Point of Peace
1 Prólogo.
Notas iniciais
Boa Leitura!
16 de Novembro de 1992.
O dia amanhecera e a felicidade no peito do pequeno garoto de cabelos negros também. Ele ansiava por aquele dia, seu décimo aniversário; onde finalmente ele poderia ser considerado o “homem” da casa mesmo tão pequenino. Sua mãe lhe prometera a cinco anos, no enterro do seu pai, que a partir daquele momento a vida dos dois iria mudar e em determinado momento ele passaria a ter algumas responsabilidades. A criança logo concordou, mesmo tão inocente Damon não suportava ver o sofrimento da mãe pela morte tão precoce do pai por um terrível acidente automobilístico, tudo o que mais queria era o sorriso da mulher que o amava tanto de volta.
Como em todos os seus aniversários, Damon sabia que o dia seria inteiramente com a mãe em um belo piquenique, apesar da morte do pai, a mãe fazia questão de fazer o mesmo programa que fazia quando o marido estivera vivo.
— Bom dia mamãe! — o pequeno garoto cumprimentou a mãe sorridente.
— Olá pequeno homem! Como se sente sabendo que agora é o homem da casa? — a mulher que agora possuía algumas rugas no canto dos olhos sorria admirada olhando para o seu filho.
Ele estava tão grande! Ela lembrava perfeitamente de quando descobriu que estava grávida, e a emoção que sentira ao pegar o filho pela primeira vez nos braços, o pai estivera tão feliz quanto à mãe naquele momento. Os planos do segundo filho infelizmente foram impedidos pela morte do marido, agora, o único plano que Miranda tinha era criar seu único e amado filho.
— Ótimo, agora posso cuidar da senhora — sentou-se na mesa sorrindo enquanto a mãe lhe servia o café da manhã — Vamos para o nosso piquenique?
— Então querido, precisamos conversar sobre isso — Miranda olhou seu pequeno comendo suas panquecas — Hoje não podemos fazer os nossos planos de sempre, a mamãe vai ter que trabalhar.
— Oh! — a expressão do menino fora rapidamente de alegre para decepcionado — Então vou ter que ficar com a senhora Jackson hoje também?
O coração da mãe ficou apertado pela decepção do seu filho, depois da morte do seu companheiro ela teve que abandonar sua vida de dona de casa e buscar um emprego e, com muita sorte rapidamente fora contratada para ser governanta da mansão Saltzman. Gerard Saltzman era um homem rico, dono de uma fábrica automobilística e com a sua idade avançando ele visara que iria precisar de um sucessor em alguns anos, e nada melhor do que seu filho para isso. Alaric Saltzman estudava Administração na mesma universidade que seu pai se formara há anos, a de Chicago, ele se recusava a ir para outro país e ter a enorme distância entre ele e seu pai.
Naquele dia, os serviços extras de Miranda tinham sidos solicitados devido a um jantar de negócios que o senhor Saltzman ofereceria, infelizmente era o seu trabalho e ela não poderia negar ir. Porém, a mulher não estava conformada em deixar seu filho passar seu aniversário com a vizinha, era injusto demais com o garotinho. Após uma conversa com o seu patrão, ela tinha conseguido a autorização para levar seu filho naquele dia, Gerard era um homem de um coração enorme e ao tomar conhecimento da situação exigiu que a governanta levasse o menino para a mansão.
— Não meu amor, você hoje vai para mansão comigo — alisou os cabelos finos e pretos que chegavam ao colarinho da blusa.
— O senhor Saltzman não vai brigar com a senhora? — perguntou curioso.
— Não, ele fez questão que você fosse, quer te dá os parabéns pessoalmente.
— Legal!
*
Damon ficara encantado com a grandiosidade do local de trabalho da mãe, ao ver o enorme jardim logo pensou em uma partida de futebol no gramado verde, era seu passatempo preferido. Depois de algumas instruções da mãe de como se comportar, os dois entraram na enorme casa e como se fosse possível o menino ficara ainda mais admirado. Cabem dez casas da nossa aqui dentro, ele pensou sorrindo.
Todos os outros empregados ficaram apaixonados pelo garoto de cabelos negros e olhos azuis tão educado, enquanto sua mãe trabalhava arduamente ele sentara na pequena mesa da cozinha e começara a resolver uma cruzadinha que tinha ganhado da senhora Jackson.
— Oi tia Miranda! — O rapaz alto, de cabelos e olhos claros chamou a atenção de Damon por ter chamado sua mãe de tia. Ele é meu primo?, pensou confuso.
