Tudo começou há muito tempo...

Quando completei meus 15 anos, eu tive a oportunidade de poder escolher meu primeiro Pokémon. Levantei cedo, tomei café, e fui correndo pro laboratório da Professora Célia, grande amiga da minha família. Minha mãe me acorda:

— Levanta. Está na hora de você tomar o café e depois ir escolher o seu Pokémon com a professora Célia, Alex, disse a minha mãe.

— É, mãe (em voz sonolenta)... eu nem lembrava mais disso.... Boa noite, amanhã eu acordo de novo.

— ACORDAAAA, ALEXX!! TÁ ACHANDO QUE ISSO É ALGUMA BRINCADEIRA OU UM SONHO???!! SAIA JÁ DA CAMA, SEU PIRRALHO!!, gritou a minha mãe, me empurrando da cama.

No que ela me puxou, eu caí de cara no chão....

— Aaaai, bom dia, mãe!!, com cara amassada.

Tomei o café correndo e fui em direção ao laboratório, pensando em quem seria meu inicial... vendo tantos anúncios na TV, ficava em dúvida entre Poliwag, Tauros ou Drowzee... todos eles são bons, mas o Poliwag sempre me cativou, porque eu gosto muito dos Pokémons tipo água. Tauros é ótimo, apesar de ser um touro indomável... Drowzee é capaz de hipnotizar qualquer um com suas técnicas psíquicas.... e na minha cabeça eu sempre me perguntava: Poliwag, Tauros ou Drowzee?

Difícil, não é? Mas assim que eu chegasse no laboratório, eu não teria dúvidas. O primeiro que viesse a minha mente, seria o escolhido....

E vejo o laboratório ao longe, com o moinho girando.... subo as escadas e bato na porta.

— Só um instante, gritou a voz do laboratório.

Alguns minutos depois, fui reconhecido:

— Ora, se não é o Alex. – disse o assistente da professora Célia, o Rodrigo.

— Oi Rodrigo, a professora Célia está? Eu vim aqui...

— Eu sei, veio escolher seu primeiro Pokémon, acertei?

— Sim.

— Então, entre, por favor, a professora deu uma saída rápida e logo chegará aqui. Por favor, entre e fique à vontade na sala de espera.

— Obrigado e com licença.

Entrei naquele laboratório. Era um corredor enorme, e as paredes eram cobertas de quadros. Todos da professora com algum prêmio ou de algum Pokémon que ela tenha encontrado ou capturado. Eram fascinantes os retratos dos Pokémons, cada um mais interessante que o outro.... mas alguns deles me chamaram a atenção.

O primeiro quadro era de um cachorro pequeno marrom com umas manchas creme na cauda e um colarinho no pescoço da mesma cor, e ao lado dele, nos mais variados cantos do quadro, tinham oito cachorros das mais variadas cores. Enquanto eu contemplava aquele quadro, o Rodrigo me aborda:

— Gostou do quadro, né? Quer saber quem são esses?

— Sim, gostei muito. Eu vendo esses cães aqui...fiquei fascinado com todos eles...

— Entendi. O pequeno cachorro marrom é o Eevee.

— Eevee?, perguntei.

— Sim. Eevee é um Pokémon do tipo Normal, e é um Pokémon que evolui de acordo com o seu DNA, Felicidade e Treinamento Especial.

— Como assim? Eu não entendi....

— Vamos por partes. A evolução por DNA ocorre quando o Eevee fica exposto a três pedras elementais: Água, Fogo e Trovão. A pedra da Água o transformará no Vaporeon, este cachorro com cauda de sereia. A pedra do Fogo o transformará no Flareon, o cachorro vermelho e amarelo, enquanto a pedra do Trovão o tornará no Jolteon, este cachorro amarelo espetado. As pedras entram em contato com o código de DNA do Eevee e quando ele é exposto a uma destas pedras, ele se transforma num destes três cães que mencionei.

— Puxa, que bacana. Quer dizer que existem Pokémons que evoluem por pedras elementares, Rodrigo?

— Sim. O Eevee é um deles, mas existem outros que evoluem através das pedras.

— Que bacana. E quanto à evolução por felicidade e treinamento especial?

