Pokémon - Two Steel Friends

22 Atravessando a Rota 38! Magnemites na mira!


Notas iniciais
Ohayo!! Fala Pessoas e Pessouos! É o Sony aqui! Tudo beleza? Bem, antes de mais nada, desculpem. Eu demorei de novo para postar este capítulo. Eu percebi que vocês realmente gostaram do capítulo anterior. Parece que esta fanfic não é tão ruim assim, não é mesmo? Heheh! Bem, eu não sei se vocês perceberam, mas o capítulo 1 foi reescrito, e estou planejando reescrever o capítulo 2 em breve. A história não foi mudada drasticamente, então não se sinta pressionado a ler, mas seria legal dar uma olhada no que foi consertado. E sim, eu também mudei a capa! Bem, é isso! Tenham uma boa leitura!

Era Quarta-Feira de manhã e eu já dava meus primeiros passos diante da Rota 38. A Rota era como um Grande Campo aberto, cheio de árvores e mato. Apesar de bem rural, como se quase ninguém passasse por lá, esta rota e a Rota 39 eram próximas a duas grandes cidades, Ecruteak e Olivine, inclusive, havia uma fazenda entre as duas rotas, o que fazia estas bem movimentadas até. Vez ou outra era possível topar com um ou outro treinador. O Dia estava ensolarado, e eu não ia aguentar andar por aquela rota sem um boné. Fui, então, para debaixo de algumas árvores e me sentei para descansar um pouco. Aproveitei a pausa para escutar um pouco do Rádio do Pokégear.

– ... E agora aproveitem a música “Tropical Rival”, da cantora Caori!

– Cara, eu amo essa música! – Falei, excitado para ouvir – Acho que você também vai gostar, Steven, afinal a cantora é da sua terra natal, heh!

– Laii! – Concordou Steven, rindo.

A música então começa, mas quando a cantora ia começar a parte dela, a rádio entra em interferência e os sinais do Pokégear despencam. O que era aquilo? Caiu a energia? Provavelmente não, pois as torres de rádio e telefonia tinham um sistema de No Black, o que evitava que a torre perdesse a energia por alguns dias, no caso de um Blackout. Pelo que parecia a interferência era local, mas o que estava causando? Enquanto pensava no que poderia ter causado essa interferência, acabo me deparando com algumas bolas de metal, com alguns parafusos e imãs presos em suas estruturas, flutuando sobre a estrada. Reconheço imediatamente do que se tratava:

– Magnemites? – Pego então a Pokédex e tento ligá-la. Ela parecia estar dando problemas, mas termina funcionando.

– Bip! Magnemite, Pokémon Ímã. Ele é atraído por Ondas Eletromagnéticas. Eles podem se aproximar de treinadores usando Pokégear, por exemplo. No entanto, seu próprio magnetismo pode acabar gerando uma pequena interferência no sistema.

– Eu não sabia que esses Pokémon ficavam por aqui... É por isso que o Pokégear tava sem sinal...

Os Magnemites então percebem minha presença e começam a se espalhar, correndo, ou melhor, flutuando para todos os lados. Pareciam ter medo de mim, mas por quê? Eu não lhes faria nenhum mal.

– ELES SE ESPALHARAM! DROGA! – Gritava um cara, vindo do outro lado da estrada. Atrás dele estavam uma multidão inteira, alguns deles estavam com placas, com coisas como um desenho de Magnemite riscado com um X vermelho, “Xô Magnemites”, e outras coisas escritas. Não entendia muito bem o que se passava então resolvi ir até a multidão para me informar mais.

– O que é tudo isso aí?...

– Você é o quê? CEGO? NÃO VÊ QUE ESTAMOS QUERENDO EXPULSAR ESTES MAGNEMITES DAQUI? – Gritava o homem, com o resto da multidão concordando.

– Vocês querem expulsar todos os Magnemites daqui? Mas, esse é o Habitat deles--

– Que seja o habitat, rabitat, rattatat, tanto faz! Estamos cansados deles! – Protestou o rapaz, mais uma vez, com o resto da multidão concordando.

– E o que de mal eles fazem? – Perguntei.

