Policial Sujo

25 Ruivos, ruivos, ruivos e... ruivos!


Notas iniciais
Troque uma parte do nome de um filme por "ruivo" Q

Amanheceu. Era uma excelentíssima manhã de sol na Inglaterra quando Trafalgar Law, um médico famoso por se formar aos dezessete anos, despertou em seu apartamento. Coçou os olhos ao acordar, tomou um rápido banho gelado para não deixar seu mau humor matutino atrapalhar seu dia e foi tomar café da manhã, como qualquer pessoa normal faria.

Logo após, pegou o metrô e foi em direção a Scotland Yard, onde trabalhava atualmente depois de ser preso, encontrar tanto seus companheiros como também seu amado garoto, o qual era terrivelmente apaixonado. Assim que chegou no grande prédio, pegou o elevador e se dirigiu até o escritório, onde uma visão aterrorizante tomou conta de si.

– ... quê? Ahn... O QUÊ?!

É incrível como uma manhã tão perfeitamente calma pode se alterar em segundos quando se trata deste tão famigerado e desprovido de sorte médico. No mesmo segundo em que adentrou o escritório, sua visão foi tomada completamente, seus olhos rodopiavam e sua visão estava embaçada, como em um desespero qualquer.

O susto foi tão grande que sua boca balbuciava palavras incompreensíveis e Law foi andando para trás, querendo fugir daquele lugar, mas com tanto medo que nem conseguia se mover direito. Estava completamente hipnotizado e assustado, uma sensação única de angústia e aflição.

– Q-Q-Q-Que porra é essa? O que tá acontecendo aqui?!

Isso mesmo, senhoras e senhores, o maior pesadelo de Trafalgar havia finalmente acontecido! Todas as pessoas da Scotland Yard, todos os agentes tão sérios e gentis, encontravam-se com uma característica única e marcante. Por algum motivo obscuro não-especificado, todo mundo estava com o cabelo pintado de RUIVO.

– R-Ruivos... – Law olhava para todos os cantos. – Só tem... – E não acreditava no que via. – Só tem ruivos... aqui... – Tinha um mini ataque cardíaco. – Tá todo mundo ruivo...

Alguns encontravam-se com o cabelo laranja desbotado, outros com um laranja impactante. Vermelho amaranto, algo meio rosado, vermelho carmin, algo mais complexo, até mesmo os mais conhecidos como Scarlet e Carmesin estavam estampados na cabeça dos homens que trajavam roupas pesadas.

– Bom dia, Trafalgar! – Um dos agentes o cumprimentou, era alguém com olhos castanhos e cabelos laranjas.

– S-S-Sai de perto de mim! – Mas ele correu para fugir e fugiu para não querer lutar contra seu pior pesadelo, esbarrando em uma pessoa logo após.

– Olha por onde anda, desgraçado!

– E-Essa não... até o verdinho?! – Nem mesmo Roronoa Zoro, conhecido por seus cabelos da cor de algas marinhas, foi perdoado. Agora estava com um vermelho bem pesado, indo diretamente para o vinho.

– Laaaaaaw, meu querido!

– K-Kaidou Lovato?! – O atual Chefe-Diretor da Scotland Yard estava com os cabelos iguais aos de Zoro, com a diferença de que sua barba também fora pintada com a mesma cor.

O pobre médico estava desolado. Tentava correr para todos os cantos, mas acabava sempre batendo em outro agente ruivo que o deixava assustado, e até mesmo era perseguido por eles como zumbis atrás de um cérebro. Law corria sem rumo e querendo se esconder, até que adentrou uma sala qualquer e trancou a porta, nem se dando conta de onde havia entrado.

– Ora, ora, que bom te ver por aqui.

E, assim que adentrou a sala misteriosa, uma voz chamou sua atenção. Ele foi se virando lentamente, temendo quem seria a pessoa dona daquela voz que ele já conhecia, mas quando finalmente olhou, notou um homem naturalmente ruivo alaranjado, de olhos azuis e que estava praticamente deitado na cadeira, com as pernas na mesa e braços na cabeça.

– V-V-V-Você.... o que você tá fazendo aqui?!