— O Eevee, se ele tiver uma grande afeição por você, ele se tornará num Espeon, este gato roxo com uma pedra na testa, se ele for treinado durante o dia. Se o Eevee for bem treinado durante à noite e demonstrar muita afeição por você, ele se tornará Umbreon, este cachorro preto com os anéis pelo corpo.

— Que interessante. Dá vontade de ter todos eles....

— Quanto ao treinamento especial, não temos muitas informações sobre isso, mas posso dizer que, dependendo do ambiente, independente se é dia ou noite, o Eevee se transformará no Glaceon – o cachorro azul com uma tonalidade mais escura de azul e com orelhas e caudas com formas de diamante, ou no Leafeon, o cachorro verde que se assemelha a uma planta.

— E quanto a esse cachorro rosa?

— É o Sylveon, Pokémon fada. Ainda não temos uma informação exata de como o Eevee evolui pro tipo fada, mas todas estas evoluções do Eevee são muito fortes em seu elemento natural.

— Pokémon fada? Novo tipo de elemento? Interessante, eu nunca ouvi falar deste elemento.

— É uma espécie recém-descoberta, e poucos Pokémons têm essa característica, o que os torna raros, de certa forma.

— Entendi. Puxa, o Pokémon do tipo fada deve ser difícil de se encontrar, não é?

— Talvez sim, talvez não. É como eu disse, alguns Pokémons podem apresentar essa particularidade, mas não sabemos exatamente quais são eles. Ainda temos estudos em andamento sobre o tipo Fada.

— Certo. Se o meu inicial fosse um Eevee, eu ficaria numa situação difícil... todos eles são fortes. É difícil quando se trata de um Pokémon especial como o Eevee. Eu certamente iria querer todos, mas aí seria necessário capturar 8 Eevees pra isso. E ele é um Pokémon raro?

— Não. O Eevee é fácil de se encontrar, e suas 5 primeiras evoluções são fáceis de obter. Somente Glaceon, Leafeon e Sylveon é que dependem de condições especiais.

— Entendi, Rodrigo. Bom, será que a professora demorará muito? Eu tô bem ansioso pra começar a minha jornada com meu primeiro Pokémon.

— Pronto, já cheguei! Desculpe o atraso! – gritou a professora, ao longe.

— Olá, professora Célia – cumprimentou Rodrigo.

— Oi professora. Desculpe ter demorado tanto pra chegar, é que ainda fiquei pensando em quem escolher, e... e assim que cheguei no laboratório, fiquei encantado com o Eevee e suas evoluções.

— Imagino, Alex. O Eevee é muito fofo e fácil de se treinar. Bom, mas chega de conversa. Vamos lá pra minha sala.

— Sim!! – meus olhos brilharam....

Deixamos o Rodrigo e nos dirigimos para a sala dela. Eu ainda tava em dúvida quem seria meu inicial... gostaria muito que fosse o Eevee, mas como ele não faz parte da seleção da professora.... fica difícil....

— Bom, aqui está o seu Pokémon, Alex – disse a professora, ao me entregar uma Pokébola azul e tom de gelo.

— Hã?? Como assim, é o Poliwag?? Foi o único que sobrou??

— É....

— Perfeito!! Eu aceito ele de bom grado, professora!!!

— Mas Alex...

— O que foi, professora Célia??

— Seu Pokémon não é o Poliwag. Muito menos o Tauros e o Drowzee.

— Hã?? Como assim? Mas e essa Pokébola azul?? Não é de um Pokémon aquático?

— Não, não.... esse Pokémon é um do tipo gelo.

— Gelo? Mas que Pokémon seria esse, professora Célia?

— Na verdade, esse Pokémon é um presente do seu pai, antes de falecer...

— Como é que é?? Do meu pai??

— Sim. Vou te contar como tudo aconteceu. Logo que ele saiu do hospital, ele veio até o laboratório. Estava bem recuperado do tratamento de sua doença. Como você sabe, seu pai me ajudou muito nas minhas pesquisas sobre os Pokémons.

— Sim, sim. Meu pai e minha mãe te admiram muito. Eu também a admiro, professora.

— Agradeço a sua consideração e a de seus pais. Bom, voltando do hospital, no final da tarde, seu pai ficou de repouso por uns dias aqui no laboratório. A sua mãe concordou com essa decisão dele, pois como sou médica por formação, poderia tratar bem dele. E você era pequeno, ele não queria te preocupar mais do que ele te preocupou.