– Bem, eles... Eles ficam interferindo com os nossos Pokégear e... hmm... Eles também vivem vindo pra cima da gente se a gente tiver com qualquer coisa eletrônica. É isso.

– Só isso? – Perguntei inconformado – Não tem outro motivo não?

– Bem, é que... Não.

– Mas é de natureza deles ir atrás de coisas e--

– Tá, tá, nós sabemos. Mas já nos decidimos. Ou os Magnemites saem, ou nós saímos. – Afirmou o rapaz.

– Ótimo. Então deem o fora.

– Hein? Quem você tá achando que é pra me expulsar, seu pirralho? – Disse o cara, cerrando o punho.

– Olha, vamos resolver isto de forma amistosa: Vamos batalhar. Vamos fazer... Uma... Batalha de Duplas. 2 contra 2. Se você ganhar, você pode tentar expulsar os Magnemites, mas se eu ganhar, você vai deixar eles em paz!

– Tá. O que eu tenho a perder com isso, não é?

– Veremos.

– Ótimo... – Disse o rapaz, puxando duas Pokéballs de seu bolso – Machoke! Lanturn! Vão, agora!

– Um Machoke e um Lanturn... Ok! – Eu puxo duas Pokéballs de meus bolsos e lanço-as – Owly! Learf! É com vocês!

– Own! Que fofo! Tentando usar estratégia de tipos! – riu o rapaz – Lamento, mas nem vai dar... MACHOKE! FIRE PUNCH! LANTURN! SHOCK WAVE!

Machoke cobriu seus punhos com chamas e socou Learf, jogando-o para trás. Logo em seguida, Lanturn solta uma onda de descargas elétricas, atingindo Owly em cheio.

– Owly! Learf!

– Não disse?

– Argh! Learf! Mega Drain! Owly! Air Slash!

Learf e Owly se recuperaram dos ataques recebidos e avançaram. Learf sacode suas folhas, soltando um grande raio de energia verde em Lanturn, recolhendo um pouco de sua energia. Já Owly bate suas asas em uma grande velocidade, lançando, então, uma grande lâmina de ar em Machoke.

– Ugh... Tá... TÁ JÁ SEI! MACHOKE! ROCK SLIDE!

Machoke, então, cria várias pedras pontiagudas e lança-as contra ambos Learf e Owly, os fazendo sofrerem vários danos.

– Owly! Learf! – Gritei, chamando por meus Pokémon – Vocês estão bem?

– Ood!

– Hoo.

Os Pokémon confirmaram e se levantaram.

– Ótimo. Tô confiando em vocês. – Disse, arrumando meus óculos. – Agora eu vou lutar a sério! – Afirmei, olhando diretamente para o meu oponente.

– Ooh! Que meda! O garotinho vai lutar a sé--

– Eu vou lutar a sério. – Interrompi, com um ar severo, fitando nos olhos do outro treinador, intimidando ele. Ele não aparentava se sentir desconfortável com meu olhar, mas eu sabia que eu havia surtido algum efeito nele. – Learf! Use Poison Powder!

Learf então sacudiu suas folhas violentamente, soltando uma grande quantidade de pó tóxico, que se estendeu pelo campo de batalha.

– E-ei! Cuidado, pessoal! Não respirem isso! – Machoke, no entanto, não conseguiu desviar a tempo do pó, e acabou envenenado – ayeee!! Não pode ser!!

– Ótimo! Agora podemos focar no outro!

– Fo-focar?

– LEARF! MEGA DRAIN! OWLY! AIR SLASH!

– RÁPIDO, LANTURN! PROTECT!

O Lanturn então cria uma barreira na sua frente, bloqueando os dois ataques.

– Uma defensiva? Hmpf. Estava prevendo por uma dessas. Owly! Voe o mais alto que puder! – Owly então concordou e voou, ficando quase que imperceptível – Agora, sua vez, Learf! Bullet Seed!

Learf então cospe uma rajada de sementes em grande velocidade sobre Lanturn, que, usa novamente a barreira criada por seu ataque para se proteger.

– Você não vai conseguir derrubar essa barreira com sementes! Hehe! – Falou o treinador, convencido.

– Eu não to tentando quebrá-la. – Respondi, com um leve sorriso no rosto.

– Q-quê?

