Pokémon Pyro Max
464 PPMAX-436: Pôr do sol vermelho, azul e amarelo (6)
— Aqui é Peter Garcia, e eu estou a bordo do navio O Comodoro. O momento é crucial e perigoso, pois o navio foi invadido por um bando criminoso. Aparentemente eles são os mesmos daquela transmissão.
O cinegrafista avisou a Peter que a bateria do celular estava pelo meio. O apresentador segurou o homem pelos ombros e o balançou. Não quis saber de desculpas. Para Peter, um bom furo seria necessário para ele ganhar um prêmio.
— Estamos escondidos. Parece que o Almirante Titanic perdeu a luta. Eles estão carregando o Lugia do almirante para fora do navio. Levarão Lugia para a praia. Filma lá.
O celular filmou pouco depois do navio bater na ilha.
— Que barulho é esse? Oh... Quentin filma o céu, o céu!
Quando o câmera apontou o celular para o céu, viu o escudo ser jogado para fora do navio e cair nas partes mais profundas da ilha.
— Caramba. Aquele era o escudo?
Momentos depois, Peter e Quentin desceram e entraram na ilha. A intenção era seguir a Equipe Neo-Rocket liderada por Proton.
— Sou Peter Garcia e daqui a pouco eu volto para mais notícias.
...
Jason dispensou qualquer ajuda do Elder e resolveu entrar na batalha dupla com dois dos seus pokémons. O Pancham e o Sylveon.
Clamperl e Crawdaunt atacaram com golpes físicos característicos de seus corpos, pois possuíam carapaças bem duras. E isso foi o complicador para a dupla de Jason. Sylveon tentou atacar com as fitas, mas o Clamperl fechava a concha, Pancham usou golpes físicos no Crawdaunt, que se defendia muito bem.
— Crawdaunt, use o Crabhammer!
O crustáceo utilizou a sua pinça como um martelo e foi em direção a Pancham. Sylveon correu e salvou o panda antes dele ser atingido. O impacto do golpe abriu um buraco no assoalho do corredor.
— Essa foi quase — Jason respirou aliviado.
— Vejo que os seus pokémons cooperam entre eles. Você é um ótimo treinador, Jason-kun.
Dalesandra pediu a Clamperl que utilizasse a própria concha para tentar morder os dois adversários.
— Sua idiota. Está me atrapalhando.
— Maninho, você acabou de errar um ataque.
— Você deveria apenas se preocupar com a defesa. Clamperl não é um pokémon ofensivo.
— Calado. Meu Clamperl nunca perdeu uma luta nesse jogo.
Jason percebeu que os irmãos Mangold não eram tão unidos assim. Aproveitando o momento da discussão, mandou Pancham atacar Clamperl.
O pandinha deu uma voadora para cima da pérola. Quando Pancham estava prestes a bater na concha, Clamperl se abriu de repente e Pancham entrou. O bivalve fechou na hora.
— Yancham!!
Dalesandra ordenou Clamperl usar o Iron Defense.
— Seu Pancham morrerá sufocado lá dentro. Não há a menor chance dele sair ileso de dentro.
— Você é burra, garotinha? — Elder Niú zombou.
— O que, seu velhote?
— A parte mais vulnerável do Clamperl é dentro da concha.
Richie chamou a irmã de idiota. Ambos iniciaram uma outra discussão.
De repente, barulhos vieram de dentro da concha. Clamperl se abriu. O corpo interno estava cheio de hematomas dos golpes que levou. E Pancham se sagrou vitorioso.
— Se tivéssemos continuado com a parceria com Bernardo, talvez vencêssemos — disse Richie.
— Ele tá só interessado naquela droga de escudo. Maldita hora que ele o jogou para a ilha.
As palavras de Dalesandra vieram como uma iluminação para Jason. Como assim Bernardo estava com o escudo? E como assim jogou na ilha?
O último confronto foi entre Sylveon e Crawdaunt. Ambos correram e usaram toda a força física. Sylveon foi arranhado e sentiu o golpe. Mas Crawdaunt havia sido nocauteado.
— Quê?!!! — gritou Richie.
— Tá vendo? Você também perdeu.
— Cala a boca, garota. Isso já não é mais um jogo. Vamos pegar a pokédex dele e nos vingar.
Mas Richie sequer viu Jason. O protagonista havia corrido há pouco tempo.
Jason não quis perder tempo com uma luta desnecessária. Com a informação de que o escudo estava na ilha, o mais certo a se fazer era sair do navio. E Elder Niú o acompanhou.
...
O Escudo de Pallas caiu na pequena ilha onde as ruínas do monastério se localizava, uma formação rochosa com cinquenta metros. O objeto caiu num lugar totalmente infestado por pokémons selvagens, por isso Staravia não conseguiu pegar. Além disso, o acesso era difícil, pois os ventos balançavam a ponte velha de tábuas.
O monastério abandonado havia se tornado moradia de alguns pokémons fantasmas e psíquicos. O escudo caiu num salão cheio de Bronzor e Bronzong. Além disso, havia Drifloons e Drifblims voando logo acima das ruínas.
Bernardo corria entre as árvores, com alguns neo-rocket grunts perseguindo-o desde o momento que pôs os pés na ilha. Ele não se preocupou com o fato dos vilões estarem reunidos na praia principal. O intuito era ir pegar o escudo de qualquer jeito.
— Maldito!!
— Vocês acham que me pegam? Eu sou um atleta, afinal.
Tangrowth utilizou as suas vinhas para golpear os perseguidores.
— Não tenho tempo para vocês. Alguém deve ter visto o escudo cair na ilha.
Bernardo pegou uma rota diferente para chegar até o local da queda.
Proton mandou Panthera e Type: Null irem na frente. O capanga e seu pokémon derrotaram um bando de Crabrawlers.
— Mapeiem a ilha — ordenou Proton a um capanga.
O grunt lançou um drone para o alto e fez o objeto criar um mapa digital da ilha.
Arco Dourado possuía um território de aproximadamente 90 quilômetros quadrados. Boa parte era floresta. Também havia montanhas e colinas.
...
Jason e Elder saíram do navio nas costas de Seismitoad. Pegaram o lado da popa, ou seja, o lado oposto àquele que a Neo-Rocket aportaram. Foram nadando para uma parte distante.
— Estou morto — Niú.
— O senhor não devia me seguir — Jason era um surfista nato, por isso foi fácil para ele nadar.
— Não esqueça que preciso parar Baron.
Ambos entraram na floresta. Deram de cara com Zakeh e Del Toro.
— Aonde vão? — disse Zakeh.
— As placas de vocês destruíram. Não estão mais no jogo!
— Engano seu, Jason — Richie surgiu. — Esse é um outro jogo.
— Um jogo que a gente criou — falou Dalesandra.
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