– Ah, sabe como é né, eu decidi fazer uma visitinha pra alguém que eu admiro tanto. E aí, gostou da minha surpresinha? Eu sei que você ama ruivos, então...

– I-Isso é impossível... v-você mandou todo mundo aqui pintar o cabelo..?!

– Sim! E sabe por que eu posso fazer isso?

– P-Por quê?

– Porque agora eu peguei o comando dessa porra de novo e sou o seu novo chefe. Não é legal? Nós vamos nos ver todos os dias!

– O quê... não... não... não... NÃO! I-I-Isso não pode tá acontecendo!!

Porém, antes de Trafalgar cometer suicídio naquele mesmo local ou Drake continuar tirando sarro do mesmo, mais uma pessoa entra na sala.

– Ah, oi, Torao! Eu tava te procurando.

– N-N-NÃO... TUDO MENOS ISSO...

– Hahaha, Luffy, você ficou ótimo com esse cabelo laranja! Deveria usar mais!

– NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!!!!!

– Se você já tá achando isso legal, bebê, imagina quando você descobrir a segunda parte da minha surpresa. Quer que eu te conte?

– Eu prefiro... não saber...

– Pode entrar!

Mais uma vez, a maçaneta foi girada. Trafalgar ficou completamente pálido e boquiaberto quando viu entrar na sala um sujeito alto, terrivelmente forte, com cabelos rebeldes de um tom extremamente vermelho e olhos da mesma cor, com um semblante assassino e psicopata notável. Senhoras e senhores, nada mais, nada menos que o próprio... Eustass Kid!

– E aí, Law! Sentiu minha falta?

– N-NA... N-NÃ... N-N-NÃ... NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO...!!!

[Fim do pesadelo]

– WAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!

Depois de passar a madrugada inteiro acordado junto com Luffy, tendo alucinações graças ao ácido conhecido como LSD, Trafalgar Law acabou tendo um terrível e realista pesadelo e, quando acordou, acabou gritando sem nem mesmo se dar conta de suas ações. Seu coração batia em um ritmo acelerado e ele não sabia muito bem que atitudes tomar.

– Isso tudo... isso tudo foi só... um pesadelo... – Ficava repetindo para si mesmo, tentando se acalmar.

E finalmente se deu conta de sua atual situação. Estava completamente pelado, deitado no chão de sua própria sala de estar, com uma dor de cabeça insuportável e cara amassada, característica de uma longa dormida. O que aconteceu era que, como ambos foram dormir tarde, já eram 16h quando acordaram.

– Ahn... quê? Torao?

Junto a ele também estava Luffy, na mesma situação, dormindo pelado no chão da sala. O jovem de cabelos negros acordou com o susto de ver o outro gritando apavoradamente e coçou seus olhos, almejando despertar. Contudo, assim que notou que estava sem roupas, levou outro susto.

– O-O que aconteceu? – Luffy pegou uma almofada e se cobriu. – Como eu vim parar aqui?!

– Luffy, graças a Deus... – Trafalgar, em uma atitude estranha, ignora o fato de que ambos estavam pelados e abraça o garoto, colocando seu rosto no cabelo dele e cheirando, dando beijos, etc. – Você não tá ruivo...

– P-Para de cheirar o meu cabelo e me devolve as minhas roupas! Que horas são? Onde eu tô? O que aconteceu ontem? Por que eu sinto que vi várias coisas bizarras?!

– Morenos... eu amo morenos... morenos são vida...

– Que horas são? E-Eu preciso ir pra casa, o Peter deve estar com saudades!

– Hitler deveria ter feito um genocídio contra ruivos ao invés de perder tempo com judeus...

– Você é estranho... ei, dá pra me responder?!

– Luffy, eu tive o pior pesadelo da minha vida... acho que eu vou entrar em um psicólogo...

– Isso, ótimo, entra em um psicólogo mesmo que é o que você precisa.

