Notas iniciais
O que eu falo? Bom, as coisas ainda não ficaram tensas, mas é aqui que as coisas vão ficar tensas. Sem contar que tem uma grande dica sobre o que vai acontecer.

“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.” William Shakespeare.

Naquela manhã Aoi sentia dor por todo seu corpo, não sabia exatamente por que, mas logo ao abrir os olhos percebeu o que havia causado sua dor e mal estar. Do chão onde ele estava deitado podia ver as garrafas vazias encima da mesa e aos pés de um dos sofás Reita e Ruki estavam deitados, ambos completamente despidos um aninhado ao outro. Assim que pode firmar suas vistas percebeu a própria nudez e assustado cobriu as partes intimas com ambas as mãos olhando em volta em busca de suas roupas. Pra sua surpresa assim como não conseguiu achar suas roupas também não encontrou Uruha em nenhum lugar na sala, de fininho ele se levantou e caminhou em direção ao quarto, enquanto seguia o caminho para o quarto pode ouvir o barulho de agua no banheiro e um cantarolar baixo, instintivamente ele parou e abriu a porta, Uruha estava lá tomando banho.

-Pode me dizer o que aconteceu? Não me lembro de nada. –Aoi disse segurando a cabeça que doía muito, Uruha parecia muito bem o que espantava Aoi bastante. –Além disso, tudo em mim dói.

-Que dó. –Uruha deu uma rizada e esticou os braços na direção de Aoi o chamando, Aoi foi até ele e o mesmo lhe deu espaço dentro da banheira. – Se tudo em você dói imagine em mim?

-Não parece estar com dor. – Aoi disse fechando os olhos ao sentir Uruha molhar seus cabelos. –Por favor, me diz que o que aconteceu foi um furacão que passou e levou nossas roupas.

-Sinto muito, mas não foi isso. –Uruha disse e então desviou o olhar. – O que aconteceu foi que...

-Que o que?

-Foi algo tenso Aoi. –Uruha disse e pegou a mão de Aoi. – Nós participamos da nossa primeira orgia.

-Oh deus!-Aoi exclamou e cobriu o rosto. –Eu não fiz isso!

-Fez sim, e não foi só você que fez. –Uruha disse e então soltou a mão de Aoi cruzando os braços e fazendo bico, fingindo estar chateado. –Inclusive você fez com ele.

-Quê?!-Aoi exclamou com espanto. –Com quem?

-O Ruki horas, o Akira tentou te comer, mas eu não deixei. –Uruha em tom de falsa braveza. –Afinal eu tenho que ser seu primeiro em tudo.

-E agora? Como vou encarar meus amigos?- Aoi disse e então aporta do banheiro se abriu e Reita entrou por ela.

-E ai pombinhos? –Ele disse e caminhou até a privada levantando a tampa dela.

-Hey!! Como vai entrando assim desse jeito? –Aoi disse bravo tentando se cobrir, o que não fazia diferença por que de onde Reita estava não dava pra ver nada.

-Cá entre nós, eu já vi isso ai e não tem novidade nenhuma, e vocês estavam demorando de mais. Eu queria urinar. – Reita disse começando a urinar fazendo Aoi e Uruha virarem o rosto e Uruha soltar uma rizada baixa.

-Mas tinha que andar pelado por ai? Já penso se minha mãe resolvesse vir aqui?

-O Ruki tá procurando nossas roupas. Parece que elas sumiram tudo mesmo, não tem nem vestígios delas. E sua mãe é mais esperta do que pensa Aoi, agora que é um homem “casado” ela com certeza vai ligar antes de vir, além disso, ainda chove e ela não ia deixar o conforto da casa dela pra vir aqui se ela pode muito bem ligar se for necessário.

-É verdade não vi nem vestígios das roupas eu posso saber de tudo que aconteceu ontem a noite, mas o que aconteceu com as roupas eu não sei.- Uruha disse pensativo. – Ah, e a segunda parte também é verdade Aoi, sua mãe não é boba e ela ligou mesmo, foi isso que me acordou. Ela queria saber se estava tudo bem aqui e se eu estava cuidando de você.

-Não posso negar que quando acordei não vi minhas roupas mesmo não, será que agente jogo deixou elas em algum lugar?

