Ouço o barulho dos carros passando lá embaixo, vejo um avião indo em direção a lua, ele corta as nuvens ao seu redor, fazendo com que pareçam extremamente frágeis. Agora avisto uma dama solitária andando na calçada, seu vestido longo visivelmente caro não esconde toda a dor. Pois existem certas coisas que podemos ver até mesmo de longe, nem são os olhos que nos transmitem, mas sim a alma. Sempre me espreito pelo corredor à noite, para que ninguém ouça meus passos, o barulho do relógio soa ainda mais irritante a cada tique-taque, mas o som da goteira na pia, batendo no prato, soa como poesia para meus ouvidos.

Notas finais
Esse foi um texto bem elogiado, e é o último por enquanto. Talvez eu poste mais hoje a noite, mas não tenho certeza já que é aniversário da minha noiva.