— Entendo. Por isso que a minha mãe não deixava eu vir aqui vê-lo, pois como você tava cuidando dele, era melhor assim, do que ele ficar em casa.....

— E não pense que você iria atrapalhar, vindo aqui. Seu pai queria muito te ver, mas como o estado dele era muito delicado, ele não queria que você ficasse mais angustiado do que estava...

— Entendo....

— Em um dos nossos dias de treinamento, seu pai foi tomar um ar fresco e caminhar pela cidade. Você estava de férias em Cerulean, na casa da sua madrinha, Misty. Naquele dia, seu pai apareceu com um Pokémon no laboratório. Eu fiquei assustada, porque eu jamais pensei que veria aquele Pokémon tão cedo.

— E que Pokémon é esse?

— Me deixe terminar a história, Alex.

— Sim, me desculpe.

— Esse Pokémon estava muito ferido. Tinha uns cortes na barriga e ele estava perdendo seu brilho. Ele estava envenenado, porque algum Pokémon venenoso o atacou e ele não aguentou o impacto do veneno. Ele voou para longe e acabou parando aqui na cidade.

— E foi neste dia que meu pai topou com ele?

— Exatamente. Nós o tratamos até ele se curar do veneno. Seu pai abriu as janelas do laboratório e disse que ele estava livre para voar, só que este Pokémon não quis. Acabou se afeiçoando ao seu pai. Este Pokémon ficou ao lado do seu pai até o último dia de vida dele...

— Puxa, isso eu não sabia... como é que ninguém nunca me contou?

— Foi um segredo que eu, sua mãe e seu pai guardamos. Sua mãe sabe da existência desse Pokémon, mas ela jurou ao seu pai que nunca comentaria sobre ele até você chegar à idade necessária para dar início à sua jornada.

— Eu... não sei nem o que dizer... (lágrimas nos olhos)...

— Nos desculpe por esconder isso de você, mas esta Pokébola é um presente do seu pai, antes de ele nos deixar...

— Obrigado, professora. Eu irei tratar esse Pokémon como um grande amigo, assim como meu pai foi e tratou dele quando o trouxe pra cá.

— Você é realmente filho do seu pai.... (emocionada). Bom, e por que não tira seu Pokémon da Pokébola, para conhecer seu novo parceiro?

— É... eu vou fazer isso... Pokébola, vai....

No que a bola tocou o chão, saiu um grande feixe de luz branco. Esse feixe foi tomando forma de um pássaro enorme... e para minha surpresa, ele brilhava intensamente... eu jamais tinha visto em toda a minha vida, um brilho como aquele... Mesmo vendo os treinadores chamando seus Pokémons, eu nunca vi aquele feixe de luz brilhar tão forte... parecia que ia me ofuscar.... e assim que o feixe tomou forma, esse Pokémon foi realçando as suas cores até ele soltar seu primeiro grito: ARTICUNOOO!!

— Alex, esse é o seu primeiro Pokémon, o ARTICUNO.

— Articuno? O pássaro lendário do gelo? Eu cresci achando que ele fosse uma lenda e que nunca tinha sido visto...

— É... nós também achávamos a mesma coisa, até o seu pai trazer ele pra cuidar. Foi minha maior surpresa em toda a minha carreira de pesquisadora.

Articuno me olhava seriamente, e brilhava como nunca... aquele pêlo azul claro, aquela cauda magnífica, aqueles olhos vermelhos.... as asas se abrindo majestosamente... e a professora o chama:

— Articuno – ele vira pra ela, sorridente –. Este é o seu treinador. Ele é filho daquele homem que cuidou de você. Alex é o nome dele.

— Articuno, muito prazer. Espero que sejamos bons amigos, assim como meu pai foi um bom amigo pra mim e pra você.

Articuno me olha fixamente e vem em minha direção, caminhando com suas pernas. Ele me encara, sem piscar um olho e eu, sem reação perante aquele enorme pássaro que um dia meu pai cuidou. Eu estava surpreso e um pouco assustado, em ver um Pokémon forte como ele vindo em minha direção, como se eu fosse uma presa...

