Pokémon Pyro Max

370 Filler-23: Por baixo de Cerejeira


CAPÍTULO 23

Um grupo de Grimers surgiu. Quatro criaturas com corpos gelatinosos, roxos e feitos de poluição. Denjiro parou de correr e ouviu que passos se aproximavam. Pediu ao seu Pancham para protegê-lo dos pokémons venenosos. Assim, o panda lutador acertou alguns golpes atordoantes nas criaturas. Denjiro utilizou o seu styler para laçar os quatro pokémons.

— Conseguimos!

Mas outra criatura surgiu de repente. Era uma versão grande de um Grimer. O monstro gosmento era pelo menos o triplo do tamanho de um Grimer normal. Seu nome era Muk. Dessa vez, Pancham não conseguiu vencer Muk e ainda levou um soco do único braço do monstro. Denjiro mais uma vez utilizou o seu styler, contudo Muk era bem mais forte e não se deixou laçar.

Três capangas da Equipe White viram Denjiro debaixo de Muk. O garoto estava ao lado de Pancham, que havia desmaiado.

— Um maldito ranger!!

— Vamos prendê-lo.

O ranger foi levado sob custódia.

°•°•°

Alguns minutos depois, o homem e a mulher chegaram ao endereco da filial ranger de Cerejeira. Era um cruzamento bem movimentado e no centro da cidade. Os dois caminharam e entraram no prédio.

— Poderia me dizer se aqui trabalha algum Capitão Rickie? — indagou a mulher à recepcionista Katie.

Katie perguntou sobre o motivo daquela pergunta. A mulher respondeu. Momentos depois, a recepcionista ligou para o andar de cima e citou a pessoa que havia falado com ela. Assim, Rickie permitiu que o casal subisse ao andar superior.

— Sou o Capt. Rickie. Vocês sabem o que aconteceu com o nosso recruta?

— Sim, senhor. Prazer, sou Jenna e esse é o Gael. Estávamos passeando pelo nosso bairro quando vimos algo suspeito. Um trecho da rua que sempre pegamos estava interditado sem o consentimento da prefeitura. Indaguei, mas o responsável fez pouco caso. Entrei em contato com alguém da prefeitura, mas disseram que mandariam uma inspeção em 4 horas. Foi quando vi um garoto chamado Koujiro...

— Denjiro? — perguntou Kou.

— Isso mesmo! Ele foi conosco ver a obra clandestina. Disse que ficaria para ver e pediu para avisarmos a vocês. Ah... ele se referiu algo como White.

Todos os rangers fizeram expressão de surpresa. Nunca imaginaram que a Team White estaria planejando algo na Cidade de Cerejeira. Assim que percebeu a gravidade da situação, Rickie pediu uma reunião extraordinária com Kou-chan, Seba e Shaina. Agradeceram ao casal.

— A Equipe White está na cidade. Nunca desconfiamos disso — falou Rickie, lamentando a falta de informação sobre a White em Cerejeira.

— Capitão, talvez eles vieram disfarçados. Mas nem sei o que de fato vieram fazer aqui — comentou Seba.

Alguém surgiu na sala. Era um adolescente que usava o uniforme ranger, mas não usava styler.

— Meu nome é Luccas. Sou o operador desta filial — Luccas tinha o cabelo bem curto, usava óculos de grau e era o mais tranquilo dos que trabalhavam na filial. — Acabei de chegar do almoço.

— Esse é o novato Kou-chan — Rickie apresentou os dois. — Precisamos ver a sala de operações.

Os rangers entraram numa outra sala. Havia muitos monitores. Luccas trabalhava exclusivamente ali. Na parede, havia um telão.

— Tem como olharmos às cameras de segurança dos postes perto do bairro do leste?

— Sim, capitão — respondeu Luccas ao sentar.

A mesa do operador tinha um monitor acomplado e teclados. Ele passou as filmagens das mais de 15 câmeras expalhadas pelas ruas, mas ninguém viu nenhuma cena estranha.

— A White já deve ter passado por essas ruas. Precisamos das gravações das câmeras — falou Shaina.

— Não temos tempo. Teríamos que pedir para a prefeitura. Leva algum tempo — respondeu o capitão.

Kou-chan levantou o braço e pediu para falar. Todos olharam para ele.

— Trouxe comigo uma câmera que acoplo na cintura do V-chan. Fazia isso para filmar externamente na fazenda dos meus pais.

— Victini? Ele sabe voar?

— Sabe, capitão. Eu trouxe a câmera comigo — Kou foi até a mochila e pegou o objeto. Era pequeno.

Rickie achou a ideia muito boa, pois os drones da filial estavam no reparo. Elisa não era rápida o suficiente para reparar os drones.

— V-chan, sabe o que deve fazer, não é? — Victini assentiu. — Não se aproxime tanto se vir algo estranho. A gente vai estar vendo pelo meu celular, mas será zero interação. Agora vai.

O mítico de fogo voou e saiu pela janela da filial até o bairro onde Denjiro fora visto pela última vez.

...

Durante mais uma missão, a dupla Barron e Beatriz foram para uma estação subterrânea do metrô. Segundo trabalhadores, pessoas estranhas caminharam pela linha até o túnel e não foram mais vistas.

— A primeira coisa realmente interessante na semana — falou Barron.

— Pessoas estranhas indo pela linha do metrô e não era gente da prefeitura nem nada do tipo. A denúncia afirma que usavam uniformes brancos.

— Parece que haverá algum evento sobre a paz no subterrâneo? Que piada é essa? Esperem e verão quando chegarmos lá e estragamos a festa.

O carro parou bem na frente do terminal do metrô. Algumas pessoas estavam na frente da escada e levaram os rangers para os trilhos. O trem havia parado. O maquinista avisou aos rangers que ele havia visto as pessoas de branco quando chegava com o metrô.

Barron e Beatriz caminharam com lanternas para o último vagão.

...

Denjiro foi levado pelos whiters até o salão de antes. Havia mais capangas e um maquinario que fazia muito barulho.

— Bem-vindo ao meu local de trabalho, ranger. Você é mais novo do que imaginei — falou o supervisor. Era um homem de uns 30 anos, usava óculos de grau e boina vermelha.

— Senhor, ele não tá relacionado na lista dos rangers da cidade.

— Talvez seja um agente novo.

— O que pretendem na cidade?

— Calma, criança. Você não tem por que saber das nossas intenções. Mas apenas saiba que me chamo Jinzo. Sou subchefe da Equipe White.

— Cretinos. Não importa o que façam. Os rangers vão derrotá-los.

Jinzo gargalhou. Nada era mais satisfatório do que ver um ranger sem nenhuma perspectiva de se salvar.

— Supervisor Jinzo.

— Que é?

— O chefe tá na linha e quer falar com o senhor.