Pokémon Pyro Max

439 PPMAX-411: Recife de Corais de Pedra


Jasmine era uma mulher bem eloquente e não tinha o arquétipo de ser treinadora do tipo aço. Entretanto, não podia ser subestimada apenas pela aparência.

— Esse é o meu pokémon representando a água. Ele é um grande pinguim chamado Empoleon.

Nome: Empoleon

Designação: Pokémon imperador

Número: 395

Tipo: Água/Aço

Sexo: Feminino

Grupo de ovos:

Peso: 85 kg

Altura: 1,70 metro

Razão de gênero: 87,5% masculino; 12,5% feminino

Estado: Ataque Especial


A dama de aço, conhecida por levar a cultura de utilização de pokémons metálicos em Johto e Kanto, era uma líder carismática e fiel.

— Empoleon é o único pokémon aquático com o tipo aço que conhecemos. Mas espero que hajam outras espécies dessas tipagens — informou a mulher.

Jasmine pediu aos 200 participantes que ficassem atentos às suas palavras dali em diante.

— O próximo jogo se chama "Recife de Corais de Pedra". Como sabem, sou adepta ao estilo terrestre. O máximo que cheguei a ter um pokémon aquático foi com a minha Empoleon. Mas eu me divirto mais no solo. E é por isso que o próximo jogo não vai se passar na água!

A notícia deixou os participantes surpresos. Até mesmo os apresentadores do programa matutino ficaram espantados.

— Aqualaguna será o palco do meu jogo. Sim, a cidade — levaram um aparelho igual uma tela plana deitada e dela saiu um holograma do mapa da cidade.

Luiza percebeu que em todo o mapa havia pontos específicos e perguntou o que significava tudo aquilo.

— São 200 pontos específicos. Um para cada participante. Esses pontos correspondem a objetos que estão espalhados pela cidade. Os objetos são totens com o formato de Steelix, meu pokémon predileto. Dentro do totem há uma surpresinha. Peguem ela e tragam para mim. É um bichinho de pelúcia de Ampharos!

— Não está facil demais? — indagou um participante.

— Fácil? Por acaso eu disse que, desses 200 totens, há apenas 60 com bichinhos? Sim, queridos. Apenas 60 totens são premiados.

Jason ficou apreensivo. O próximo jogo era mais difícil, porque, além de ter que procurar pela cidade enorme, também tinha que acertar o totem premiado. Eram apenas sessenta vagas para o terceiro jogo.

— Mais uma coisa: podem lutar uns contra os outros, prepararem armadilhas, roubarem os Amphys, etc. Conseguir um Amphy não e sinônimo de ter passado. Só passa quem pisar nesta praia com a pelúcia.

Yuri assistiu à declarações de Jasmine e pensou que era um jogo bem mais dificil que o seu. Mas o pior ainda estava por vir com os outros dois guias.

— O que estão esperando? O ano novo chinês? Vão logo!

Os participantes correram de volta ao prédio e passaram por todo o local até saírem à rua.

— Isso não vai ser bom. Não tem como verificar o exato local — falou Jason ao olhar para a sua placa.

— Ela... não disse como vamos nos locomover pela cidade — Luiza olhou para os lados.

Jasmine deu uma risadinha. Ela pediu que os guias não ajudassem os participantes durante o seu jogo.

...

Pallet, Kanto

Britney havia fugido com a doutora Milla para o laboratório da família Oak.

A garota brincava com alguns pokémons na fazenda em que viviam os pokémons de Gary.

A doutora Milla teve que exercer a sua profissão numa sala improvisada e ajudar as enfermeiras.

Nesse interim, Gary acabava de retornar de Hokkaishin e com Arthur Poirrot junto. Os dois entraram no escritório do avô do homem.

— E o localizador? — Poirrot estava ansioso.

— Deu certo — Gary mostrou a sua pokédex. — Mostra a latitude e longitude.

Arthur mostrou o seu celular e abriu num documento. Era a lista de nomes vinculados ao tal de Iceburgh. Havia alguns nomes desconhecidos e alguns mais famosos no meio científico.

— O que esse nome faz aqui?

— Perdão?

Gary se levantou e foi até um livro com os nomes dos associados da academia científica de Kanto.

— Love. Doutor Gelemen Twin Love. Ele já trabalhou com o meu avô muitas décadas atrás. Olhe. Esta é a foto dele quando era jovem.

— Hum...

— Gelemen era um cientista brilhante e ajudou em muitas pesquisas pokémons pelo mundo.

— Eu ouvi dizer que tinha um cientista que era cruel com os pokémons de pesquisa? Será que foi ele?

— Foi. Ele fazia experimentos cruéis em pokémons. Ele arrancava as folhas de Oddish na marra para ver como reagiam, cortava membros de Staryus para saber se regeneravam e outras loucuras.

— Esse cara não foi preso?

— Naquela época havia poucas leis em prol dos pokémons como hoje. Gelemen aproveitou essa época que dava para se sair impune.

— Professor, talvez ele esteja fazendo experimentos até hoje. Não me diga que ele está escondido naquela ilha?

Gary olhou seriamente para a foto do médico.

— Acho que Gelemen é o membro mais importante da Equipe Black depois do Yamashida. Ele com certeza é o tendão de Aquiles. E vamos pegá-lo.

...

Os participantes tiveram que se virar para se locomoverem pela cidade. Alguns pegaram táxis e mototáxis, outros foram de ônibus.

Bernardo viu Jason de longe e acenou. Ele botou Greninja para sair voando sobre uma grande shuriken e saiu em seguida, deixando o protagonista furioso.

— Aquele canalha sempre com os truquezinhos...!

— Totodile é muito pequeno para me carregar — falou Rondy triste.

Simon havia se saído num táxi. Luiza pediu ajuda a um pessoa para dar uma carona. Light utilizou o seu Slowking para levitar. Apenas Jason e Rondy ficaram sozinhos. Seismitoad e Totodile não eram de grande ajuda.

— Acho melhor pegarmos um táxi — Jason utilizou a sua pokédex para ser uma forma de pagamento.


Enquanto isso, Bisquit apenas ficou vendo junto com os outros guias.

Yuri indagou a Jasmine o motivo de fazer um jogo na cidade e não na água. Além disso, impediu que os guias ajudassem.

— Há muitos talentos entre eles. Estou louca para ver quem vai se virar melhor. Talvez alguém nos surpreenda.


Um barulho de moto se aproximou da entrada do parque olímpico. A pessoa de jaqueta e calça preta surgiu diante de Jason e Rondy.

— Subam, rapazes — disse Nathalie, tirando o capacete.

— Você?!

— Jason, tá na hora de pagar a minha dívida finalmente.