Enquanto estamos sentados a mesa, há apenas duas coisas entre nós, meu orgulho e o seu silêncio. A medida que observamos as crianças inocentes brincarem lá fora, sinto um leve cheiro de álcool, mas prefiro ter o benefício da dúvida. Em pleno êxtase, nossas imperfeições são tudo que ainda nos resta, e nossos vícios, tudo que nos destroi. Não sei ao certo o momento exato em que fomos corrompidos, só sei que meu tédio e seu sarcasmo formam uma combinação oposta, porém extremamente excitante.

Obs: Mais um dedicado a última pessoa que namorei, mas esse é um dos poucos que não chegam a ser românticos.