Pokemon Mystery Dungeon: Team Pokéheroes

14 Capítulo 14: Os Mestres de Sunshine


Notas iniciais
Heatran pede a ajuda de Palkia em sua investigação. Ele garante que o ladrão não pode ser Mewtwo. Os Pokéheroes vão à cidade vizinha e conhecem o antigo mestre de Raider.

09/02/xxxx

Heatran foi até a Brecha Celeste para falar com Palkia:

- Heatran, você está dizendo que o cristal foi roubado por um pokémon parecido com o Mewtwo? Mas não pode ser ele! — Palkia disse, intrigado.

- Mas se parecia com ele. Se não foi o Mewtwo, não sei quem foi. — Heatran respondeu.

- Só pode ter sido outro pokémon. Mas pela descrição que você me deu, não sei que pokémon pode ter sido.

- Acho melhor procurarmos por ele. Eu e o Shaymin já estamos investigando.

- Contem comigo. Temos que encontrá-lo. Se ele está pensando em roubar os outros dois cristais, temos que fazer algo.

Enquanto isso, na associação de Sunrise, os Pokéheroes se preparavam para mais uma missão:

- O que nós vamos fazer hoje? Estou com vontade de detonar algum criminoso! — disse Pauline, animada.

- Eu estava pensando em exploração. Dizem que existe um dungeon desconhecido por aí e eu queria dar uma olhada! — disse Tyson.

- Não, vamos a uma missão de resgate! Algum distraído... Quero dizer, cliente pode ter se perdido em algum dungeon! — disse Chelsea.

- Já sei! Vamos para a loja dos keckleon e comprar toda comida do estoque deles! — disse Caleb, como se isso fosse a coisa mais divertida do mundo.

Os outros três olharam para Caleb com um olhar de reprovação como o que você lançaria sobre seu irmão mais novo depois dele ter comido seu dever de casa:

- Mas nós temos dinheiro o suficiente, não temos? — ele perguntou.

- Estava pensando... Será que o Heatran conseguiu recuperar o cristal roubado? — perguntou Pauline, tentando mudar de assunto.

- Talvez. Ele é um pokémon guardião, não iria deixar alguém ficar com o cristal. Não é mesmo? — disse Tyson, meio pensativo.

- Acho melhor não nos preocuparmos com isso. Aquele pokémon que roubou o cristal do vulcão deve ser muito poderoso. Mas sei que o Heatran não vai deixá-lo escapar! — disse Chelsea, tentando acalmar seus amigos.

- Você está certa. Ele é um lendário, vai saber como recuperar o cristal! — disse Pauline.

- Mas voltando ao assunto... O que vamos fazer hoje? — perguntou Tyson.

Raider passou por lá e notou que os Pokéheroes ainda não haviam escolhido uma tarefa:

- Pokéheroes, posso pedir um favor para vocês?

- Claro, mestre Raider! Ainda não decidimos o que vamos fazer hoje. — disse Chelsea.

- Eu preciso que alguém vá até Sunshine Town e entregue um pacote para meu antigo mestre, Panlash. Não sei dizer onde vocês vão encontrá-lo, então podem deixar com a filha dele, Wendy, ela é mestre da associação de Sunshine atualmente.

- É pra já! Como chegamos lá, mestre? — perguntou Pauline, abrindo seu mapa.

- Vejam. A floreta de Sunshine fica bem aqui. — disse Raider, apontando para um lugar do mapa não muito perto de Sunrise Town — Vocês só precisam atravessá-la e chegarão lá.

- Se vou dar uma de office boy, é bom que eu ganhe uma boa recompensa! — murmurou Caleb.

- Não liga não, mestre! A gente vai agora! — disse Pauline, dando um chute no cyndaquil.

Os Pokéheroes pegaram o pacote e foram até a Floresta de Sunshine. Era um daqueles dungeons cheios de pokémons insetos, normais e grama:

- Não sei não... Esse lugar não parece perigoso, mas me dá nos nervos! — disse Tyson, enquanto a equipe andava.

- Mas o que pode acontecer de mau? Sermos atacados por um bando de bedrills? — perguntou Pauline, tranquila.

Caleb começou a olhar para os lados, um pouco confuso:

- O que foi, Caleb? — perguntou Chelsea, estranhando a atitude do colega.

- Incrível! Não fomos atacados por beedrills! — exclamou Caleb — Valeu, Dratini!

Depois de andar mais, a equipe saiu do dungeon e chegou à cidade. Agora, teriam que procurar a associação. Eles foram até uma loja em que os lojistas, obviamente, eram kecleons:

- Com licença, vocês podem nos dizer onde fica a associação de Sunshine? — perguntou Tyson.

- Ah, claro! Vocês só tem que continuar em frente, virar à esquerda e andar mais um pouco. — respondeu o kecleon roxo.

- Vocês vão formar um time de exploração? — perguntou o kecleon verde.

- Não, nós já somos um time de exploração da cidade vizinha. Estamos procurando o antigo mestre da associação de Sunshine, Panlash. — respondeu Pauline.