O garoto não esperou uma resposta, logo se levantou e foi em busca de suas roupas, que estavam no quarto de Trafalgar. O médico, que não se importava muito com isso, não se incomodou em ir até a cozinha totalmente pelado para pegar uma água. Tomou o líquido, querendo se acalmar de uma vez por todas e repetindo para si mesmo que só se tratava de um pesadelo terrível.

Quando Luffy retornou do quarto, já estava vestido e jogou o resto das roupas em cima de Law, que entendeu o recado e começou a se vestir. O mais novo ainda estava um pouco tonto graças ao efeito recente do LSD e tentava se lembrar de tudo que havia feito ontem.

– Eu não acredito que você me fez usar aquelas coisas ontem...

– Ah, não foi tão ruim assim, vai. – Law se defende. – É que no dia seguinte bate a depressão mesmo.

– Que seja, eu vou pra casa. Depois a gente se vê.

(…)

Algumas horas depois de Luffy descansar e de dar comida a Peter, resolveu ligar para seus companheiros de trabalho e também amigos, Roronoa Zoro e Nami, combinando de ir até a casa deles para se encontrarem e conversarem. Assim que chegou lá, foi atendido pela ruiva.

– Luffy! Que bom te ver, entra!

– Foi mal ter ligado essa hora, acho que tá meio tarde. – Luffy entrou, indo em direção ao sofá e sentando-se em frente a Zoro. Nami também foi até eles e sentou-se ao lado do de cabelos verdes.

– Imagina, não tem problema. – Fala Zoro. – E aí, o que trazes de bom?

– Eu fiz o que a gente combinou, fui até a casa do Torao ontem sem avisar pra nossa estratégia do "Se não pode vencê-lo, junte-se a ele."

– Foi uma ideia brilhante fazer isso. – Comenta a ruiva. – Ao invés de ficar enchendo o Trafalgar de perguntas que nós sabemos que ele não vai responder, o melhor a fazer é ficar no pé dele sem que ele perceba.

– E deu certo! – Luffy exclama. – Assim que eu cheguei na casa dele, eu vi uma garrafa de vinho e uma lata de cerveja, eu tenho certeza que ele estava com alguém.

– E quem você acha que era? O "D"?

– Não sei... eu nem perguntei quem era, eu sabia que ele não iria me dizer então eu fingi nem me importar.

– Continua assim, Luffy! – Nami toma a voz. – A maneira mais fácil de enganar um homem é fazê-lo se sentir mais esperto que você.

– E eu gosto dele, então eu não me importaria de repetir a noite de ontem, tirando as partes... "estranhas".

– Partes estranhas?

– É, ele me fez usar drogas. Dá pra acreditar?

– Eita, sério? – Zoro se espanta.

– Como foi isso?! – Nami questiona.

– Horrível, eu nunca mais faço esse tipo de coisa de novo... mas até que o resto foi bom. Será que se eu for à casa dele de novo amanhã ele vai achar estranho?

– Haha, duvido! – Zoro ri. – Aquele lá só vai pensar que você ama ele demais e vai ficar com o ego todo inflado.

– Mas também toma cuidado pra ele não perceber nada. – Nami adverte. – É capaz dele se proteger mais se você for na casa dele todos os dias.

– Eu vou começar a prestar mais atenção nas conversas dele, nos horários que ele sai de casa ou liga pra alguém. É chato fazer isso, mas é pelo bem do Torao...

(...)

4 dias depois...

Já era de tarde e todos estavam na Scotland Yard, buscando algo para fazer ou mais casos para concluir. Luffy, Zoro e Nami estavam na sala de reuniões, conversando sobre o fato de não terem descoberto nada sobre o "D", que nunca mais mandou nenhum tipo de mensagem ou criou problemas visíveis. Ao mesmo tempo, dois agentes quaisquer fofocavam entre si.

– Já tá sabendo? Parece que aquela pessoa vai voltar à Yard.

– Eu soube, mas o que você acha que vai acontecer? Ele vai pegar o lugar do Kaidou?

– Não sei, eu acho que o Kaidou não se importa com títulos. Tão dizendo que ele vai voltar mês que vem.

E, enquanto todos os boatos rodavam solto, do outro lado da Central de Polícia Metropolitana de Londres, Trafalgar estava tomando um café tranquilamente quando foi interrompido pela presença de uma pessoa que não gostava, mas que também não podia ignorar a existência.

