Poisoned
4 Confused
Notas iniciais
Jéssica diz: As vadias então na área!!
Larissa diz: Bem, não sei como voces tão de ansiedade, mas não pretendemos de orar muito aqui hoje...
Jéssica diz: Isso, e eu sei também que vocês provavelmente estão esperando que a Carol faça as notas nesse cap (o que era o certo), mas nao vai rolar...
Larissa diz: Ah é por que ela e a Fernanda estão rendo um ADP ali....
Jéssica diz: Ou algo pior, não sei explicar.... Mas é que elas receberam um noticia um tanto.... Nao sei uma palavra... Ajuda ai Lare...
Larissa diz: Lastimável?
Jéssica diz: Isso, lastimável, é que quinta feira eu viu uma foto no face( maldito facebook) e a Valary tá grávida ¬¬
Larissa diz: E tá mesmo! Até no deathbat news já tem, mas é a mesma foto sempre... O que se pode duvidar não é?
Jéssica diz:Tá eu não tinha visto essa foto antes.... E depois a criança ta quase saltando para fora... Ela deve estar de uns seis meses se for verdade.
Larissa diz: Que se foda... Porra, o que a gente pode fazer?
Jéssica diz: Mas enfim... Para quem queria um cap pequeno...
Larissa diz: Finalmente ela chegou... E é dedicado a Hanna que recomendou a fic... E porra deixa eu ver aqui! A Fernanda recomendou??? Essa guria tem problemas...
Fernanda diz: Meu maior problema tá na barriga da valary! Aquela vaca!
Janis diz: Fernanda fica calma! E Caroline larga essa barra de chocolate, já é a quarta que você come sozinha.
Jéssica diz: Ai Meus Deus!
Larissa diz: Já tão sacando com que tá nossa vida aqui né?
Caroline diz: AAAAH!!! ELA NAO PODE TA GRAVIDA!!!!( Caroline grita com a boca cheia de chocolate)
Jéssica diz: Acho melhor a gente ficando por aqui neh Lare?
Larissa diz: pois é....
Jéssica diz: Boa leitura Bitch!
Jéssica Pov’s On – Ensaio Lethal Poison
Duas semanas já haviam se passado desde o show e esse era o assunto principal na nossa casa. Só não falávamos nisso quando a Carol estava junto, ela ainda estava muito perturbada com o beijo que o Shadows dera na Fer. Mas os momentos que ela estava com a gente eram poucos. Quando não estava trabalhando ficava trancada no quarto ou no estúdio, nesses poucos momentos nós normalmente estávamos ensaiando, então não sobrava tempo pra falar sobre nossas fantasias com os Avengers.
Caroline estava alheia e isso já estava irritando todas nós. A Fer sofria por que era sua melhor amiga e não conseguia conversar com a garota. Janis dizia que era drama, todas nós sabíamos que a Fernanda não tinha culpa alguma do que acontecera, mas a Larissa insistia em dizer que ela estava puta porque a Fer não a chamara pra ir ao backstage com ela, e também por que se negava a contar o que acontecera lá.
- Jéssica? – Lare perguntou quando viu que eu tinha parado de tocar para observar como a Carol tocava sem impor sentimento a música.
- Ah foi mal! – falei balançando a cabeça e saí do meu devaneio. Recomeçamos a musica, mas a Carol começou fora do tempo.
- Mas que droga! Dá pra vocês cooperarem? – Fernanda explodiu. – Carol é a terceira vez que você sai do ritmo. – ralhou.
- Desculpa senhora perfeita! – murmurou ela e a vocalista revirou os olhos, mas deixou quieto e pediu que recomeçássemos novamente a musica.
Estávamos empolgadas tocando nossa primeira musica própria, não tínhamos decidido o nome ainda, mas era uma critica religiosa e a Fernanda colocou toda sua criatividade para fora ao escrevê-la.
