Point of Peace
15 Capítulo 14 - My sweet girl.
Notas iniciais
Elena estava deitada na cama sentindo seu corpo totalmente dolorido, não existia um pedacinho sequer imune da dor devido à irritação na sua garganta. Já estava há alguns dias a base de antibióticos prescritos pelo seu médico, porém a pressão da semana de provas na faculdade não ajudou nem um pouco na recuperação.
Mesmo doente e sob atestado médico, a moça resolveu não arriscar perder toda a semana de prova e optar pelas reposições que aconteceriam apenas no final do semestre, quase sempre o grau de dificuldade dessas provas de reposição eram altíssimos. Dessa forma, mesmo sobre os pedidos de Damon para repousar e não sair da bendita cama, ela foi para a faculdade todos os dias e fez todas as provas, agora se sentia um lixo.
— Não comecei nem há um mês no trabalho e já estou faltando — Elena sussurrou pelo fato da sua voz ter sumido completamente.
—Meu anjo,você está no seu direito ok? Todos sabem que você está doente, já entreguei seu atestado a sua supervisora e ela disse que a única preocupação que deverias ter era a de melhorar. Então, por favor, descanse.
Damon odiava ver sua menina daquele jeito, mesmo que fosse algo normal de se ter como uma crise de garganta, ele se sentia terrivelmente inútil ao vê-la queimando em febre a espera dos efeitos dos remédios sem poder fazer nada para aliviar a dor dela.
— Vou pegar a sua sopa, certo? Depois disso preciso ir para o escritório — o rapaz beijou a testa dela que estava quente devido à febre.
— Damon vá trabalhar, eu posso muito bem levantar daqui para tomar essa sopa que por sinal não estou nem um pouco afim de experimentar.
— É justamente por isso que vou ficar você precisa se alimentar e eu sei que se alguém não estiver lhe vigiando não irá comer.
— Não sou uma criança senhor Salvatore.
— Eu sei muito bem disso meu amor — sorriu cínico acariciando a perna da morena que instantaneamente arrepiou-se ao sentir os dedos longos e frios dele — Mas quando está doente é pior que uma.
Ela riu e o encarou incrédula.
— Você é um safado porque mesmo eu toda descabelada, suada e com uma cara nada agradável, ainda pensa em sexo.
— Eu não falei em sexo em momento algum, Elena Gilbert! Agora você mesmo doente está pensando no meu corpo suado igual ao seu, mas por outra coisa que nem de longe é doença...
— Damon!!!! — Elena riu e corou, mesmo depois de tudo que eles já tinham feito, ele ainda conseguia fazê-la corar como uma menininha.
—Adoro quando você cora — riu— fico te amando um pouco mais.
Elena sorriu tímida e balançou a cabeça enquanto tentava levantar-se. Damon rapidamente deu a volta na cama e a ajudou apoiando o corpo magro no seu peitoral.
— Obrigado por cuidar de mim Damon, eu não sei mais viver sem você sabia? — enlaçou os braços no pescoço do moreno que sorria abertamente.
— Sabia, porque sinto o mesmo.
— Eu te amo, mesmo que eu não diga isso todos os dias como você, eu te amo loucamente baby.
Damon apertou ainda mais o corpo, mais magro por causa das suas condições, dela contra o seu e a beijou lentamente. As mãos de Elena perderam-se dentro dos cabelos negros do namorado que a beijava com todo carinho e amor que sentia, mesmo sentindo suas pernas e braços cada vez mais fracos por ficar muito tempo em pé, não queria quebrar aquele momento tão maravilhoso onde sentia a ligação deles ficando cada vez mais profunda.
Ao sentir o corpo da moça ficar mole nos seus braços, Damon percebera como ela estava fraca e há quanto tempo eles estavam ali naquela bolha de paixão.
— Não quero te deixar levantar da cama, mas não ligo em fazer você ficar aqui em pé me beijando — Damon fez um tsc com os lábios fazendo Elena rir.
—Não tem problema, amor. Eu estou com saudades de você dessa forma comigo, minha única é preocupação é te deixar doente também.
— Fique tranqüila porque não ligo se ficar doente pelo fato de ter beijado a minha menina — depositou um beijo no nariz dela — E eu também estou morto de saudades de beijar cada pedacinho desse corpo e está dentro de você, prometo que quando estiver melhor não vou te deixar em paz nessa cama.
— Vamos comer porque agora preciso urgentemente melhorar.
— Depois eu sou que sou o pervertido da casa, você é terrível Elena. Deve ser por isso que te amo tanto.
— Já disse o quão maravilhoso você é hoje? — riu o dando um selinho.
— Sim, mas pode repetir, faz bem ao meu ego.