– ELE ESTÁ COM GUARDA BAIXA! AGORA OWLY! – Gritei, fazendo Owly descer com toda a força, acertando Lanturn desprevenido, que estava apenas protegendo sua frente, o que faria um ataque aéreo bem eficaz. Com o Impacto, Lanturn imediatamente cai desmaiado.

– AAARGH! Tá, tudo bem, você ganhou de um... – Falou o treinador, retornando seu Lanturn – Mas ainda tenho o meu MachoOOQUÊ??? – Gritou, surpreso, ao ver seu Machoke caído no chão, sem forças – Mas... O que aconteceu, Machoke?...

– Você esqueceu que seu Pokémon estava envenenado?...

– Oh... É mesmo... Ai... Retorne. – Pediu o treinador, enquanto retornava seu Pokémon para sua devida Pokéball, decepcionado – Você é realmente forte. E tem boa estratégia até...

– Ah, o que você poderia esperar de um treinador com quatro Insígnias? – Respondi, de peito inflado, me mostrando convencido.

– E olha, ele ainda paga de esnobe metido! Huh. – Reclamou – Bem, mas eu perdi, então... sigh... Isso significa que teremos que sair pessoal! – Os demais, que ainda estavam hipnotizados pela batalha, se tocaram da situação e reclamaram, negando sua saída.

– Olha, eu sei que vocês não gostam que os Magnemites fiquem indo em cima de vocês, que interfiram nos seus Pokégears... Mas isso não é motivo suficiente para que vocês queiram expulsá-lo! Sabem, esses Pokémon fizeram de seu lar aqui! Ponham-se no lugar deles: Vocês gostariam que alguém te expulsasse de onde você mora por causa de algo que você não faz por querer? – Expliquei. Todos ficaram em silêncio, refletindo – Inclusive, muito desses Magnemites as vezes se aproximam querendo ser amigo de vocês! Então por que ao invés de expulsá-los, não os convidam para ser parte de suas equipes?

Todos então começaram a conversar entre si. Com isso, derrubaram suas placas. Alguns demonstravam arrependimento, já outros pareciam aliviados, pois talvez tivessem entrado na febre do momento, mas nem tinha real intenção de retirar os Magnemites de seu lugar.

– Obrigado, garoto. Obrigado e desculpe-nos. Não queríamos causar... Isso.

– Tudo bem! – Respondi, com um sorriso – Eu entendo! Vocês não pensaram direito, mas o importante é que vocês se arrependeram, não?

– É... Tem razão... Bem, pessoal, vamos embora! – Disse o rapaz, prosseguindo seu caminho e chamando seus companheiros.

– Acho que faz tempo que não batalhamos tão à sério que não em uma batalha de Ginásio... Bem, vocês dois merecem um descanso. Voltem! – Chamei de volta ambos Learf e Owly para suas respectivas Pokéballs – Bem, vamos andando, Steven. Eu quero chegar em Olivine antes do anoitecer! – Falei fazendo um sorriso, até sentir meu estômago roncando – Bem... vamos mudar a frase para “antes que morramos de fome” haha!

– Laironron!

Então, fomos andando pela grande estrada da ruralística Rota 38. Conforme andávamos, o ar tornava-se mais puro. Inalar todo aquele ar era bom, mas apenas para meus pulmões. Meu estômago enfrentava aquilo como uma emergência alimentar, como se eu estivesse perdido e não houvesse nada para comer, a não ser ar. Eu, porém, continuava a andar, mesmo que muito esfomeado, rumo à Olivine City, meu próximo destino.

Notas finais
Bembembem, pessoal! Este foi nosso capítulo! Tá, eu não tenho certeza se ficou tão espetacular assim, mas foi o que consegui fazer. Espero que tenham gostado! Eu vi que fazia tempo que não fazia uma Trainer Battle na fic, então resolvi que já estava na hora de uma! E qual o melhor jeito de iniciar uma batalha se não tentando evitar um desastre ecológico? Ah, lembrando que a Fic não segue o nosso “Tempo Real”, ou seja, aqui o Outono já tá no finzinho, mas lá, ele mal começou. Mas não se preocupem! Eu vou correr para tentar fazer um especial de natal/fim de ano. Vocês verão. Vejo vocês no próximo capítulo!