Pokémon Pyro Max
373 Filler-26: Chefe 2: Drapion
CAPÍTULO 26

Kou-chan conseguiu capturar o par de Skorupis e libertá-los da manipulação. Em seguida, prendeu a minion da White juntamente com os outros. Foi para o salão e salvou Denjiro de ser atingido pelos demais capangas.
— Kou-kun?
— Denjiro! Viemos para resgatá-lo. Mas vejo que está em perfeitas condições.
— Não é hora para isso, Kou-kun. O líder que estava aqui fugiu antes de você chegar. Ele provavelmente está a caminho...
Kou botou a mão no ombro do ex-colega de classe e pediu para relaxar. A missão era de salvamento. O próprio Capitão Rickie tomou a responsabilidade disso.
— Haverá um momento oportuno para capturarmos os bandidos de alta hierarquia. Antes vamos acabar com todos os minions.
— Sim, Kou-kun.
Os dois usaram os seus stylers para atingir os minions da Equipe White. Os objetos atingiam os vilões com força para fazê-los desmaiar. Mas Muk se meteu na frente.
Nome: Muk
Número: 089
Tipo: Veneno
Habilidade: Escavação
Nível: 3
O par de stylers batiam na pele melequenta do pokémon e voltavam. Não seria fácil deter o monstro.
— Muk, acabe com todos eles.
O monstro se aproximou da dupla. Kou e Denjiro correram para uma galeria. Muk perseguiu ambos.
°•°•°
Enquanto isso, Seba e Shaina deram conta de dez whiters na entrada do esgoto. Mas mais homens e mulheres surgiram e usaram os seus Grimers e Skorupis.
— Eles continuam vindo como enxames! — falou Seba.
— Isso não é bom. Nossos pokémons não darão conta — Shaina viu Rockruff e Corvisquire começarem a cansar.
Mas Greninja e Combusken apareçam.
— Estão precisando de uma mãozinha? — perguntou Beatriz.
— Vocês mexeram com os rangers errados — grunhiu Barron.
°•°•°
— Por que estamos correndo, Kou-kun?
— Só um momento... — Kou parou e aguardou Muk passar de um certo ponto.
Os capangas que corriam logo atras foram surpreendidos por uma pequena explosão. As paredes e o teto daquela parte do esgoto cederam sobre eles. E na superfície, um buraco foi criado. Alguns whiters caíram nele.
— Vocês deixaram um novato em posse de uma bomba nossa? — perguntou Beatriz.
— Reclame com o capitão. Parece que ele confia até demais no Kou — respondeu Shaina.
Ter a presença dos minions whiters seria preocupante, mas agora estava mais tranquilo. Deter Muk não seria problema.
— Só precisamos destruir o manipulador em forma de joaninha no corpo dele.
— Kou-kun, tem alguma ideia?
O protagonista tinha apenas uma chance para acertar. A pele de Muk era cheia de dobras. O inseto artificial manipulador estava dentro de uma dobra, que era visível quando o pokémon venenoso se mexia.
— A sorte que o meu V-chan é metade psíquico. V-chan, pode usar o seu poder no meu styler. Preciso de cobertura.
— Deixa conosco. Vamos, Pancham!!
Denjiro e Pancham tentaram parar Muk até que o styler de Kou ficasse completamente carregado com poder psíquico.
— Consegui! Saiam da frente — falou Kou.
O objeto voou na direção de Muk, desviando dos cuspes de lama do monstro e laçando com muita facilidade. O pokémon venenoso fez força para se livrar, mas o poder psíquico impediu. Muk foi perdendo a consciência até desmaiar. Por fim, a criatura acordou e já não estava sob manipulação dos whiters.
— Agora vai atrás e ataque desses bandidos.
Kou-chan sabia que Muk o obedeceria por alguns minutos. A ordem foi cumprida. Muk avançou sobre os bandidos, que correram para a saída pelo bueiro. Ao chegarem lá, viram os seus companheiros derrotados.
— Vieram dar as boas-vindas? — brincou Seba.
— Eles vão adoras as minhas — Barron estralou os dedos e o pescoço.
Por fim, Kou e Denjiro se abraçaram. Era a primeira vez que se viam desde a epoca da escola.
— Nunca pensei que fôssemos ficar juntos na mesma filial. Tava achando que seria o Keith.
— Não, ele foi para outro país para um intercâmbio com rangers de lá. Olhe...
Kou jogou um pedaço do concreto do fundo da galeria. Denjiro viu a coloração quase amarelada.
— Isso é um tipo de cristal.
— O que a Equipe White quer com isso?
— Desde a montanha dos Spearows eu vivo com essa dúvida. Eles precisam desse cristal para algo maior.
A conversa foi interrompida quando um whiter surgiu diante deles. Ao lado do homem, um pokémon manipulado.
— Calma, Kou. Ele é diferente de todos os outros pokémons que enfrentamos — Denjiro alertou para o amigo.
O fato a que o pokémon mais forte dos whiters era um Drapion. A criatura lembrava um escorpião de cor roxa, com pinças na ponta da cauda e quatro patas. Também havia pinças em extremidades em cada lado da cabeça.
— Vamos seguir a lógica igual que fizemos com o Muk. V-chan, use o seu poder psíquico para fortalecer o meu styler.
Denjiro pediu a Pancham para enfrentar o monstro, mas dessa vez o panda se recusou. Drapion era muito mais amedrontador do que um Muk.
— Já estamos prontos — disse Kou. — Vou lançar o meu styler.
O garoto lançou o styler na direção de Drapion. O objeto girou ao redor do pokémon e começou a laçar o seu corpo. O escorpião-ogro ficou completamente amarrado. Todos celebraram antecipadamente, haja vista achavam que Drapion era fraco contra qualquer poder psíquico. Mas a verdade era outra.
Drapion se soltou do laço, quebrando a corda energética do styler. O objeto rodopiante retornou para perto de Kou-chan, que já estava impactado com o que o monstro havia acabado de fazer.
— Hehehehehe... seus tolos. Viram que só usávamos pokémons venenosos nessa missão e não se atentaram numa coisa — falou o grunt responsável.
— Mas que coisa? — indagou Denjiro.
— Drapion é do tipo venenoso, mas é imune a qualquer golpe psíquico, incluindo objetos possuídos por esse poder. Isso porque Drapion é um pokémon com a segunda tipagem Escura.
Os dois rangers ficaram impressionados. Nunca presenciaram um pokémon venenoso e escuro ao mesmo tempo. Isso queria dizer que mesmo venenoso, Drapion jamais receberia com efetividade um golpe psíquico.
— Isso é ruim. Lembra da aula sobre as tipagens? — falou Denjiro.
— Lembro.
— Veneno é fraco para psíquico e terra; escuro para lutador, inseto, fada. O que sobrou foi terra. A menos que tenhamos um tipo terrestre, não derrotaremos Drapion.
Kou-chan lembrou do Drillbur de Keith.
Fale com o autor