Ao se aproximar de mim, ele me olha em todos os ângulos possíveis. De repente, ele joga suas asas para cima de mim e me puxa para perto dele, fazendo com que eu encostasse a minha cabeça na sua barriga branca. Eu estava perplexo, não sabia o que fazer, até a professora dizer:

— Tiago, Articuno está te abraçando. Isso é sinal de que ele te reconheceu como um treinador. Abrace-o também, para que ele sinta que é seu parceiro.

Eu não sabia se o abraçava, ou se eu o encarava com certo medo... mas ao sentir a sua barriga quente, me senti confortável, e ele foi abaixando a sua cabeça para tocar a minha... e, de imediato abracei aquele lendário pássaro de gelo, como abraçava meu pai... Por um momento ficamos abraçados, e num momento, nossos olhares se cruzaram e escorreram lágrimas....

Eu disse a ele:

— Articuno, seremos grandes amigos, não é?

Articuno acenou com a cabeça.

— Por meu pai, seremos grandes amigos pra toda a vida.

Articuno me abraçou fortemente... chorando, e eu também chorava....

— Articuno....

A professora chorava, e de repente, eu vi a porta do seu laboratório se abrindo.... era o Rodrigo e a minha mãe.... Todos com lágrimas nos olhos, ao verem uma cena tão forte e comovente como aquela....

Secando as lágrimas, minha mãe veio em nossa direção:

— Alex, me desculpa por não contar isso a você.

— Mãe.... eu entendo... e aceito as suas desculpas. Você e o papai me deram um grande presente: o Articuno. E pelo papai, serei um grande treinador, assim como ele foi.

Minha mãe me abraça forte e chora de novo... Por um momento, ela chorou e depois ela segurou as suas lágrimas e me disse:

— Na verdade, o Articuno é presente do seu pai. Eu tenho um presente pra você, na verdade, três presentes.

Ela abre sua bolsa e vai mexendo até pegar seis miniaturas de Poké-Bolas, uma Poké-Agenda e uma Poké-Bola especial, quase da mesma cor da do Articuno. Minha mãe me entrega tudo aquilo e me diz:

— Você vai começar a sua jornada com dois Pokémons lendários. Seu pai te deu o Articuno, um pássaro lendário do tipo Gelo, e eu vou te dar, além destas Pokébolas e a Poké-Agenda, um lendário do tipo Água. Pegue essa Pokébola e chame seu novo parceiro.

Eu peguei aquela Pokébola azul e gritei:

— Pokébola, VAI!!!

E para a minha surpresa, era um Pokémon que me fascinou muito nos livros de lendas Pokémon.... SUICUNE, o cão lendário da Aurora.

— Mãe... é o... Suicune?

— Sim. Suicune é o teu novo parceiro. Ele apareceu a mim logo após que seu pai descansou. A brisa suave que você sentia no seu quarto, era o Suicune. No começo, eu pensei que só estava vagando, como outros Pokémons lendários... mas no que ele apareceu, ele ficou. Filho, você sabe a lenda do Suicune?

— Mais ou menos... eu só sei que ele aparece quando ele pressente a poluição de riachos e que foi revivido pelo pássaro Ho-Oh, em um desastre que aconteceu há muito tempo.

— Sim, mas tem outra coisa no Suicune que ninguém conta nos livros, meu filho.

— E o que é?

— Assim que Suicune reencarnou, Ho-Oh deixou cair uma das penas de seu corpo. É a pena Arco-Íris. Suicune a guardou por muito tempo até encontrar um treinador de coração puro e entregar esta pena. Como você sabe, eu nunca fui uma treinadora de Pokémons. Quando Suicune apareceu, fiquei assustada, mas telepaticamente, este cão lendário reconheceu você como um treinador de coração puro e que seria seu parceiro eternamente, mesmo que lhe custasse a vida. Sentindo a sua aura pura, o poder de Suicune se recuperou. Vocês estão ligados por um destino, Alex.

— E que destino é esse, mãe?