– Laaaaaw! – Gritou, entusiasmado.

– Kaidou Lovato. – Respondeu seco.

– Sabe, eu tava pensando em fortalecer a nossa amizade. O que você acha?

– Não sei se é uma boa ideia...

– Ah, é sim, para! Me diz, qual é o seu signo?

– Pra que você quer saber isso?

– Só me diz!

– … Libra.

– JURA? AI MEU DEUS, o meu também! Meu ascendente é em Leão e a minha Lua em Câncer, e o seu?

– Eu... não faço a menor ideia.

– Que isso, bobo, você precisa saber, signos e astrologia são importantes! Vai, me diz a hora que você nasceu, a data e o ano certinho.

– Pra quê?!

– Pra eu fazer seu mapa astral! É divertido!

– Cara, sem querer ofender, mas eu não acredito muito nessas paradas.

– Mas é importante acreditar em algo e os signos podem te mostrar uma parte de você que você mesmo não conhece! Você é Libra de Setembro ou Outubro?

– Eu, ahn..–

– Torao! – Antes que ele pudesse responder, Luffy chega correndo.

– Luffy, que bom te ver! – E o médico fica animado. – Tchau, Kaidou, eu preciso ir.

– E-E-Espera, você não me disse que horas você nasceu nem a data, nem nada!

– Tchau!

– Tá bom, eu vejo no seu registro.

Luffy acabou salvando Trafalgar de passar a tarde inteira ouvindo sobre signos e constelações, levando o médico até a sala de reuniões, onde os quatro começaram a trabalhar normalmente e a fazerem o que estavam acostumados a fazer. Roronoa Zoro levantou-se, explicando o que eles fariam.

– Quem aí gosta de festas?

– Odeio. – Responde o médico, emburrado. – Me deixa fora disso.

– Então você vai curtir isso, nós vamos invadir a festa de uma acompanhante de luxo que trabalha para o líder do submundo.

– Será que tem muitos cofres lá? – Pergunta Nami, com notas de cifrões no lugar de seus olhos.

– Vai ser uma festa cheia de gente ligada ao submundo, todos amontoados em um lugar só! – Zoro comemora. – Ratos juntos em um mesma gaiola, ai, ai...

– Do jeito que tá essa crise no submundo, daqui há pouco a gente vai saber quem é o tal do "Joker." – Luffy comenta. – Toda hora um subordinado dele tá sendo preso agora.

– Que legal... – Murmura Law.

(…)

A noite caiu e os quatro estavam dentro de uma van, em frente à Mansão onde seria realizada a festa particular. O som estava tão alto que dava para ouvir de longe, além das luzes que possibilitavam seu deslumbre mesmo há quilômetros de distância. Law, Luffy, Zoro e Nami conversavam sobre o que iriam fazer.

– Espera ficar tarde, daí quando todo mundo tiver chegado nós entramos. – Sugere Nami.

– Isso. – Concorda Luffy.

– O que eu faço? – O médico questiona.

– Fica aqui tomando conta da van, bem quietinho. – Zoro responde. – Nós vamos invadir daqui há pouco.

– Ótimo, assim é melhor, eu detesto armas.

O trio se preparou, escondendo armas pelas roupas e, quando deu a hora, Luffy deu um pequeno beijo em Law antes de saírem todos da van. Foram até o guarda que tomava conta da lista e conseguiram entrar graças a um nome falso, preparando-se para colocar o plano em ação.

A Mansão era maior ainda por dentro, toda enfeitada com detalhes em ouro maciço, quadros famosos e artigos de luxos espalhados por aí. Conforme o plano, Nami foi socializar com os homens no andar do meio, Luffy foi para o último andar, fechando todas as janelas durante o caminho, roubando um pouco de comida também, e Zoro ficou abaixo do primeiro, lá no porão, onde estava o painel de controle elétrico.

– Achei o painel e também já abri, tudo pront–

– Ei, o que você tá fazendo?!