— Olá querido! — a mulher parara seu serviço para cumprimentar Alaric — Conheça meu filho, Damon. Damon, esse é o Alaric filho do senhor Saltzman.
— Oi Alaric — o menino disse envergonhado.
— Ei cara! Pode me chamar de Ric, o que está fazendo aí? — apesar de Alaric ser oito anos mais velho do que Damon, a governanta logo percebera que eles seriam bons amigos — Palavra cruzada? Adoro fazer isso no tempo livre, tenho umas novinhas lá em cima, vamos comigo que te mostro.
— Posso mãe? — o menino perguntou esperançoso, ele adorava uma boa cruzada e Ric parecia ter as melhores.
— Claro, lembre-se do que conversamos em casa ok? — ele concordou feliz e seguiu ao encalço do rapaz.
*
16 de Novembro de 2000.
Damon terminara de se arrumar há poucos minutos, ele nem podia acreditar que finalmente chegara aos dezoito anos. Seu melhor amigo, Alaric, fez questão de convidar todos os amigos dos dois para a melhor boate de toda Chigaco para comemorar o aniversário do amigo.
— Querido, o Alaric está te esperando — Miranda avisara ao filho, ao olhar para ele seus olhos automaticamente lacrimejaram, seu menino estava um homem por completo e agora era dono do seu próprio nariz, para ela aquilo era duro de aceitar.
— O que acha mãe? Estou gostoso hun? — Damon perguntara sorrindo lateralmente, ele sabia que aquele sorriso deixava várias mulheres de pernas bambas.
— Está maravilhoso! — a mãe riu com a pequena modéstia do filho — Tenha cuidado ok? Não beba demais e voltem de táxi se o Ric resolver beber.
— Tudo anotado, dona Miranda — Damon beijou a testa da mãe e saiu para encontrar o amigo.
Já acomodados no carro, Alaric informava quem estaria marcando presença na comemoração. Apesar dos oito anos de diferença entre os dois rapazes isso nunca impedira em algo na amizade, com vinte seis anos Ric apresentava a Damon o que poderia existir de melhor na fase adulta para um homem. Ele adorava isso.
Ao estacionar na frente da boate, o moreno teve a oportunidade de observar todo o movimento na entrada do estabelecimento, a fila estava imensa e uma careta surgiu no rosto ao pensar em enfrentar aquilo tudo. Mas ao contrário do que esperava, o amigo precisou apenas dar o nome dos dois e a porta fora aberta dando a passagem para o ambiente vibrante e quente. Ric tinha tido todo o cuidado de reservar a área vip apenas para eles e os amigos, Damon merecia um aniversário de dezoito anos marcante.
O clima na boate era eletrizante, as pessoas moviam os corpos de acordo com a batida da música e com o nível de álcool no sangue, Ric tinha optado por não beber aquela noite,não achava justo com o aniversariante voltar de táxi depois de toda a festa. Damon já estava animado, algumas doses de vodka e tequila já o deixava mais descontraído e aplicando alguns conhecimentos que aprendera com o melhor amigo sobre mulheres. As meninas da faculdade caiam aos pés do moreno, apesar de algumas serem belíssimas ele odiava mulheres que não se davam o mínimo de valor.
O aniversariante observou o amigo aos beijos com uma loira e sorriu ao pensar que ele não tomava jeito mesmo beirando os trinta anos, Ric não resistia a uma bela mulher. Não poderia ser hipócrita, ele também gostava de aproveitar sua vida, mas também gostava de ter um relacionamento fixo mesmo que os cálculos não dessem razão a ele, tinha namorado apenas duas vezes e não podia contar com quantas mulheres já tinha ficado.
*
— Acho que você é o único a me fazer voltar sóbrio de uma boate em plena sexta-feira, Damon Salvatore! — Ric ria enquanto dirigia e falava com o amigo que estava meio tonto pelos vários copos de bebida.
— Você pode não ter aproveitado com bebidas, mas certamente com mulheres você se satisfez buddy. — o moreno retrucou com a voz um pouco embolada.
— Sem mulheres também não dar, Salvatore! Não estou no celibato.
— Eu sei que não — gargalhou.
Alaric ria da tentativa falha do amigo em cantar uma música da Madonna que tocava na rádio, o dia estava quase raiando então era mínimo o movimento na pista. O semáforo abriu e o mais velho seguiu pela avenida, a buzina alta de um caminhão foi escutada pelos dois homens e ao olhar para o lado direito apenas o enorme clarão dos faróis do outro automóvel foi visto e em seguida o forte impacto inteiramente no lado em que o aniversariante estava foi sentido.
Notas finais
Comentem por favor, estou contando com vocês!!
Até logo!
xx
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