Uma weavile chegou até a loja:

- Olá, irmãos kecleon! Vocês têm alguma goma negra no estoque? — ela perguntou

- Oh, olá mestre Wendy! Sinto muito, mas não temos nenhuma. — respondeu o kecleon verde.

- Mestre Wendy? Você é a mestre da associação de Sunshine? — perguntou Chelsea.

- Isso mesmo. E quem são vocês? — a weavile perguntou.

- Somos o time Pokéheroes, da cidade de Sunrise. Nós estávamos te procurando! — respondeu Pauline.

- Me procurando? O que posso fazer por vocês?

- Nosso mestre, Raider, nos mandou para cá para fazermos uma entrega para o seu pai. — respondeu Pauline, pegando o pacote.

- Raider? Oh, sim, eu me lembro dele! Ele era aprendiz da associação quando eu ainda era uma sneasel. E soube que ele fundou uma associação em Sunrise. Venham comigo, vou levar vocês até o meu pai.

Wendy levou a equipe até uma casa, onde morava seu pai. Bateram na porta e um velho sandslash atendeu:

- Quem está aí? Não enxergo bem sem os meus óculos. — disse Panlash, apertando os olhos.

- Sou eu, pai, a Wendy!

- O que? Você é pai de um duende? — perguntou o sandslash, que estava ficando meio surdo.

- NÃO! EU DISSE QUE SOU EU, A WENDY! — gritou a weavile.

- Wendy, querida! Entre, por favor! — Panlash notou que os Pokéheroes estavam com sua filha. — Quem mais está aí?

- São os Pokéheroes, exploradores da cidade vizinha.

- O que? Quem são estouradores da idade de galinha? — ele perguntou, com dificuldades para ouvir.

- SÃO OS POKÉHEROES, DA CIDADE VIZINHA! — Wendy gritou novamente.

- Aaah, os Pokéheroes! Um dos meus antigos aprendizes, Raider, me mandou uma carta falando sobre eles!

- E ele mandou a gente aqui para te entregar um pacote. — disse Tyson

- Empregar um fracote? — perguntou Panlash.

- ENTREGAR UM PACOTE! — gritou o treecko. — O MESTRE RAIDER PEDIU PARA TE ENTREGARMOS UM PACOTE!

- Não precisa gritar, meu filho! Eu não sou surdo! Devem ser as maçãs de que ele falou na carta. As maçãs da cidade de Sunrise são as melhores do país!

- Maçãs? Posso comer uma? Estou com fome. — pediu Caleb.

- Como é? Você não tem nome? — perguntou o velho.

- EU ESTOU COM FOME! — gritou Caleb.

- Ah, entendi! Porque vocês não entram e comem alguma coisa? Vocês devem estar um pouco cansados depois de atravessar a floresta então podem descansar um pouco antes de ir embora!

- Obrigado, senhor! O senhor é muito hospitaleiro! — agradeceu Chelsea.

- Não, minha filha, eu nunca fui jornaleiro! — disse Panlash, entendendo tudo errado de novo.

Os Pokéheroes entraram, comeram algo e descansaram um pouco. Depois de um tempo conversando com Panlash e Wendy, a equipe resolveu voltar:

- Até mais, Pokéheroes! Mandem lembranças minhas para o Raider e a Lina! — se despediu Wendy.

- Tomem cuidado ao voltar para Sunrise! — disse Panlash.

- Tudo bem, somos um bom time de exploração! — disse Pauline.

- Que coincidência! Eu também não gosto do Faustão!

Mais tarde, na Floresta de Sunrise, Celebi lutava com aquele mesmo pokémon que o atacou antes:

- O que você quer, afinal? Você não é bem vindo aqui! — disse Celebi, enquanto batalhava.

- Meu amigo, vamos simplificar as coisas. Você me deixar levar o que eu quero e eu não te machuco. — sugeriu o pokémon.

- Nunca! Saia da floresta! Agora! — ordenou Celebi, furioso.

- Seu pequeno ser tolo... Você acha mesmo que eu vou sair daqui sem o que eu estou procurando?

- É meu dever como guardião da floresta me livrar de pokémons malignos e insanos como você! — respondeu Celebi.

O pokémon atacou Celebi com um eruption. O pequeno pokémon caiu no chão gravemente ferido e não conseguia se levantar:

- Tente alguma gracinha e eu vou te eliminar de vez. Posso usar qualquer golpe que eu quiser e não tenho medo de fazer isso. — o pokémon misterioso ameaçou.

- Por que você está fazendo isso? Por quê? — Celebi perguntou, ofegante. — Se algo de ruim acontecer, eu juro que você vai se arrepender!

- Suas ameaças não me assustam. — ele disse, e seguiu para a parte mais profunda da floresta.

Naquela parte da floresta, havia um cristal roxo-escuro. O pokémon o pegou:

- Finalmente, o segundo cristal solar! Só falta mais um! Shaymin, prepare-se para a minha vingança!