Pokémon Pyro Max
392 PPMAX-364: Pega-pega do Shellder biruta
Entrar no pequeno ginásio de gelo era um retorno, uma nostalgia para Jason. Lembrou do dia em que desafiou a líder de ginásio de Moscold. No entanto, diferentemente de uma arena com público, o local era apenas um grande salão totalmente congelado.
O chão era de gelo, as paredes forradas com camadas espessas de gelo. O teto possuía estalactites, milhares apontadas para o chão. Havia também cubos sólidos de gelo por toda a parte.
— Que vaga lembrança de Permafrost, não é, Pyro? — Charmander assentiu. — Mas pensei que já veria o tal Rave logo de cara.
O garoto estranho a ausência do marinheiro. Tinha certeza que havia visto o homem entrar.
De repente, um raio de gelo saiu do fundo do salão e atingiu perto dos dois. O garoto correu para o lado oposto, mas uma armadilha em forma de tornozeleira de ferro pegou Jason, prendendo-o no tornozelo direito. Charmander ficou livre.
— Capturei. Você não é tão bom quanto disse — falou Rave ao surgir diante deles.
— Que covarde. Pensei que seria um duelo justo.
— A capitã Rihanna nos deu liberdade para decidirmos como desafiamos os treinadores. Meu desafio é esse: tentar pegar a chave do Shellder maluco.
Rave mostrou um Shellder com olhos em espiral. A chave estava sobre a língua dele.
— Você escolheu Charmander como primeiro desafiante. Use Charmander primeiro para o desafio. Se ele pegar a chave, pode se libertar. Enquanto isso, a temperatura vai diminuindo 1 grau a cada 10 minutos e 2 graus se o seu pokémon usar poderes. Bom, estamos a 5 graus nesse exato momento.
— Espere! Não foi esse tipo de desafio que a senhorita Titanic disse pra mim.
— Ah! Sobre vitória perfeita e imperfeita? Essa regra se aplica também aqui. Deviam ter dito que o ginásio de Aqualaguna está entre os mais difíceis do mundo. Boa sorte.
Jason pegou a pokédex e usou a função do termômetro. Era como Rave dissera. 5 graus centígrados. Já estava frio. Pior do que isso seria o passo inicial da sua desistência.
— Tenho que aguentar. Aguentar bastante. Não cheguei aqui para simplesmente para desistir. Pyro, você consegue.
No entanto, Charmander apenas ameaçou correr na direção do Shellder, que pulou com concha e tudo numa grande distância e subiu em cima dos grandes blocos de gelo.
— Merda. Devia ter usado o Sylveon para capturá-lo. Mas agora não é hora para lamentações.
O lagarto deslizou sobre o chão de gelo e pulou sobre os blocos. Shellder grudou a sua língua num estalactite e ficou pendurado. Pyro aproveitou para pular, mas o pokémon bivalve balançou e foi para outro bloco. Charmander caiu de cara no chão.
...
Nesse mesmo dia, o professor Gary acompanhado por Poirrot e Randawa foi para o norte de Hokkaishin e alugou um barco para ir para as águas do norte do país. O trio saiu de um porto e partiu por volta das 7 da manhã.
O trajeto foi longo, mas relativamente calmo, haja vista as ondas não eram grandes o suficiente para ameaçarem os tripulantes. O capitão do barco observou pelo binóculos uma ilha montanhosa.
— A ilha está a uns 5 quilômetros daqui.
— Obrigado, meu bom capitão — Gary agradeceu.
O barco já estava a uns 2 quilômetros da ilha quando algo surgiu do fundo do oceano. Emergiu uma criatura mecânica com mais de dez metros. Era um Gyarados robô. Mais cinco Gyarobots surgiram.
— Deem meia-volta ou atiraremos — disse uma voz saindo dos gyarobots.
— Atacamos? — indagou Randawa.
— Não. Seria arriscado demais. Melhor voltarmos — respondeu Gary.
Poirrot lamentou não ter tido a chance de pisar naquela ilha misteriosa, mas com certeza presumiu que fosse o quartel-general da Equipe Black.
— Tivemos sorte de continuarmos vivos. Ouvi muitos relatos de embarcações afundadas nessa região — revelou o detetive.
— E agora chegou a hora de partirmos para o plano B de verdade. Vamos pegar um voo pra Pallet.
— Professor? — indagou Randawa.
— Aquele meu plano? Pensei que não precisaria mais já que sabemos o caminho até a ilha — comentou Poirrot.
— Ainda podemos ter ganhos naquele plano. Enfim, falarei para meu funcionário deixar o meu Drowzee prontinho. Vamos hipnotizar a secretária do Yamashida.
...
Jason ficou cada vez mais incomodado com o frio causado pela arena. Passaram 30 minutos, por isso a temperatura estava nos 2 graus. Não podia continuar assim.
Pyro sequer encostou em Shellder. A criatura era muito habilidosa e quase escorregadia.
Foi então que Jason preferiu pedir a Charmander para usar os seus poderes de fogo a fim de facilitar na captura do molusco.
— A cada uso do poder de Pyro, a temperatura diminui 2 graus além do 1 grau a cada 10 minutos. Já são 39 minutos e falta 1 minuto para diminuir para 1° grau centígrado. Isso quer dizer que vai diminuir 3 graus e chegar a –1 grau.
O cálculo feito por Jason era certo. Perigoso, mas era o único jeito de pegar a chave.
Pyro tentava a todo o custo pegar Shellder, mas nada de êxito. Foi que o lagarto cuspiu uma bola de fogo e assustou Shellder.
Jason sentiu que o ar estava ainda mais frio do que antes. A temperatura estava negativa.
— Continue atacando!
As investidas de Charmander foram suficientes para Shellder sentir calor e se desequilibrar de cima de um bloco. O parceiro de Jason agarrou o molusco e pegou a chave.
— Depressa... a temperatura está em —9 graus.
O garoto pegou a chave e abriu a tornozeleira que o prendia.
— Pronto! Ganhamos... — Jason deu um espirro.
— Você é muito forte, garotinho. Normalmente os desafiantes não aguentam quando a temperatura fica negativa.
— Eu fui treinado num local gelado. Mas, mesmo acostumado a temperaturas frias, não posso expor o meu corpo ao frio por muito tempo. Não quero morrer de hipotermia.
Rave aplaudiu a coragem de Jason. Pegou um controle e apertou. O chão da arena se abria como alçapão. Uma piscina surgiu diante deles.
— Vamos ao que você mais quer. Duelo — Rave libertou Cloyster.
— Era isso que eu queria. Não aquela coisa frustrante de ir atrás de Shellder.
A batalha começará.
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