Sentada em meio a tanto contraste, percebo que há algo que torna todos nós tão iguais. À medida que me distâncio mais da origem, a cada passo, ao mesmo tempo reencontro-a, transformando-me lentamente na voz da sua consciência. Nossos lábios se tocam, por um momento que parece tão eterno, enquanto as mentes tornam-se apenas uma, só me pergunto, como alguém pode amar olhos tão vazios em toda sua profundidade tímida, muda, imutável? Mas você vê algo de atraente na solidão, eu também vejo, porém esqueci meus motivos, e muito mais que o tempo fez questão de apagar como folhas soltas ao vento.