-Na sala não tá. –Ruki disse entrando no banheiro

-Nossa! Agora virou reunião no banheiro? –Aoi disse ao levar um susto com Ruki entrando.

-Eu ia perguntar isso mesmo. O Reita veio e não voltava mais, então eu vim atrás. –Ruki se justificou parecendo estar muito a vontade sem roupas. –Agente tem que achar nossas roupas, se não como vamos voltar? E aquela era minha cueca favorita. –Ruki disse batendo o pé no chão.

-Agente vai dar um jeito nisso. –Aoi disse puxando a toalha e se levantando, se enrolando nela rapidamente, em seguida pegou a toalha de Uruha e a abriu, Uruha se levantou deixando que Aoi o cobrisse com a toalha. –Vocês podem tomar banho, agente vai se trocar e em seguida procuramos a roupa de vocês.

-Vou pegar toalhas secas. –Uruha disse saindo do banheiro.

-E eu vou arrumar alguma coisa pra vocês vestirem. –Aoi disse e saiu logo em seguida, ambos caminharam para o quarto. Ao chegar ao quarto Aoi jogou a toalha na cama e foi em direção ao guarda roupas abrindo a gaveta de cuecas. Uruha o observava e então foi até ele o abraçando por trás.

-Meu namorado consegue lidar muito bem com um dia pós-orgia. –Uruha disse dando um risinho enquanto dava um beijo no pescoço de Aoi e o soltava indo até a parte do guarda roupas onde ficavam suas coisas.

-Eu só quero não tocar no assunto, e as roupas sumirem ajudou um pouco a fugir do assunto. Foi você que pegou? –Aoi disse colocando a cueca.

-Não foi, sério. Quando acordei já tinham sumido. O que é bem estranho... –Uruha disse de forma pensativa jogando a toalha encima da cama. Ficou um tempo pensando ainda sem roupa atraindo a atenção de Aoi pra seu corpo. Havia alguns chupões, marcas de dedos em suas coxas e cintura.

-O que?

-Eu lembro-me de tudo, nunca fui de ter coma alcoólico. E lembro-me de nossas roupas estarem do lado do sofá no exato lugar onde a jogamos um pouco antes de pegar no sono. –Uruha disse e abriu a gaveta, pegou a cueca, mas não a vestiu e a jogou sobre a cama e então pegou suas roupas as jogando também na cama.

-Então as roupas estavam lá quando fomos dormir? –Aoi perguntou o olhando, Uruha foi até a cama ficando de costas pra Aoi dando a ele uma boa visão de seu bumbum. Aoi não pode evitar olhar e nem mesmo deixar de perceber a marca de chupão no bumbum dele.

-Estavam sim, se elas sumiram um de nós levantamos enquanto os outros estavam dormindo e sumiu com as roupas. Ou um de nós tem um sério caso de sonambulismo. –Uruha disse se abaixando e pegando a cueca e olhando Aoi por sobre os ombros. –O que foi?

-Tem uma marca na sua bunda. –Aoi disse sem jeito e desviou o olhar, pegando sua calça e a vestindo.

-Foi você que fez. — Uruha disse e deu uma rizada. –Teve uma hora que você não quis nem largar ela.

-Ninguém mandou ter uma bunda dessas. –Aoi disse terminando de vestir a camisa. –Mas então, acha que foi alguém que pegou? Mas por que?

-Eu não sei, mas se foi alguém foi algum dos dois. Não foi eu que peguei e não acho que tenha sido você.

~~’’~~’’~~’’~~’’~~’’~~

Algumas horas antes...
O dia mal havia começado Kai mesmo com a chuva abundante lá fora acordou cedo e ao abrir o armário percebeu que a ração de sua gata havia acabado.

-E agora Yuna? O que vou dar pra você comer. –A gata branca roçava entre as pernas de Kai miando enquanto o olhava. A gata tinha heterocromia, um de seus olhos era azul e o outro verde, o que motivou Kai de colocar seu nome de Yuna. Mesmo sem entender o que a gata queria Kai abriu a geladeira em busca do litro de leite.

