Pokémon Pyro Max
378 PPMAX-350: Retorno de um rival! Ida para Atlantique
Os preparativos para a partida começaram no outro dia. Pela manhã, Jason teve que decidir escolher quais pokémons usar e quais se despedir.
Charmander era o indispensável; Sylveon continuaria a aventura; Dratini seria o novato; Raticate ganhou a sua ida com o herói; Pancham continuava importante; e aquele que fora capturado por último na Zona do Safári (e que ainda não havia sido escolhido por Jason).
— O nome dele é Seismitoad. Capturá-lo foi fácil. Pena que ele é um tanto preguiçoso — disse Jason ao apresentar o anfíbio.

Nome: Seismitoad
Designação: Pokémon vibração
Número: 537
Tipo: Água/ Terra
Sexo: Macho
Grupo de ovos: água 1
Peso: 65 kg
Altura: 1,50 metro
Razão de gênero: 50% masculino e feminino
Estado: Ataque
Seismitoad estava deitado de lado e dormindo (uma bolha crescia e diminuía do seu nariz).
Jason se despediu dos seus outros pokémons. Aqueles que ficariam: Breloom, Tyrantrum, Tauros e Cofagrigus.
— Eles são muito apegados — comentou Victoria ao ver o irmão abraçar os pokémons.
Luiza perguntou como iriam para Atlantique.
— Tem um avião anfíbio esperando por nós na costa de Cocconut. Como vamos pousar ao lado da plataforma de petróleo de Aqualaguna, não teria motivo de passarmos pelo aeroporto.
— Victoria pensou em tudo — comentou Luiza.
O momento da partida chegou. E Britney se despediu mais uma vez de Victoria. Era doloroso não ter que ficar com a própria irmã. Victoria, porém, prometeu que essa seria a última vez que se separariam.
Despediram-se. Caminharam até o porto e entraram no avião do conhecido de Vicky.
— Apertem os cintos, criançada. Lá em cima há muita turbulência hehe.
— Não assusta eles.
— Meu bem, aposto que eles não querem bater a cabeça no teto quando esse avião balançar. Aliás, ele foi para o conserto semana passada.
— Para com isso, Kayden. Vai logo.
— É pra já! Patroa.
Luiza e Jason ficaram apreensivos atrás.
...
Nesse ínterim, Anthony Yamashida pegou o seu jatinho para ir até Aqualaguna para uma reunião de negócios e ser o fiador dos Jogos Olímpicos Oceânicos. Todos os anos, a PokéBlack era a patrocinadora de 70% do evento, mas sempre Dragon Kwan representava o chefe. Agora, Yamashida preferiu ir pessoalmente.
Durante a sua viagem, viu as notícias sobre o seu pronunciamento no dia anterior. O mercado reagiu com ânimo e o parlamento ficou confuso. O governo recebia um golpe ainda maior quando o ministro da justiça renunciou por escândalo sexual.
Na noite anterior, horas após Yamashida revelar a sua candidatura ao governo...
Mansão Yamashida
— Não asse muito a carne. O senhor Yamashida odeia carne bem passada — Gerson dava ordens para a nova cozinheira.
— Sim, senhor.
A doméstica entrou na cozinha e chamou o mordomo. Era o celular dele que não parava de tocar no quarto para empregados.
Gerson passou para a área dos quartos dos empregados e entrou no maior deles, que era o seu. O seu aparelho tocava dentro da gaveta da cômoda.
— Número desconhecido. Alô?
Uma voz familiar...
— Boa noite, tio.
— Não pode ser. Bernardo! O que faz ligando para mim?
— Sou o teu sobrinho que foi deixado para trás, lembra? Hoje sou um fugitivo que a Equipe Black está caçando desde Woodland.
— O fracasso foi seu. Entrou sabendo dos riscos. Agora o que quer?
— Robert.
— Isso é irrelevante agora. O meu patrão já tem outros planos. Vou desligar...
— Espere! Não quer saber onde Robert está? Eu o vi recentemente.
— Mentiroso!
— Verdade. Sabe... eu passei um tempo em Aqualaguna e pude ver um homem muito parecido ao pai de Jason sendo escoltado pela líder de ginásio daqui.
— Não tem provas.
— Como disse, estava fugindo da Black e acabei atrapalhando algumas negociatas deles no porto da cidade. Daí vi Robert sair de um barco da guarda costeira e ir direto para um carro — Bernardo riu com o silêncio de Gerson. — Ele ainda é importante, né?
— O que você quer?
— Eu era um atleta em ascensão, mas perdi patrocínios e dinheiro. O que quero é poder e grana. Virar um comandante da Black.
— Você é muito novo pra isso. E que loucura é essa?
Bernardo fez alguns blackers de reféns. Greninja havia derrotado todos os grunts. Um blacker estava amordaçado, Bernardo pisava em sua cabeça.
— Um passarinho me contou que recentemente Jason acabou com a raça de dois comandantes. Um deles era até príncipe. Faça a sua escolha. Quero falar com o chefão.
— Impossível. E nunca mais ligue pra mim!
Gerson desligou na cara de Bernardo. Mas as palavras do adolescente o deixaram desconcertado.
Na manhã que Yamashida viajou, Gerson sequer falou com o chefe. O celular do homem estava indisponível. A solução era falar com alguém na empresa. O mordomo pediu ao motorista que o levasse até a PokéBlack.
— Sou o mordomo do senhor Yamashida. Tenho algo a dizer urgente à secretária dele.
Baron surgiu ao lado do mordomo e brincou com a recepcionista. Perguntou sobre o careca ao seu lado e riu.
— Senhor mordomo, não ligue para as piadas desse cafajeste aí. Ele faz parte do conselho. Não parece, mas é alguém próximo do chefe.
— "Cafajeste"? Eu também sou chefe aqui.
— Você é chefe de cantadas baratas — falou a recepcionista em tom jocoso. — Agora tenho trabalho.
Os dois pegaram o elevador.
— Foi mal ter falado da sua falta de capilaridade. Eu brinco mesmo. Mas me conta o que veio tratar com o patrão?
— A secretária dele.
— Ela tá de folga hoje.
— É sobre um assunto que não tem a ver com a empresa...
A porta abriu. Baron puxou Gerson até a sua sala e trancou a porta.
— Não se assuste. Eu sei que o chefe é o GodFather da Equipe Black — Gerson teve uma surpresa. — Pode falar a mim.
Gerson deu o braço a torcer e contou a informação sobre Robert.
— Quis contar ao Sr. Yamashida, mas ele não atende nenhuma ligação.
— Fez bem em contar pra mim. Falarei com o chefe em breve.
Baron praticamente expulsou Gerson da sua sala.
O pai de Jason estava em Aqualaguna. Significava que o Jason estaria a qualquer momento lá.
— Que fato notável. Jason vai fazer um trabalhinho sujo para mim.
O que Baron planejava?
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