Pokemon D&N
53 POKEMON: D&N #53: Acariciar uma árvore nunca foi tão educativo.
Notas iniciais
[13:40 –Rota 34 -Domingo]
Logo após Rubie se unir a minha jornada, por livre e espontânea vontade de Granbull. Continuamos seguindo para Goldenrod, andando entre a floresta.
-Seu Granbull costuma agir assim? –Perguntou ela.
Olhei para o grandão que ainda caminhava conosco. –Para falar a verdade, ele costuma agir de uma forma meio indecifrável. Mesmo me obedecendo, ele simplesmente faz aquilo que ele botar na cabeça.
-Ele é Rabugento mas e bem legal! –Granbull encarou Daisy e a mesma o encarou sorrindo.
-Ele parece bem amigável, para falar a verdade.
-Ele é quando quer ser, ou quando acaba acontecendo algo...
A conversa ainda não acontecia de forma fluida, acho que é porque Granbull pegou todos de surpresa, mas enquanto andávamos entre as arvores, assuntos rápidos surgiam, até o momento em que encontramos algumas arvores com pernas.
-Exeggutor! Um monte deles! –Disse Rubie se aproximando. –São incríveis, sempre admirei esse pokemon.
Me aproximei vendo ela acariciar o corpo, era igual ou pelo menos parecido com um coqueiro de verdade. –Exe. —Falou o que Rubie acariciava.
-Acaricie também. –Disse ela.
Me aproximei do mesmo e encostei minha mão nele. Era áspero e a sensação de tocar nele lembrava a de um tronco de arvore, o mesmo permanecia com uma expressão de que estava adorando o carinho. Tinha vários deles ali parados, acho que no máximo uns vinte deles parados sobre o sol.
-É meio raro encontrar tantos deles, por mais que na maioria dos casos estão sempre em bando. Ainda é bem difícil de encontrar tantos assim. –Rubie era diferente de Purple, ela era mais sensível e meiga. –Preciso registrar isso.
-Registrar? –Falei ao vê-la sentar em uma pedra e pegar um caderno e caneta.
-Sim, gosto de desenhar os pokemon em seu habitat natural. –Me aproximei sentando na grama ao lado dela. –Veja. –Ela folhou o caderno, que a cada nova folha estava repleto de artes dos pokemon, tudo desenhado de caneta esferográfica preta. Porem todos eram incríveis e dava para notar sentimento nos desenhos.
-Nossa você desenha bem, muito bem. –O mesmo Exeggutor se aproximou, então me levantei e levei minha mão ao rosto central, um com um sorriso feliz e com os caninos a mostra. –Para falar a verdade até que é divertido acariciar um pokemon selvagem. –Nesse momento escutei um som de algo arrebentando ou se cortando, e ao mesmo tempo o rosto ficar mais leve. –O que foi isso? –Fiquei meio arrepiado ao ver um dos rostos do Exeggutor se soltar e ficar no palmo de minha mão.
-Não se assuste. –Disse Rubie vendo minha cara distorcida em uma careta. –Isso é comum, de acordo com a pokedex de kanto. Dizem que rostos dos Exeggutor se soltam do corpo e se juntam com outros para formarem Exeggcute.
Soltei o pokemon na grama. –Eu sempre achei que Exeggcute nasciam de ovos.
-E nascem também, mas existe uma leve diferença entre os dois tipos de Exeggutor. –Ela virou o caderno mostrando uma folha com dois desenhos. –Veja, esse de cima é um Exeggcute que nasce de um ovo, quase todos as sementes possuem rachaduras ou estão rachadas. –Em seguida ela apontou para o segundo desenho, e pude ver a diferença. –Enquanto um Exeggcute “formado de Exeggutor” são completamente lisos, sem rachaduras alguma.
-Oh, eu não sabia que isso era possível mesmo. –Pelo visto, todos os treinadores que conheci possuem um certo conhecimento a mais sobre o mundo pokemon. Fico feliz em conhece-los, assim posso aprender mais também.
-Vejamos, vou desenhar rapidinho para continuarmos a seguir para Goldenrod. –Fiquei sentado ao lado de Rubie enquanto ela desenhava, Eevee e Croconaw fizeram o mesmo observando cada traço que ela fazia.
Demorou alguns minutos, mas ficamos ali vendo ela terminar. –Pronto! –Disse ela sorrindo.
-Croconaw! —Eevee seguiu Croconaw subindo nos ombros de Rubie para ver mais de perto.
-O que acharam?
-Incrível, de verdade. –Falei.
-Obrigada, é sempre bom receber elogios pelo o que se sabe fazer.
-Granbull.—El se aproximou de mim, parecia querer algo.
-O que foi amigão? –Como sempre, ele bateu na pokebola em minha cintura retornando para dentro da pokebola. –Ai... você podia pedir as vezes.
Rubie guardou o caderno e caneta em sua bolsa. –Esse pokemon gosta mesmo de você. Da para notar de longe isso.
-O tio sabe disso. –Saindo dos meios do Exeggutor, Daisy veio até nós.
-Acho que todos gostam de mim. –Peguei Eevee nos braços. –Esse pequeno aqui me adora. E por mim ele não precisa mudar, quero deixar que ele escolha o futuro dele. –Croconaw se aproximou. –E esse aqui eu não preciso nem dizer que é meu parceiro.
-Naw.
[18:15 –Rota 34 -Domingo]
E então seguimos jornada, chegamos em Goldenrod no final do dia. E a diferença das outras cidades era gritante, ela tinha o visual de uma cidade grande, prédios enormes e pessoas indo de um lado para o outro, não muito longe dava para ver um grande prédio que se destacava dos demais.
-Aquele ali é a rádio da cidade. –Rubie seguia na nossa frente. –Se continuarmos andando vamos chegar no centro pokemon.
Seguindo Rubie, parecia que estávamos em um tour, da mesma forma de quando visitamos Ecruteak. Rubie já conhecia a cidade se não me engano ela nasceu aqui e se mudou para Sinnoh, por isso ela sabia onde ficava cada coisa e canto da cidade. Depois de dobrar em algumas esquinas, finalmente avistamos o centro pokemon.
-Olá sejam bem vindos. –Disse a Joy.
Daisy correu se apoiando na bancada do centro. -OIE JOY! Você é parente da Joy de Azalea? -
-Olá pequenina! Não, não. Ela é minha cunhada, esposa do meu irmão.
-Pra mim vocês são todas iguais! –Empurrei Daisy para longe da Joy.
-Não são todas iguais, existem diferenças.
-Existem sim. –Concordou Joy com Rubie.
-Bem, no momento eu quero apenas descansar e amanhã ir até o ginásio. –Rubie me encarou meio confusa.
-Não vai treinar?
-Acho que posso lidar com tipos Normais, por mais fortes que sejam.
-Serio? Não é uma boa ideia.
Todo mundo me diz que passar por Goldenrod seria difícil, me preocupei durante um tempo. Mas se Rogério derrotou o líder, e consigo derrotar Rogério. Acho que posso lidar com esse ginásio de forma tranquila, mesmo que seja difícil.
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