-Desculpa gatinha, mas o leite acabou. –Kai disse pegando Yuna em seu colo. –Mas eu vou ver se alguém tem um pouco pra me emprestar. –Kai carregou a gata até a sala de seu apartamento e a colocou no sofá, em seguida pegou suas chaves e saiu.

Ruki morava no mesmo andar que o seu e então foi até seu apartamento, no entanto quando tocou sua campainha ninguém atendeu, então decidiu ir ao apartamento de Reita já que Ruki não estava em casa e poderia muito bem estar na casa do outro. Kai desceu para o andar onde Reita e Aoi moravam e foi ao apartamento de Reita e então Reita também não atendeu a porta.

-Eu ein, tão cedo. Será que eles conseguiram arrumar um emprego e já saíram. –Kai dizia a si mesmo caminhando em direção ao apartamento de Aoi, se Aoi não estivesse lá Uruha provavelmente estaria pois ele havia largado o emprego e ainda estava em busca de outro. Kai tocou a campainha algumas vezes e pra sua surpresa ninguém atendeu.

-Se é assim vou ver se compro em algum lugar. –Kai disse desanimado por ter que enfrentar a chuva tão cedo e então se virou rodando as chaves nos dedos. –Espera ai! –Kai disse se lembrando das vezes em que Ruki havia roubado a chave reserva que Aoi sempre deixava pra mãe. Ele procurou pela chave e então a achou, ao coloca-la na porta percebeu que a mesma não estava trancada.

-Que descuidado, sai sem trancar a porta. –Kai disse e então entrou no apartamento. Estava escuro, mas não quis acender as luzes, alguém poderia ver e achar que ele estava invadindo. Se bem que era exatamente o que estava fazendo.

Kai passou pela sala sem nem mesmo perceber Aoi, Uruha, Reita e Ruki dormindo na sala pois os 4 estavam no chão, mas quando voltou da cozinha com o leite em mão tropeçou em alguma coisa o que chamou sua atenção pra baixo.

-Caramba! –Kai disse e então abafou seu susto com as mãos, vendo os 4 dormindo no chão, a coisa na qual havia tropeçado era um montinhos de roupas emboladas. –Esses pervertidos não tem jeito mesmo. –Kai disse baixinho prendendo o riso e foi ai que teve uma ideia.

-Vou deixar Reita e Ruki sem roupas. –Kai disse prendendo mais uma vez um riso. –Só que vou ter que roubar as roupas de Aoi e Uruha pra eles não desconfiar. –Kai pegou uma camisa que estava no chão e então enrolou o montinho de roupas com ela e tornou a sair do apartamento, voltando pra seu próprio apartamento com o leite pra sua gata.

~~’’~~’’~~’’~~’’~~’’~~

Horas mais tarde...

-Desisto, não consigo achar nada de nossas roupas. –Ruki disse se sentando emburrado no sofá se levantando imediatamente ao lembrar-se do que aconteceu ali.

-Eu também, não me lembro delas terem sumido. A ultima vez que vi elas estavam ali. –Reita apontou para o lado do sofá onde Ruki havia se sentado. Uruha estava ajudando Aoi a pegar as garrafas sobre a mesa e os copos e então olhou os dois, ainda um pouco desconfiado.

-Também me lembro delas ali. Só não sei como roupas saem por ai no meio da noite. –Uruha disse e então foi com Aoi para a cozinha levando as garrafas e copos.

-Eu também não sei como. –Reita gritou olhando Uruha ir para a cozinha junto de Aoi.

-Tá bom, eu acho melhor agente olhar lá fora. –Aoi disse ao voltar.

-Eu vou lá dar uma olhada Yuu. –Uruha disse sem perceber e então pegou um casaco e saiu do apartamento. Aoi não disse nada apenas o acompanhou com os olhos até que ele saísse do apartamento.

-Eu acho muito estranho quando ele me chama assim. – Aoi disse olhando Reita que agora estava sentado em um dos braços do sofá e Ruki que estava praticamente no colo de Reita.

-Você é estranho sabia? Esse é seu nome, sua mãe te chama assim. –Reita disse abraçando Ruki pela cintura.

-Eu sei, mas quando ele me chama assim eu sinto medo, não sei por que. Acho que isso só vai passar quando eu lembrar do que aconteceu.

