Pokémon Pyro Max

400 PPMAX-372: Invasão na plataforma de petróleo


O encontro entre Jaws e Kumamoto no porto de Aqualaguna foi revelador. O subcomandante sabia exatamente que o ricaço havia comprado Maytsa e toda a Black Aqua. Ele também havia pedido um valor exorbitante para a sua lealdade. E então recebeu o triplo do valor que os itens de Ollie custavam.

— Yamashida vai ter 33% do valor desse cheque. Os outros 66% vocês compartilham entre si.

— Isso é muito generoso da sua parte.

A movimentação no porto aumentou. Os marinheiros iam pra lá e pra cá.

— Aí está. Meu navio cargueiro — Kumamoto mostrou a sua embarcação. O navio tinha capacidade de transportar contêineres.

O caminhão baú com os itens descarregou com o logo de uma empresa fantasma para não chamar atenção.

Jaws atendeu a um telefonema de Maytsa. Ela pediu para que não comentasse com o Kumamoto sobre a iminente invasão à petroleira.

Longe dali, Baron Harris almoçava num restaurante e escutava algo no seu fone de ouvido bluetooth. Era a conversa entre Maytsa e Jaws.

— Essa cadela acabou nos traindo, hein?

— Seu prato, senhor.

— Obrigado, linda.

Baron não quis perturbar Yamashida agora que ele estava focado na eleição. No entanto, ele não deixaria passar. A traição de Aqua não sairia impune.

...

A batalha pela insígnia ainda rolava na arena voadora, mas o cenário mais emocionante se desenrolava debaixo da água. Os marinheiros se prepararam para a aproximação do submarino da Equipe Black. Todos aqueles que estavam relativamente descansando voltaram aos seus postos. A guarda costeira ficou de olho em qualquer aproximação de navio ou embarcações suspeitas.

— Todos estão a postos, capitã — falou Dree.

— Não posso acreditar que deixei isso acontecer. Não posso falhar como líder.

— É claro, capitã.

Um marinheiro entrou na sala de comando e, todo esbaforido, avisou que os convidados não estavam no hotel. Isso deixou Rihanna preocupada.

— Eles saíram. Como assim?

— Não sei. Acho que usaram o elevador da plataforma.

Rihanna verificou as filmagens das cctvs do ginásio. A imagem de Luiza e Robert surgiu com eles, de fato, subindo.

— Avisem ao subcomandante da plataforma para que fique de olho neles.

— Sim, capitã.

— O que eles pretendem?

Luiza e Robert saíram do elevador e deram de cara com os marinheiros.

Enquanto isso, Rihanna não teve as informações do grupo que foi atrás do sinal do submarino. Ela não sabia que os enviados foram eliminados por um Gyarados.

— Isso tá ficando cada vez mais perigoso...

— Capitã! A equipe que enviamos não voltou ao seu posto original — disse um marinheiro.

— Dree... acha que fomos atacados?

— Capitã... eu acho que sim.

— Droga! — Rihanna praguejou — Eu também. Mas por que nos atacariam logo agora? Não faz nenhum sentido.

...

Charizard versus Swanna. E a nuvem de chuva dissipou completamente. Um sol artificial deixou o pokémon flamejante mais poderoso. Assim, sua rapidez e precisão melhorou bastante. Também o fato da força dos seus golpes de fogo ficaram mais fortes.

Enrick não desistiu e mandou Swanna bater bem as asas e criar um pequeno tornado.

— Pyro, use o Fire Spin!

Um tornado maior de fogo tomou conta do golpe de Swanna. O pássaro não podia sair do vórtice. Era um golpe armadilha.

— Agora ataque usando o Fire Blast!!

O poderoso golpe atingiu Swanna em chrio e não deu nem tempo para o pokémon se recuperar. O monstro de Enrick caiu na arena. A vitória era de Charizard.

— Vitória imperfeita. Parabéns.

Charizard pousou e retornou para a sua forma Charmander. Jason agradeceu pela boa luta que tiveram.

— Você tem garra, menino. Isso é louvável — Enrick guardou Swanna na pokébola.

O sub-líder recebeu uma ligação da base e soube do ataque iminente. No entanto, avisaram para Enrick não falar sobre o caso com Jason e deixar o garoto concluir com o seu desafio.

— Que foi?

— Ah... nada. Você tem que descer agora. Volte para o elevador e termine o desafio.

Jason olhou com desconfiança, mas preferiu seguir as instruções de Enrick.

...

Os vilões já estavam a 3 milhas náuticas da plataforma de petróleo. E não havia ninguém para detê-los. Dentro do submarino, Maytsa e Bernardo comemoravam o sucesso de Gyarados.

— Vamos acabar com a raça do Jason!

— E vamos ficar ricos.

— Ô garoto. Você disse que agora está interessado naquele escudo que será o prêmio dos jogos. Por quê? Por acaso vai trair o Kumamoto?

— Kumamoto não é meu patrão. Só é uma rota de acesso à riqueza. E também soube que ele e Yamashida se conhecem.

Maytsa havia bebido cerveja e estava um pouco alterada. Ofereceu bebida a Chucky e Gamb, mas eles recusaram.

— Vocês sempre me decepcionam!! Acham mesmo que servirem cegamente ao Yamashida vai ser bom pro futuro de vocês?

Mas a atenção mesmo estava em Bernardo. Ele segurava uma vasilha com um tipo de creme a base de terra orgânica de Mudsdale.

— O que faz com esse estrume de cavalo? — perguntou Maytsa.

— É terra orgânica. E estou passando na minha pele, porque logo receberei choque do Morpeko e não quero torrar no processo.

Bernardo passou por seu rosto, braços e outras partes de corpo.

— O que vai fazer?

— Quando concordei em participar dos jogos, Kumamoto nos deu um broche. Descobri que o broche era um tipo de localizador. E o pior, uma mini-bomba. Se eu tirar de uma certa distância do meu corpo, explode. Não quero me arriscar. E é por isso que apenas uma descarga potente vai anular a bomba.

Morpeko recebeu a ordem para atacar Bernardo. O pikaclone atingiu o seu treinador com choque. Bernardo ainda sentiu o poder elétrico e caiu no chão, mas o creme de terra de Mudsdale havia cortado 80% da potência do golpe.

— Aqui... consegui tirar — Bernardo abriu o broche e retirou o C4 em forma de chip de dentro.

Ainda durante a invasão, MegaGyarados deu uma investida num oleoduto da petroleira. Depois bateu na base da plataforma, causando um tremor a todos que estavam lá.

— O que foi isso? — indagou Luiza ao sentir os tremores.

Até que surgiu a informação de vazamento de petróleo. O meio-ambiente estava em risco.