— Tiago.... disse Suicune, me olhando... – estou falando com você telepaticamente. O destino que me liga a você é que você será o treinador a ser reconhecido por Ho-Oh, e como eu tive a responsabilidade de guardar a pena de Ho-Oh, significa que logo a ave Arco-Íris o colocará num teste, para ser digno de sua força. Mas a sua hora ainda não chegou. E mesmo que Ho-Oh saiba que você não amadureceu por completo, eu tenho o dever de testar e de te treinar para que você venha a ser meu treinador. E se eu te reconhecer como meu treinador, você terá o teste de Ho-Oh.

— Mas Suicune... se você apareceu pra mim por meio de minha mãe, não significa que você me reconheceu como seu treinador?, questionei.

— Em tese, sim, mas você precisa passar por várias provações minhas para que eu te reconheça definitivamente como meu treinador. Eu serei seu parceiro, mas existe uma grande prova por trás disso. Não se esqueça que estamos ligados pois senti sua aura pura e isso me fortalece e estreita o meu laço com você. Jamais perca essa sua essência por nada. Se eu perceber que você está se desviando, eu não te reconhecerei e fugirei –, responde o cão.

— Eu entendo. Bom, vou me esforçar para ser digno de você e de Ho-Oh também.

Suicune acena com a cabeça e volta para a Pokébola.

— Mãe, professora Célia, Rodrigo, papai.... muito obrigado. Eu vou me esforçar para ser um grande treinador como o papai e ser digno da força do Ho-Oh, de acordo com Suicune. Não somente isso. Quero ser amigo de todos os Pokémons, como também ser um grande treinador reconhecido. Meus Pokémons e eu seremos uma grande equipe.

Professora Célia interrompe:

— Tiago, sei que será um grande treinador como seu pai foi, e prova disso é que Articuno te reconheceu como seu treinador. Ciente que você é filho do seu pai, Articuno será um parceiro e tanto em sua jornada, assim como Suicune. Jamais deixe de ter esse espírito. Seu pai acreditou muito em você, assim como nós acreditamos a partir de agora. Antes que você parta para sua jornada, preciso fazer uma atualização de sua Poké-Agenda. Poderia me passar ela, por favor?

— Tiago – me chamou o Rodrigo –, ser agraciado com dois Pokémons lendários não é para qualquer pessoa. Jamais se gabe por causa disso. Articuno te reconheceu porque você parece com seu pai, e embora Articuno tenha memórias do seu pai, é você quem tem que se empenhar para ser um bom treinador para Articuno. Eu também tenho um Pokémon pra você. É o Eevee. Sim, aquele lindo cachorrinho do retrato. Eu só não tenho nenhuma das pedras elementares, pois é você quem decidirá no que o Eevee irá se tornar. E além do Eevee, te dou mais um reforço de Pokébolas.

— Obrigado, Rodrigo. Serei um bom treinador para todos os Pokémons que encontrar.

— E lembre-se – ressaltou Rodrigo – os Pokémons não são apenas criaturas para serem capturadas. São também nossos amigos, pois lutamos juntos e superamos todas as dificuldades. Quanto mais afeição você tiver com eles, mais fortes eles serão. Ensinar técnicas fortes não bastam para o Pokémon ser forte. O treinador também cresce e se fortalece.

— Obrigado, Rodrigo. Irei me lembrar disso.

— Tiago, terminei de atualizar a sua Pokéagenda. Acrescentei novos dados nela, como também acrescentei um mapa da região. Agora você deverá seguir para Viridian, e de lá, ir para Pewter, onde o primeiro ginásio te aguarda. Outra coisa: não basta apenas a sua agenda registrar os Pokémons que você encontrar. É preciso captura-los para obter todos os dados necessários.

— Obrigado, Professora Célia.

— Tiago – agora a minha mãe –, amanhã você começa sua jornada. Deve descansar porque será uma longa jornada pela frente, meu filho.

— É mãe... vamos pra casa. Professora Célia, Rodrigo, muito obrigado por tudo. Darei o meu melhor.

Eu e minha mãe saímos do laboratório. Eu estava contente, por ter pessoas que se importam comigo, mesmo após a morte do meu pai. Ah, papai... quanta falta o senhor me faz. Prometo que serei um bom treinador para o Articuno e levarei seus ensinamentos comigo. Como queria que o senhor visse esse dia tão significativo e comemorasse comigo... também farei jus ao treinamento de Suicune.

Amanhã é o começo de tudo....