Pokémon Pyro Max

420 PPMAX-392: Terreno Místico


O fato de Maytsa ter agido de forma independente deixou Yamashida bravo, sobretudo no mesmo dia em que teve um embate com Vicky em Aqualaguna e a sua ida ao congresso em White City para a sua candidatura ao governo. A ordem principal era eliminar a mulher e qualquer um que seguisse uma linha de ação sem o consentimento do Yamashida. Então, para resolver isso, o único que o líder recorreu foi Baron Harris, que já estava em Aqualaguna.

— Eu deixo que fique com o cheque da venda dos artefatos pago por Kumamoto se você eliminar todos aqueles que meteram os pés pelas mãos na vingança idiota de Maytsa, incluindo ela — disse uma mensagem de texto pelo celular.

Mas nem precisa de mensagem, haja vista Baron estava na iminência de caçar os remanescentes da Black Aqua. Ele também tinha interesse no paradeiro do sujeito que havia colocado drones com câmeras e sensores em vários pontos da cidade. Baron supôs que Maytsa e o tal sujeito trabalharam juntos no ataque à base da marinha.

— Achei o submarino Wailord — disse num rádio enquanto Yamashida escutava em tempo real no seu escritório (da mansão).

— Provavelmente foi o sobrinho do meu mordomo quem está por trás disso — Yamashida falava pelo celular.

— O que faz ter essa quase certeza? Ainda não vi o paradeiro dele. Deixou uns buchas para trás.

— O importante agora é você eliminar o rapaz antes que atrapalhe a minha vida política. Já que Maytsa está morta, provavelmente.

Baron desligou e voltou a olhar o submarino por dentro. Os grunts desmaiados na cabine foram acordados quando o executivo deu um golpe em suas nucas.

— Que-quem é você?

— Responda-me agora — Baron apontou um revólver na testa do piloto. — Quem fez isso? Nome e características!

— Be-Bernardo... e... ele era alto, atlético, tinha cabelos loiros e... usava um Gre-Greninja e outro pokémon parecido com um Pikachu, mas que ficava de cor escura...

— E Maytsa?

— Ele nos obrigou a fugir quando a chefe estava na base subaquática da marinha. Ela ficou lá...

— As notícias disseram que muitos morreram na base e que a água tomou conta. Pelo menos agora sei que é impossível ela ter escapado daquilo. Mas o problema é o tal Bernardo. Obrigado.

Os dois grunts viram Drapion se aproximar e cuspir lama tóxica neles.

Baron pisou no chão e pediu a Naganadel para voar por todo o local e ir atrás do tal Bernardo.

Enquanto isso, Bernardo Greco se escondia num armazém perto das docas. Ele sabia que Yamashida de alguma forma mandara alguém para caçá-lo.

— Maldição. Eu precisava daquele submarino, mas vejo que não vai dar para sair agora.

Ele pediu a Morpeko que saísse e fosse verificar os arredores.

...

Ainda em Craig, Jason mandou Sylveon formar o Misty Terrain, que ficaria ativo por um tempo (5 turnos nos jogos).

— Impressionante. Nem minha Primarina consegue fazer esse movimento.

— Sylk, agora.

A fada utilizou o seu golpe mais poderoso: Moonblast. Normalmente não era tão utilizado assim, pois a maioria das batalhas era ao dia ou dentro de alguma construção. No entanto, Jason viu que a Lua estava cheia e assim deixaria o golpe arrasador. E assim, Sylveon soltou uma rajada de poder místico que ficava mais forte com o luar. Golisopod se defendeu e recebeu o golpe. O inseto foi arrastado por muitos metros.

— Que poder incrível. Moonblast é realmente arrasador. Mas eu sinto informar que se você tivesse treinado melhor seu Sylveon, conseguiria derrubar meu Golisopod. O máximo que chegou foi uns 50% do HP dele.

— Quê?

Golisopod estava exausto e com arranhões, mas ainda assim se mantinha em pé. A defesa dele era assustadora.

— Voltaremos com o nosso embate ou vai continuar com o queixo caído? — ironizou Rihanna.

Jason não ficou satisfeito com o resultado, apesar de não ter treinado muito aquele golpe. O que poderia acontecer depois?

De repente, Golisopod começou a brilhar na cor vermelha aparente do pokémon que está entrando ou saindo da pokébola. No caso de Golisopod, ele resolveu voltar para a pokébola sem o consentimento de Rihanna. Além disso, Primarina saiu no mesmo instante e atacou Sylveon com uma rajada de água.

— Isso é trapaça!!

— Não mesmo. Golisopod tem Emergency Exit. Ele decidiu trocar de lugar por conta própria.

— Mas eu venci esse turno, não? Ele saiu da batalha.

— Não! A regra é clara: se eu decidir tirar o meu pokémon. A verdade é que ele fez isso sem o meu consentimento, por isso ele usou uma brecha na regra. Mas não se preocupe, ele faz isso apenas uma vez.

Jason achou a ação de Golisopod absurda. Quem garantiria que Primarina não faria a mesma coisa. O garoto protestou.

— Você é um chorão.

— Não aceito!

Rihanna suspirou.

— Eu desisto do Golisopod. Tá bom? Eu faço isso porque você salvou meus companheiros. Mas essa camaradagem termina aqui. Vai lutar contra Primarina.

— Ufa! Esse foi o certo a se fazer. Não me leve a mal, mas essa habilidade do seu pokémon é praticamente um roubo.

Jason pediu a Sylveon que se preparasse para mais um turno.

E o Misty Terrain continuou.

...

Um guarda que tomava conta de uma cela escutou um barulho dentro do recinto e se virou para ver. A cela era toda fechada com apenas uma pequena grade na porta na altura da cabeça. O marinheiro olhou e viu o blacker no chão. Mandou o prisioneiro se levantar, mas o homem sequer se mexeu.

— Preciso de ajuda.

Outros marinheiros foram até a cela e abriram a porta. Viraram o homem.

— Ele está morto!!


Na cabine do prefeito...

— O que faz aqui, Almirante?

— Encontramos um dos prisioneiros morto sem nenhum sinal de que ele atentou contra si.

— Tá me dizendo que alguém o matou sem que o seu pessoal notasse?

— Estou pedindo para transferir os blackers para uma prisão fora de Aqualaguna.

— Não! Não me venha com ideias estapafúrdias. O melhor a se fazer é deixa-los aqui. Uma morte não fará a menor diferença. Agora vou para casa. Boa noite, Almirante.