Gritava no começo da musica e no final do refrão, depois acariciava com sua voz límpida e suave durante as estrofes. A melodia era pesada e abateria continha sequencias rápidas e precisas, coordenadas com os reefs combinados da minha guitarra com o solo rápido e elegíaco da guitarra de Carol. Janis apoiava com o baixo ligeiro e trabalhado, dávamos o nosso todo no nosso primeiro single. O que nos incentivava era o otimismo das meninas e a exigência da Fer. Ela cobrava que nos empenhássemos.
Deixe-me explicar: Não tínhamos uma líder, mas a Fer sempre tomava as frentes e agilizava os ensaios. Antes do show do Avenged quem fazia tudo isso era a Cacau, mas ela se desanimou e quem tomou as rédeas foi a Fer, ela era muito ambiciosa, apostava qualquer coisa para conseguir o que queria.
Quando terminamos de tocar ela deu um sorriso contagiante e todas nós gritamos, até a Caroline se permitiu um sorriso.
- OK. Vamos de novo. Dessa vez quero todas colocando muito sentimento em seus instrumentos.
- Isso ae!!! – Lare gritou batendo em todos os tambores de sua bateria freneticamente, depois abriu os braços fazendo um barulho escroto com a boca. – YEAH THIS IS ROCK N’ ROLL!!! – gritou com uma voz de gralha.
Todas nós gargalhamos com aquela espontaneidade.
Eu e a Carol começamos a intro acompanhada pela bateria veloz da Lare, Janis entrou depois com seu baixo poderoso, então quando nos empolgamos a Fer gritou:
PARE!
Paramos e apenas um ruído de vento que fora gravado continuou.
Tudo o que você gosta...
Ela disse em um sussurro.
FAÇA!
Gritou novamente e nós recomeçamos o solo, agora muito mais pesado.
Tudo o que você detesta...
Continuamos a música empolgadamente.
Quando estávamos na melhor parte da música a luz simplesmente caiu. A Fernanda gritou um “porra” tão alto que eu quase derrubei minha guitarra no chão. Ela saiu do pequeno estúdio e foi até a caixa de luz, ligou e desligou umas cinco vezes depois desistiu quando a luz não voltou. Perguntamos aos vizinhos se eles também estavam sem luz, eles responderam que não.
- Carooool! – a Fer veio gritando pra dentro de casa. – Por acaso você pagou as ultimas duas contas de luz?
A guitarrista contorceu a cara.
- Não. Eu bebi. – disse mal humorada.
- Porra Caroline! – gritamos em uníssono.
- Ah gente foi mal, eu esqueci. – disse forçando um sorriso.
- Sério Carol, assim não dá. Ou você toma jeito, ou... Véi ta tudo errado nessa porra! EU rejeitei um convite pra tocar num bar por que você não ta legal... – a Fer falou indignada. E Bateu palmas.- Acorda, o futuro da Lethal Poison... Só depende de nós, a gente tem se unir e fazer as coisas certas e MAIS IMPORTANTE temos que ter responsabilidade. – Ralhou. É, ela realmente servia pra ser líder. Sempre botava ordem no barraco.
- Ah tá! Agora eu que sou a irresponsável? – Carol murmurou.
- Ela não disse isso. – retruquei. – Mas a gente tem focar e levar isso a sério. Carol, você é nossa solista e solistas são difíceis de encontrar, com qualidade como você, mais ainda... Além de tudo você é nossa amiga não podemos simplesmente te trocar por outro, não queremos também...
- Então vocês pensam sobre o assunto? – perguntou com as sobrancelhas levantadas.
- É claro que não! – Lare entrou na discussão. – Por isso mesmo. A gente não quer ter que tirar você...
- Então eu sou o problema? – Carol falou com um sorriso afetado, como se quisesse que a gente falasse aquilo.
- Ai Carol, não complica. Você não é o problema, só que você ta muito desligada ultimamente e a gente tem tentado respeitar seu momento, mas já indo longe demais, agora sua crise de sei lá... Já ta prejudicando a gente também. – Janis explodiu.