Quando Roronoa estava prestes a avisar os outros através de um Walk-Talk, um terceiro elemento se aproximou e o notou, então antes que ele pudesse chamar a segurança ou algo parecido, deu um soco bem no meio da cara do sujeito, quase quebrando seu nariz e o fazendo cair no chão, desmaiado. Logo em seguida, apagou todas as luzes do painel.

E isso fez com que toda a festa ficasse em um breu eterno. Não dava para enxergar nada, todos se perguntavam assustados o que estava acontecendo e até mesmo a música cessou, então os outros dois puderam continuar com seu trabalho. Tanto Luffy como Nami sacaram revolveres e começaram a atirar em geral!

Luffy era flexível e tinha uma boa pontaria, dando tiros logo com duas armas em todo mundo, indo dos andares de cima até os debaixo. Nami era ágil e sagaz, escondeu-se logo atrás de um sofá e começou a atirar à longa distância. As pessoas nem notavam quando eram postas para cair, um a um, mas é claro que isso gerou um tiroteio pois todos lá também estavam armados.

Enquanto isso, fora da Mansão, um jovem médico estava aguardando a volta de seus companheiro, com os pés no volante e comendo salgadinhos, totalmente entediado. Contudo, quando ouviu os tiros, até mesmo ficou assustado com a quantidade e tudo piorou quando, por incrível que pareça, um dos andares simplesmente EXPLODIU.

– Eita que a festa tá boa...

O barulho da explosão e o fato de que agora uma parte da grande casa não tinha paredes o assustou, já que seu garoto estava lá e ele não se importava com ninguém além de Luffy. E tudo conseguiu ficar ainda mais estranho quando um pequeno ponto laranja se atirou de cima da Mansão, no mesmo local em que ela foi explodida e, ao chegar no chão, caiu perfeitamente de barriga e deslizou, como um perfeito pinguim.

– Não pode ser... – Law começa a buzinar. – EI, IDIOTA! VEM CÁ!

– Ahn? Ah! – Assim que Penguin notou a presença de Trafalgar, foi lá falar com ele, com a diferença de simplesmente puxar a camisa do médico para fora da janela do automóvel, com raiva. – Filho da mãe, você sabe o que os seus engravatados estão fazendo?!

– Penguin, eu estava torcendo para que você não estivesse aqui! Só me diz, alguém te viu?

– É claro que eu tô aqui! Seus "amiguinhos engravatados" estão arruinando completamente a festa da minha namorada! Que porra é essa, mano? Não estrague festas!

– E a culpa é minha? Responde o que eu te perguntei!

– Não, ninguém me viu, eu sou invisível.

– E aquela explosão? O Luffy... quer dizer, os meus "amiguinhos engravatados" estão bem?

– Eles estão atirando em todo mundo, tô nem aí se eles estão bem ou não! Desde quando policiais atiram assim? Maldita Rota!

– Ah, as balas são daquelas tranquilizantes, eles só estão dormindo.

– Mesmo assim! E os direitos humanos? Cara, eu recebi meus vinte e cinco milhões hoje, mas uma ruivinha filha da mãe pegou a maleta!

– Tsc, então ela te viu... que merda, hein.

– Que seja, eu preciso ir agora antes que alguém mais me veja. Tchau!

Um pouco depois de Penguin ter ido embora, vários camburões chegaram e foram removendo, um a um, todos os criminosos presentes na festa, que estavam dormindo. Por sorte ninguém importante saiu ferido, então Luffy, Nami e Zoro puderam retornar para van e o garoto do chapéu de palha deu mais um pequeno beijo em Law ao encontrá-lo.

– Caramba, eu ainda nem acredito que achei uma maleta cheia de dinheiro! – Nami exclama, quase tendo orgasmos. – Kyaa, deve ter uns dez milhões aqui!

– Isso tudo vai pro governo. – Fala Luffy. – Nós não podemos ficar com dinheiro sujo...

– Ahn... é... claro... governo.

– Nós fazemos parte do governo, certo? – Refuta Zoro.

– Que feio hein, vocês roubando dinheiro. – Trafalgar contesta.

