Pokémon Pyro Max

379 PPMAX-351: Ollie e o roubo de artefatos


Atlantique era o distrito com as mais belas praias do país. O local possuía um litoral invejável e um clima seco, meio frio e cheio de vento; o sul era composto por uma vegetação tropical muito parecida com a de Mantisk. Ainda ao norte, a capital Aqualaguna e o maior porto de todo o país. A cidade era sede de empresas pesqueiras, petrolífera e hoteleiras. O ginásio ficava no subsolo de uma petroleira. Mas a maior atração eram os Jogos Olímpicos Oceânicos que ocorriam anualmente.

— Estamos quase em Atlantique, garotada — disse Kayden muito animado. — Não percam a fé. Eu juro que pousarei em segurança.

Jason e Luiza não escondiam as suas preocupações. Charmander dormia nas pernas do garoto.

— Já estamos em Atlantique? — perguntou Victoria.

— Agora sim estamos. No sul.

Kayden era um ex-piloto da força aérea de Mantisk que resolveu se aposentar aos 30. Agora com 35, o homem vivia de dar carona para as pessoas. Sua aparência lembrava a de um punk com um lenço vermelho na cabeça, óculos de aviador e jaqueta preta.

A aeronave começou a balançar mais do que o normal. A situação deixou Kayden bastante preocupado.

— O que foi?

— Não sei. Isso nunca ocorreu, Victoria-chan.

Jason e Luiza se abraçaram e já acreditavam que iam morrer.

— Tem solução?

— No meu radar tem mostrando uma torre de comando a 2 milhas de distância.

Atlantique possuía 3 cidades distintas: duas no sul e a capital ao norte. A que os heróis estavam perto era a cidade de Ollie, distinta por ser produtora de óleos vegetais do país.

Mas Ollie não tinha um litoral, portanto era impossível o avião pousar na água.

— Como vamos descer? — indagou Luiza.

— Vai com calma, garota. Eu tenho tudo sob controle — respondeu Kayden.

A torre de controle pediu para o avião aterrissar na única pista, mas o problema era que não havia trem de pouso na aeronave.

Kayden desceu mesmo assim. Ele apertou o botão, largando as boias do avião e deixando apenas a aeronave sem nada para pousar. Por fim, a parte de baixo da fuselagem encostou na pista. Jason abraçava Pyro com força.

— Estamos vivos — Victoria olhou para Kayden com um rosto incrédulo.

— Sou ou não o melhor no que faço?

A pergunta era: por que deu pane no avião? Kayden não soube responder e avisou que levaria horas para consertar o bimotor.

Jason saiu rapidamente. Charmander acordou tranquilamente e não entendeu o apavoro do seu treinador.

— Não faz drama. Eu também estava pensando que morreria, mas me recuperei — falou Luiza já fora.

Mas a situação não era boa. Kayden realmente não sabia a origem daquele sinal.

— Se fosse só eu aqui, voaria no meu pokémon e iria embora. O que você precisa, Kayden?

— Vicky-chan, tenho que ter uma máquina de solda pra fechar esse rasgo aqui. Também de dois flutuadores novos.

— Flutuadores? Se fosse em Aqualaguna até era fácil de achar, mas nesse interiorzão?

A equipe do aeroporto chegou minutos depois e começou a perguntar. O diretor do local mostrou os aviões de pequeno porte parados próximos ao hangar. Segundo o diretor, muitos aviões quebraram na última semana.

— A polícia ficou encarregada de investigar o ocorrido, mas já passaram dias e nunca mais voltaram.

— Que estranho. Parecia que essa cidadezinha fosse mais pacata — comentou Victoria bastante interessada na história.

— Ollie não é badalada como na capital, mas ainda é um ponto estratégico turístico.

Ao fundo, Kayden gritava para Victoria não se esquecer de comprar a solda e os flutuadores.

Jason respirou e sentiu a brisa daquele lugar. A sensação de calma. Charmander correu.

— Espera, Pyro!

O lagarto correu para dentro do prédio do aeroporto e parou quando ficou ao lado de um guri comendo tteokbokki.

— Perdão. Ele tem esse mau hábito.

— Não importa...

O menino chorava enquanto comia. Jason perguntou o motivo, mas a criança não respondeu. Parecia até que havia se perdido, pois nenhum adulto se aproximou dele.

— Jason, vem logo — falou Luiza.

— O quê?

— Tão pedindo os nossos documentos.

— Tudo tá dentro da minha pokédex.

— Então vem e mostra pra autoridade.

O rapaz segurou Charmander e voltou até o balcão do aeroporto.

O momento na cidade era tenso, haja vista houve muitos crimes nos últimos dias, sobretudo roubos de joias. Portanto, todos que entravam na cidade eram obrigados a mostrar documentos.

...

A verdadeira razão do aumento dos crimes era a presença da Equipe Black em Ollie há uma semana. Remanescentes do grupo de Dark Ling se juntaram ao grupo de Maytsa e resolveram entrar no trabalho criminoso de vender tesouros e artefatos valiosos aos leilões do mercado negro de Aqualaguna. E Ollie era um local cheio de gente que trabalhava com joias ou artigos de luxo como vasos e pinturas.

Dentro de uma fábrica abandonada, Chuck e Gamb eram os responsáveis por supervisionar a chegada de objetos trazidos pelos grunts. Os grunts roubavam e levavam para a fábrica.

— Eu tô cansado pra dedéu — resmungou Gamb, levando um cascudo de Chuck.

— Não vem. Ainda temos muito trabalho pela frente. Não quer levar um apavoro do Jaws, quer?

— Não, Chuck! Mas por que a gente sempre fica com o trabalho pé-rapado? Queria eu virar comandante.

— Vai sonhando, idiota.

Zangoose e Seviper também estavam lá.

Os grunts serviam mais como guardas do local ou como carregadores dos objetos que vinham no caminhão. Mas o trabalho mais árduo ficava com alguns moradores sequestrados.

...

Ainda no aeroporto, Luiza ficou observando a atitude de Jason. Ele parecia preocupado, olhando para os lados.

— Ainda tenho que me preocupar em comprar as peças do avião — comentou Victoria.

— Seria melhor irmos atrás logo disso? — questionou Luiza.

As duas conversavam sem perceber que Jason não estava mais lá. Ambas foram procurar.

Jason e Charmander se aproximaram do guri que antes comia e chorava. Tentou consolar.

— Quantos anos tem, garoto?

— 8.

— Por que tá chorando? Ta perdido?

De repente, a pokédex de Jason começou a flutuar. O objeto saiu voando. Jason e Charmander correram atrás até que viram uma criatura segurar a pokédex. Era um suíno bípede chamado Grumpig.