Ela suspirou e começou a chorar.
- Ah gente... Foi mal... Eu... Eu... – Carol disse com a voz entrecortada. – eu não to bem.
- Ah vá? – A Fer disse cruzando os braços. – Pensei que fosse impressão minha.
- Cala a boca Fernanda! – gritou Caroline e a vocalista riu.
- Carolzinha! — bateu palmas depois colocou as mãos no próprio rosto sorrindo sarcasticamente. – Não sei se você percebeu mais ninguém mais agüenta esse seu drama. Isso ainda pode acabar com a banda porra!
- Ah por que você não pensou nisso antes de me trair? – perguntou semicerrando os olhos.
- Ai, ó... Nem falo nada! – A Fernanda deu as costas e saiu do estúdio batendo a porta.
- Ela sabe que ta errada. – murmurou Caroline. Eu sentei ao sei lado em cima de uma caixa de som e coloquei uma mão em seu ombro.
- Carol, não é por nada. A gente entende que você tenha ficado chateada com o que aconteceu no show, mas você tem que pensar por um lado, se vocês duas tivessem subido lá e ido no backstage, ele não teria ficado com nenhuma das duas. E foi uma vez só, eles nunca mais vão se ver... – falei.
Ela começou a chorar copiosamente.
- Mas a Lethal vai crescer e...
- Vai... – Janis se abaixou na frente dela apoiando uma mão em seu joelho. – Mas pra ela crescer precisamos de você e você não pode demonstrar fraqueza pros nossos fãs. Então se nos encontrarmos de novo com eles, vocês já terão superado isso.
- E outra coisa, aquilo foi um resvalo do Shadows, ele é a casado ou era... – Lare lembrou.
- Ainda tem aquela vadia clone. – grunhiu Carol. Nós rimos.
- Hey Carol... – levantei e olhei pra ela sorrindo. – Você é mais forte que isso.
Matt Pov’s On – volta pro EUA
Faltavam ainda algumas horas para pousarmos nos Estados Unidos depois de um longo e cansativo ano.
Jimmy estava roncando no meu ombro enquanto eu observava a paisagem sem nenhum entusiasmo. As mesmas ruas, as mesmas construções com as mesmas cores, nada mudara. Mesmo assim, tudo parecia diferente.
Talvez estivesse mesmo tudo diferente, por que os meus olhos agora estavam diferentes, eu havia mudado em algum ponto daquela turnê, em algum momento algo tinha cruzado minha vida e me feito mudar. Ao mesmo tempo em que eu sabia o que me mudara eu não queria acreditar na verdade.
Já era noite e todos dormiam no avião, apenas eu não tinha conseguido pregar os olhos.
Dei um suspiro e me ajeitei no banco do avião fazendo Jimmy acordar. Balancei a cabeça para espantar a imagem do rosto dela e tentei me concentrar nas luzes que passavam pela pequena janela.
- Véi, sonhei com uns patos gigantes... – começou Jimmy grogue de sono. – Eles corriam atrás de mim gritando: “olhe um humano nanico...” Eu não sou nanico véi... – grunhiu com uma voz chorosa.
Dei uma risada sem humor – Cara, volta a dormir vai... – Rev se ajeitou no banco e me encarou preocupado.
- Matthew?
- Hum? – Grunhi ainda olhando para fora.
- Você ta estranho mano! – disse Jimmy com um suspiro. Ele levantou e buscou duas garrafas de Heineken entregando uma a mim. – Vamos, desembuche senhor Sanders. – disse divertido e sentou-se novamente.
Abri a garrafa violentamente com os dentes. – Eu não to estranho. Só estou... É eu to estranho. – assumi por fim sem tirar os olhos da janela e dei um gole na cerveja.
Ele riu pelo nariz e balançou a cabeça negativamente. –Matt tantos anos de convivência comigo ainda não aprendeu que eu te conheço melhor do que você mesmo? – Ele bebeu um gole de sua Heineken arrotando em seguida. – Problemas emocionais Matt?