-Do que aconteceu? Como assim?-Ruki disse o olhando.

-Alguma coisa aconteceu, agente se conhecia e alguma coisa aconteceu e me fez esquecer dele.

-Vai ver era por que eram muito novos ainda. –Ruki disse.

-Não, não é por isso. Eu tinha 12 anos, eu devia me lembrar. Lembro-me de um bando de coisas, mas não me lembro dele nem do que aconteceu. Perguntei minha mãe, mas ela não soube me dizer.

-Dizer o que Aoi? –Uruha disse entrando meio encolhido por causa do frio que sentia por seu casaco estar molhado.

-O que aconteceu quando éramos criança. –Disse indo até Uruha e o ajudando a tirar o casaco molhado.

-Ainda com isso Yuu? Devia deixar isso de lado, se não lembra se não é pra ser lembrado. –Uruha disse parecendo um pouco nervoso. –Parece que não tá lá embaixo também, eu olhei no rumo de todas as janelas e pelo jeito agente não jogou a roupa pela janela.

-Elas sumiram magicamente então. –Reita disse.

-Eu quero minhas roupas. –Ruki disse batendo o pé no chão e fazendo bico. –Eu estou me sentindo muito Aoi com essas roupas.

-O que é? Agora vai reclamar das minhas roupas?

-Não, só queria as minhas de volta. Relaxa, não estou falando que se veste mal ou coisa assim.

-Tá bom. Eu também perdi minhas roupas, sei como se sente. –Aoi disse.

-Vocês reclamam, mas olha meu caso. Já nem tenho muitas roupas e ainda me some essas. –Uruha disse indignado dando um espirro em seguida.

-É verdade, já nem tem roupas né senhor coxas, e as poucas que tem ainda faltam pano. –Ruki disse e antes que Uruha pudesse chiar Reita deu um beliscão no braço de Ruki. –Ittai... O que foi?

-Para de olhar as coxas dele! –Reita disse franzindo o cenho.

-Como vou olhar as coxas dele se ele tá de calça seu doido! –Ruki disse esfregando o braço.

-Relaxa Reita, se ele olhar pras coxas do Uruha eu mesmo dou um jeito nele. – Aoi disse tentando produzir sua melhor expressão assustadora. –Mas então, aceitam café?

-Não, você vai por veneno. –Ruki disse olhando desconfiado.

-Poison! –Reita disse apontando Uruha.

-Não vou por veneno, muito menos o Uruha. –Aoi disse puxando Uruha com ele para a cozinha. –Venham, vamos tomar café.

-Vamos! –Reita e Ruki disseram ao mesmo tempo e os seguiram até a cozinha. Reita e Ruki foram logo se sentando um ao lado do outro, Uruha colocou a xicara sobre a mesa e então se sentou também esperando Aoi fazer o café.

-Isso é tão familiar. –Aoi disse se virando. –Parece o dia que conheci o Uruha, quando liguei pra minha mãe pra desfazer meu casamento.

-É verdade, só que não estávamos tomando café e o Kai dormia no sofá. –Uruha disse e então Aoi serviu café a ele e aos demais.

-É verdade, imagina como seria se tivesse casado aquele dia Aoi? Eu salvei sua vida. –Ruki disse e todos o olharam sem entender. –O que foi? É verdade, se eu não tivesse ligado pra agencia de streeper o senhor coxas não teria vindo pra cá e feito Aoi tomar coragem com o poder de suas coxas.

-É verdade, agente não conseguiu fazer isso, e tudo que teríamos feito aquele dia seria se embebedar, falar coisas idiotas, e agarrar o Ruki. –Reita disse e então completou. –A parte de agarrar o Ruki só eu faria, eu já planejava isso faz tempo.

-É verdade, obrigado Ruki. –Aoi disse rindo. –Mas você só fez isso por causa daquele papel que agarrou em mim. O papel teve sua parte em minha salvação.

-É verdade, o papel com aquelas coxas. –Ruki disse e então levou um chute triplo por baixo da mesa. –Aii! Essa doeu viu? Vai ficar roxo.

-Do jeito que fala parece que tenho só coxas. –Uruha disse bravo.

