Pokemon Battle Academy
2 Azul como o mar
— Acho que eu me perdi — desesperado, um calouro falava para si mesmo — O dormitório não era para ser aqui? Pelo mapa era só virar à direita e... droga! Errei de novo.
O corpo do jovem rapaz estava tomado de leves hematomas. Em meio ao bosque, ele já havia esbarrada em galhos e tropeçados em pedras, além de ter sido atacado por alguns pokemons selvagens que encontrou em sua travessia. Todo esse perrengue se deve a um único motivo: ao observar o mapa, o treinador acreditou que conseguiria cortar caminho indo pelo bosque. Porém, para aqueles que ainda não estão acostumados com a ilha, uma simples imagem na tela do celular seria impotente diante daquele local.
O calouro então resolver fazer uma pequena pausa. Encostou-se em uma árvore e suspirou. Ele estava desesperado achando que quando encontrasse o dormitório, ou até mesmo qualquer outro local com presença humana, já seria tarde demais e ele iria causar uma péssima impressão a todos por se atrasar no primeiro dia. No entanto, o treinador não conseguiu focar em seus pensamentos pessimistas por muito tempo. Ecoou um som que ele rapidamente reconheceu como batidas de asas. Esse barulho já lhe era familiar, já que o evento a seguir havia acontecido um par de vezes enquanto vagava perdido. Um pokémon selvagem avançou contra ele.
Em um outro local, duas moças seguiam a trilha juntas.
— Ai, Celia, nem acredito que conseguimos vir para cá! — fala, um tanto alvoroçada — eu estou ansiosa para ver quais pokémons vamos encontrar aqui.
— Sim, Isis — a outra treinadora concordou. Diferente da sua companheira, sua voz era consideravelmente tranquila, capaz de acalmar qualquer um que precisasse. Porém, não parecia muito efetivo nessa situação.
— Essa estrada não acaba nunca! Quero chegar logo no dormitório. Não aguento mais ficar andando.
— Calma amiga, nós já estamos chegando.
— Será que meus pokemons vão gostar de viver aqui? Será que eu não vou enjoar desse lugar?
Celia coçou a cabeça enquanto sorria brevemente. Ela já havia se acostumado a lidar com sua amiga, mas isso não queria dizer que era uma tarefa fácil.
Antes que outra palavra pudesse ser pronunciada, os olhos de ambas brilharam ao ouvirem o barulho do mar. Aceleraram o passo, e após algumas árvores, elas conseguiram ver um edifício erguido em meio a areia da praia, com paredes de madeira e era alto o suficiente para comportar três andares. Rapidamente, Isis atravessou adentrou em seu interior. Celia, que estava logo atrás, teve a sua atenção roubada para a mata. Ela notou algo se movendo entre os arbustos, porém não conseguiu identificar o que era. No final, ela acreditou que era algum pokémon selvagem e seguiu a sua amiga.
De volta ao bosque, o calouro criava nossos ferimentos enquanto esbarrava nas árvores enquanto tentava escapar do seu perseguidor. No entanto, ele não foi ágil o suficiente para soltar um tronco e acabou despencando em meio as folhas secas e os cascalhos que cobriam o chão.
Não demorou muito para ele sentir um forte golpe em sua nuca. Inconscientemente, ele virou o seu corpo para a fronte daquela pequena criatura plumada: um Spearow. O pokémon selvagem continuou bicando o jovem que já não tinha forças para reagir.
Sem notar, a mochila que o treinador carregava começou a chacoalhar até um raio vermelho sair do seu interior. Esse raio foi se modificando, até assumir a forma de outra criatura.
— Snover! — o rapaz gritou.
O pokémon também estava bastante machucado, mal conseguindo permanecer de pés; porém, fintava ferozmente o Spearow. Ao entender as suas intenções, o seu treinador enfim o disse:
— Snover, Ice Shard!
O pokémon aproximou suas mãos, formando, emerso ao ar, uma pedra de gelo do tamanho de uma bola de futebol, lançando-a em seguida em seu oponente.
Ao ser atingido, o Spearow caiu inconsciente.
Em algum quarto do segundo andar do dormitório Alpha, as duas moças haviam terminado de guardar os seus pertences no quarto que iriam dividir.
A ilha era naturalmente quente, mas o sol do meio-dia conseguia tornar aquele lugar um paraiso para os pokémons de fogo. Na esperança de que alguma corrente de ar penetre o quarto, Celia foi até a janela e a abriu. Ela notou que dois rapazes, um trajando o uniforme completo do dormitório Alpha e o outro apenas com a calça e uma camisa preta, se aproximavam do edifício. Em seguida, algo roubou a atenção da caloura e dos dois treinadores...
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