Virei o rosto lentamente para Jimmy com uma expressão febril – Velho, cale a boca. E fale baixo, vai acordar os outros desse jeito. – murmurei e voltei a observar as luzes da cidade lá em baixo.
- MAAAAATT! – ele deu um berro em meio uma gargalhada e se jogou em meu colo quase me fazendo derrubar toda a cerveja.
- Tá ficando fraco pro álcool James? – perguntei tentando empurrá-lo de cima de mim.
- Nunca! – disse ele levantando e batendo a mão no peito. –Sou fiel ao que me faz viver, nunca me renderia a ele. – disse sorrindo. – E se eu to fraco pra bebida você ta fraco também...
- To fraco a o que caralho? Dois goles de Heineken e você já está nesse estado... – falei com uma nota de irritação na voz. – Porque você não toma sua cerveja e deixa pra falar comigo quando decidir parar de falar sobre mim?
- Mattzinho eu não to bêbado e você já deveria saber disso. – então disparou a falar. – Eu to querendo saber o que aconteceu contigo caralho! Desde que saímos do Brasil você ta desse jeito. Todo quietão e arrogante, isso não combina contigo véi. Deixa isso pro porpeta ali. – disse ele apontando para o Zacky esparramado no banco ao nosso lado. Jimmy se virou pra mim e colocou a mão em meu ombro. – Sabe que pode contar comigo né? – perguntou sorrindo.
- Eu sei, eu sei, valeu Jimmy. Cara, eu não sei o que há comigo... –murmurei passando as mãos no rosto e nos cabelos, depois encarei-o como se procurasse uma resposta em seus olhos.
Ele suspirou – Matt eu posso estar errado, mas por um acaso... er... – ele olhou para os lados como se procurasse as palavras. – Posso te perguntar uma coisa? –perguntou por fim.
Eu dei um meio sorriso e um meneio de cabeça. – Claro... – quase sussurrei.
- Você sabe o que eu estou prestes a perguntar não é? – ele sorriu forçadamente e eu franzi o cenho. – Não prefere uma conversa do que um interrogatório, Matt?
- Não sei do que está falando Jimmy. Além disso, às vezes perguntas nos fazem pensar e ajudam a clarear as idéias. – falei meio sem jeito.
- Apesar de tudo continua sendo o mesmo bobão sentimental – ele riu baixinho. – Bom... – ele suspirou. – O motivo da sua estranheza por acaso foi aquilo que você fez no Brasil? Digo, por que fez aquilo, por que beijou aquela garota a... A...?
- A Fernanda. Cara você acha que eu sei?! – perguntei balançando a cabeça. – Aquela garota, sei lá... Desde que a vi na rua, senti uma coisa estranha...
- Ah ta parou, parou... Não vem de viadisse de novo igual você ficou quando terminou com a Valary. – falou me dando um soco no braço.
- Não cara, é sério, sei lá... – falei rindo pelo nariz. – Faz parte de mim isso cara, você sabe, eu não tenho controle.
- Ainhaim Matt! Mas confessa que aquela indiferença dela te deixou com a calça apertada? – perguntou sorrindo torto.
- Foi isso que mais me chamou atenção. – falei com um suspiro.
Notas finais
Larissa diz: eu gostei!
Jéssica diz: Claro que gostou!
Larissa diz: Mas enfim... Merecemos reviews?
Jéssica diz: Ou deixem algumas palavras de consolo para as duas que estão chorando aqui!!
Larissa diz: É acho que elas tão precisando mesmo!
Jéssica diz: Então é isso Avengers!
Fernanda diz: É Poison!!
Larissa diz: ah vai se foder Fer... Fica aí com seu momento emo com a Caroline.
Caroline diz: Eu não to emo!
Janis diz: Não, só ta se entupindo de chocolate.
Jéssica diz: Yeah! Até o próximo.
Larissa diz: Deixem reviews
Fale com o autor