– Nem precisa disso, o Lovato geralmente deixa a gente ficar com o dinheiro que achamos. – O de cabelos verdes se defende. – Ele diz que faz parte de um longo trabalho árduo, desde que nós repartamos com os necessitados.

– Eu sou bem necessitado... – Law afirma. – Eu moro em um hotel e tals...

– Depois a gente conversa sobre isso. – Luffy finaliza. – Vamos pra casa.

(…)

Anoiteceu mais ainda. Nosso aclamado médico retornou para seu glorioso hotel, onde tirou seus sapatos e arrancou suas roupas, atirando-se no sofá e ligando a televisão, comendo alguns biscoitos leves de arroz. Eis que, contrariando o clima silencioso, ouve sua campainha ser tocada e, ao invés de levantar como qualquer pessoa normal faria, gritou dali mesmo.

– QUEM É?

– Adivinha!

Nem se preocupou em colocar o resto das roupas. Quando ouviu a voz de seu amado garoto, tudo que fez foi ajeitar a cueca e ir atendê-lo, dando um jeito rápido em seu cabelo e com os pensamentos nas alturas.

– Luffy, que bom te ver!

– Eu fiquei com saudades de você. – Luffy já chegou abraçando o pescoço de Law e dando-lhe um longo beijo, que foi retribuído imediatamente quando o outro o segurou pela cintura.

Os dois foram andando para trás e somente fecharam a porta com o pé, nem se importando com o resto, indo somente para atrás do sofá e sentando no chão, juntos. Law estava com as costas no móvel e com Luffy em seu colo, com as mãos debaixo da camisa do garoto enquanto o beijava.

– Adoro quando você vem aqui em casa de surpresa... – Trafalgar deu mais uma série de beijos, indo até o pescoço e apalpando o volume do garoto, que apoiava-se em seu peito. – E isso tem se tornado tão frequente...

– É que eu gosto de ficar com você... – Luffy retira sua própria camisa e volta a beijá-lo, indo até sua orelha e dando pequenas mordidas entre seus brincos dourados. – Talvez eu até durma aqui hoje...

– Que notícia maravilhosa...

Continuaram com as carícias. Trafalgar deu um puxão no cabelo do garoto, mordendo seu pescoço e dando alguns leves chupões por seu entorno, o que acabou deixando Luffy arrepiado e levemente excitado. Também descia seus lábios, indo até o começo do peito do menor e tudo estava muito bom, muito gostoso e excitante, mas como a vida gosta de sempre ferrar conosco, graças às constelações principalmente, o encontro inevitável finalmente aconteceu.

– Laaaaaaaw-nii, eu tenho uma notícia maravi... lhosa... pra... você...

Contrariando todas as expectativas felizes existentes, um certo sujeito ruivo que usava um boné estranho que cobria tanto seus olhos, quanto seu cabelo, simplesmente abriu a porta do médico e deu de cara com uma cena tão bonita e cheia de amor. Foi algo tão chocantemente surpreendente que os três ficaram sem palavras por curtos segundos.

– P-P-Penguin... – Até o próprio quebrar o silêncio.

– Ué, é aquele cara do circo. – Luffy estranha. – O que ele tá fazendo aqui?

– L-Luffy, não é o que parece...

– Você... e o engravatado... – E o ruivo continua perplexo.

– P-Penguin, também não é o que parece...

O garoto do chapéu de palha saiu do colo de Law e colocou sua camisa rapidamente, pensando em todas as probabilidades do motivo daquela pessoa estar ali. Ao mesmo tempo, o pobre médico pensava várias formas de desculpas e Penguin rangia os dentes veementemente, com ódio.

– Desgraçado...

– C-C-Calma aí, e-eu posso explicar!

– EXPLICAR O CARALHO! – E começa a jogar vários objetos aleatórios na direção de Law. – EU VOU MATAR VOCÊ, TRAÍDOR!

Notas finais
Meu ruivo favorito, q. Daqui há dois capítulos cês vão entender porque esse arco é o melhor de todos ♥ Tô falando demais, seje menas.... Contagem regressiva para o Flashback mais mamilástico do mundo: 07 capítulos!