-E para de falar das coxas do meu namorado assim. –Aoi disse também bravo.

-E para de ficar querendo as coxas de outro. –Reita disse entrando no jogo, Ruki fez bico olhando pra dentro da xicara de café.

-Desculpa gente. –Ruki permaneceu olhando a xicara com cara de cão que caiu da mudança.

-Tudo bem amor, eu estava brincando. –Reita disse puxando a cadeira de Ruki pra junto a sua o abraçando.

-Agente também, nem ligo quando falam das minhas coxas. Já ganhei muito dinheiro com elas. –Uruha disse.

-É brincadeira, como se eu ligasse de falarem que meu namorado tem coxas bonitas. É não é só as coxas. –Aoi disse.

-Agente sabe. –Reita e Ruki disseram juntos enquanto se abraçavam.

-O quê? –Aoi disse espantado e Uruha corou.

-Relaxa, você acabou de dizer que não ligava. –Reita disse dando uma mordida na bochecha de Ruki que apertava os olhos no exato momento.

-Além disso, depois do que aconteceu seria estranho agente não saber. E você tem uma bela bunda. –Ruki disse se encolhendo nos braços de Reita como se esperasse que o mesmo lhe repreendesse, mas pra sua surpresa não foi o que aconteceu.

-É verdade, bela bunda. Pena que o seu maridinho ai monopolizou ela. –Reita disse e agora Aoi que estava corado.

-Dá pra parar de falar da minha bunda? Sério, tive sorte de ele resolver monopolizar minha bunda.

-Teve mesmo, eu estou com dor até agora, e só estou conseguindo sentar por que engordei o traseiro esses dias. –Ruki disse.

-Eu também estou acabado nessa região. –Uruha disse, Aoi não sabia o que fazer. Sentia vontade de enfiar a cabeça debaixo da terra.

-Como conseguem falar essas coisas com naturalidade. –Aoi disse com o rosto já bastante vermelho.

-É normal Yuu. É o mesmo que reclamar de dor no corpo. –Uruha disse e se levantou. –Vou vestir uma blusa de frio e ir ao banheiro.

-Vai lá. –Aoi disse recuperando sua cor natural.

-Eu lavo! –Ruki disse se levantando rapidamente ao terminar de tomar o café.

-Lava o que criatura?-Aoi disse o olhando.

-As xicaras. –Ele disse e então pegou as xicaras dos demais, mas quando foi pegar a xicara de Aoi o mesmo sem querer a deixou cair no chão.

-Eu pego. –Aoi disse se levantando, mas Ruki foi mais rápido e já estava abaixado pegando os cacos.

-Ai! –Ruki disse ao cortar o dedo.

-Viu? Eu disse que eu pegava. Deixa isso ai que vou pegar um curativo.

-Tá bem. –Ruki disse segurando o dedo cortado.

Uruha já não estava no banheiro, Aoi foi até lá e procurou a caixa de primeiros socorros, mas não estava lá. Foi então que lembrou que havia a colocado a caixa no armário, o mesmo onde Uruha havia guardado algumas de suas coisas.

-O que aconteceu? -Uruha disse ao voltar para a cozinha.

-Cortei meu dedo com a xicara. –Ruki disse embolado com o dedo na boca. Reita estava abaixado pegando os cacos do chão.

-Cadê o Aoi?

-Foi buscar um curativo. –Reita respondeu após jogar os cacos no lixo.

-Uruha! –Aoi disse em tom alterado, parecendo extremamente bravo. Uruha deu um pulo assustado e se virou. Aoi estava segurando uma foto e com cara de poucos amigos.

-O que foi? O que aconteceu? –Uruha disse sem entender aquilo.

-Eu que pergunto. Na verdade tenho feito muitas perguntas e não tenho conseguido nenhuma resposta. Mas me responde pelo menos esta. –Aoi disse e caminhou com passos fortes até Uruha e então colocou a foto sobre a mesa de forma bruta, assustando os demais com seu comportamento. –Por que você tem uma foto de nós dois juntos se não se lembra de mim?

Notas finais
Medo do Aoi. Ele ficou bravinho.
Espero que dê pro gasto.