito nenhum, mostrar que ele a magoou, ela não daria esse gostinho a ele, não demonstraria que se importa com ele.

E o pior, por baixo de toda essa raiva e tristeza, havia uma parte de Hermione que queria cantar e dançar de alegria "Ele se importa! Ele está com ciúmes!".

Em dúvida entre chorar, gritar, matar Ron ou saltitar de alegria, Hermione ficou ali, parada, deitada na cama, olhando pro teto. Ela só despertou de seu transe quando ouviu uma batida na porta.

-Sai daqui! Eu quero ficar sozinha! -Gritou para seja la quem estivesse à sua porta.

-Sou eu! Quer dizer, você! Quer dizer, eu sou você! Agora abre essa porta antes que alguem me veja! -Sibilou uma voz do outro lado da porta. A pessoa do outro lado da porta falava como Hermione, mas aquela não era sua voz, ou era? Poderia ser qualquer um imitando o jeito dela falar.

-Ah, claro, estamos na parte em que você — Ou eu, como preferir- não acredita que há outra Hermione do outro lado da porta, está impressionada com como a sua voz é aguda e por isso está pensando em todas as pessoas que podem estar te imitando do outro lado da porta. As principais suspeitas são Gina ou Luna e você está procurando algum motivo para elas fazerem isso. Agora você está prestes a perguntar como eu sei disso, mas eu falo exatamente isso antes que você possa perguntar. Eu sou a você do futuro, eu já vivi tudo isso, agora me deixa entrar, antes que alguém me veja, por favor. -Falou a voz aguda da Hermione futurística, com o velho tom de sabe-tudo.

Hermione abriu a porta e ela mesma entrou. Oh Merlin, é tão confuso narrar essa história!

-Vira-tempo. -Falaram as duas Hermiones ao mesmo tempo. O.k, isso está ficando assustador. A Hermione do presente examinou a sua "Futura Eu" cautelosamente, e percebeu que as duas estavam com exatamente a mesma roupa.

-Ah, sim, você/eu deve estar querendo saber porque eu estou aqui. A verdade é que estou aqui porque quinze dias atrás -Ou hoje- eu vi exatamente o que você está vendo agora. A eu do futuro, que agora sou eu, me falou para aceitar a proposta do Krum, ir para a Bulgária vai melhorar o seu/nosso humor, enquanto eu substituo a eu de 15 dias atrás, assim você esfria a cabeça na Bulgária e depois volta no tempo para hoje, aqui. Você não vai perder um segundo sequer. Confie em mim, eu já vivi isso tudo. -Falou a Hermione do futuro acompanhada de uma gargalhada.

A Hermione do presente ficou um pouco confusa no inicio, mas logo percebeu o paradoxo. Esse é o perigo das viagens no tempo, mas se a Hermione do futuro estava inteirinha bem na sua frente, ela não tinha nada a perder. Sentou-se à escrivaninha, pegou um pergaminho e uma pena e começou a escrever. Então entrou em panico.

-O que eu escrevo? "Querido Vítor, eu estava prestes a recusar a sua proposta para ficar com o Harry e o Ron, mas a minha versão do futuro chegou e disse que a Bulgária é a melhor maneira de esquecer o Ron."?

A Hermione do futuro riu, então pegou a pena da mão da sua versão passada e começou a escrever.

"Querido Vítor,

Agradeço muito a sua proposta, eu adoraria visitá-lo. Não estou no melhor dos meus humores e um tempo fora com um bom amigo é tudo o que eu preciso. Não pense que esqueci o tempo que passamos juntos em Hogwarts, na verdade sinto falta dos mesmos e adoraria relembrá-los.

Te vejo no Domingo! Estou contando os segundos!

Com carinho,

Hermione Jean Granger."

Hermione olhou impressionada para a sua versão do futuro. Tudo o que estava ali era a mais pura verdade, Hermione só não havia percebido isso até ver as mesmas palavras escritas em sua caligrafia delicada e enfeitada.

-Agora vá para casa arrumar as coisas e convencer os nossos pais a viajar. Vocês vão de nôitebus. Você saberá onde encontrar um vira-tempo. Eu fico no seu lugar a partir de agora. -Falou a garota do futuro. Era muito estranho falar dela mesma na segunda pessoa, mas era menos confuso.

A Hermione do presente deu um abraço em si mesma e pulou a janela, escalou o telhado e andou pelo telhado de algumas casas trouxas, até que desceu para a rua e pegou um táxi. Sabia que era perigoso para uma nascida-trouxa andar por ai sozinha, à noite, após a volta de Voldemort. Mas se a sua versão do futuro estava inteira, ela chegaria bem em casa.

Enquanto isso, a sua versão futurística estava deitada na cama velha e empoeirada do pequeno quarto úmido do Largo Grimmald, o qual Hermione dividia com Gina.

O coração da garota quase saiu pela boca com os susto que ela levou quando Ron abriu a porta.

-Ei, eu sei que sou feio, mas não a ponto de dar susto! -Disse o ruivo com um sorriso tímido no rosto. A morena o ignorou. Ele sentou na ponta da cama, ao lado dos pés da garota.

-Olha, desculpa pelo ataque que eu dei mais cedo, ok? É só que.. O Krum é mais velho, e um jogador de Quadribol profissional, e...

O coração de Hermione batia loucamente de alegria, "Ele vai admitir! Ele vai admitir!", mas ela não demonstrou o mínimo sinal de alegria, apenas continuou com o teatrinho.

-E?

Ron pareceu acordar de um transe, como se só se desse conta agora de que tudo o que estava acontecendo era real. Ele piscou com força e chacoalhou a cabeça, concentre-se Ronald, invente alguma coisa!

-E ele tem todas as garotas do mundo a seus pés, e me parece errado que ele escolha logo você, logo a minha melhor amiga..

Covarde, pensou Hermione. Essa não era de longe a resposta que ela esperava. O que ele quis dizer com "E me parece errado que ele escolha logo você"? Que ela não era boa o suficiente para o Krum? E o pior pra ela foi "melhor amiga", ela ficava muito feliz quando ouvia essa palavra, mas também um pouco decepcionada. O que estava acontecendo com ela? Isso era o tipo de coisa que ela abominava na maioria das garotas!

Apesar da confusão de sentimentos, ela puxou Ron para um forte abraço. Aaah como ela sentiu sua falta! Ela não via Ronny há 15 dias, mas ele não a via há menos de duas horas. Ela o abraçou com tanta força que os dois tombaram de lado, mas não ousaram se mexer, ficaram ali, deitados, parados ouvindo apenas a respiração e os batimentos descompassados do coração um do outro. Não soltaram uma palavra, mas só o gesto falava muito do que eles tinham pra falar.

Se Hermione soubesse que seria assim, não teria ido para a Bulgária. Mas talvez, se ela ficasse aqui com aquele humor e Ron entrasse no quarto, o ruivo estaria morto agora.

A verdade é que o destino fez muito mais do que atrasar esse momento, ele mudou a vida de um certo sonserino loiro..

Notas finais
Comentários/Críticas/Sugestões/Elogios são super bem vindos!
Eu adoraria que vocês fossem sinceros em relação à fic, já que eu só vou postar o resto da fic se vocês gostarem! (Eu realmente espero que gostem^^)