*
Damon comia seu almoço tentando não rir enquanto encarava Elena mexer na sopa com uma cara de nojo, a cada colherada as caretas pioravam.
— Está tão ruim assim? Comprei naquele restaurante que você gosta.
A moça o encarou mortalmente enquanto deixava a colher cair dentro do prato fundo com quase todo o líquido fumegante.
— Eu gosto da comida daquele restaurante, não dessa água horrível. Você sabe que eu odeio sopas Dam...
— Sua garganta está irritada, não deveria nem está falando quem dirá pensando em comer algo sólido — Elena revirou os olhos e deu outra colherada na sopa seguida por mais uma careta — Então Lena, tínhamos combinado com nossas mães o jantar para hoje... Acha melhor remarcar? Ainda está fraca demais para receber a inquisição da Jenna e da Miranda.
Elena tinha esquecido completamente que tinha marcado com a mãe e a sogra um jantar, ela estava com saudades das duas e sabia que Damon sentia uma falta enorme da mãe mesmo não falando. Achava injusto marcar para outro dia quando as mulheres ficaram tão felizes por visitar os filhos e o seu namorado tão realizado por finalmente a mãe conhecer a casa deles. Sim, a casa deles... Ela já tinha meio que se acostumado com a ideia de que aquele canto era deles mesmo que a única pessoa que tivesse investido ali era Damon, quando estava voltando para casa do trabalho contava os minutos para chegar ao apartamento que lhe trazia uma paz enorme. Talvez fosse por quem estava morando ali com ela, mas Elena pensava que mesmo na sua antiga casa ela nunca tinha se sentido tão bem.
— Pode deixar como está Damon, é injusto desmarcar com elas. Vou ficar repousando a tarde inteira, com toda a certeza a noite estarei me sentindo melhor... Só peço que você traga o jantar, tudo bem?
— Tem certeza? Minha mãe e Jenna iriam entender caso...
— Nada disso, e, por favor, no jantar me traga comida e não essa coisa horrível aqui.
Damon a encarou rindo enquanto observava a sopa que teria que concordar com ela, não parecia nada apetitosa.
*
Depois de um banho quente, Elena secava o cabelo rapidamente não querendo piorar o seu estado, ela tinha razão quando falara a Damon que a tarde de repouso iria lhe ajudar. Estava se sentindo bem melhor depois de uma tarde inteira de preguiça na cama, seu corpo estava menos dolorido e a febre estava controlada até aquele momento o que era ótimo, pois fazia quase cinco dias que estava quente como o inferno e sentindo um frio absurdo. Desligou o secador e encarou o pequeno relógio sobre a sua mesa, faltava pouco tempo para seu namorado chegar com o jantar e ela precisava deixar a pequena sala de jantar apresentável para a mãe e a sogra.
Colocou um vestido azul turquesa de alças e uma sapatilha clara, olhou-se mais uma vez no espelho e sorriu satisfeita com o resultado.
O Salvatore tinha feito um bom trabalho em deixar o apartamento habitável enquanto ela estava de cama, a louça estava lavada e por incrível que pareça essa semana ele tinha criado o hábito de colocar os sapatos no quarto coisa que Elena implorava em dias normais para ele fazer. Ela sorriu ao lembrar desses episódios e seu coração encheu-se de amor ainda mais se aquilo era possível, não existia outra pessoa no mundo que cuidasse tão bem dela como Damon. Apenas sua mãe se igualava nesse quesito.
Colocou alguns pratos sobre a mesa de quatro lugares, em seguida os talheres e taças. Fazia poucos dias que tinha comprado o seu vinho preferido, no entanto teve a má sorte de ficar doente a impedindo de se deliciar com a bebida fazendo-a ficar guardada já que Damon era mais adepto ao whisky. Olhou o rótulo do vinho e sorriu ao lembrar que esse também era o preferido da sua mãe, ela que a ensinou beber socialmente e lhe apresentou esse vinho como sua primeira bebida. Não que Elena já não tivesse tido porres no ensino médio sem a mãe saber, riu ao lembrar da Caroline segurando seus cabelos enquanto vomitava toda a tequila ingerida na noite.
— Posso saber o porquê desse sorriso maravilhoso? — a voz máscula sussurrou em seu ouvido.
— Puta que pariu, Damon! — a garrafa de vinho escapou da sua mão pelo susto, mas por sorte o Salvatore tinha um bom reflexo e segurou antes de ir ao chão — Que susto!
Damon colocou a garrafa sobre a mesa e riu enquanto abraçava a namorada que ainda estava meio pálida pelo susto.
— Desculpa, baby, não pensei que iria se assustar tanto. Vejo que está bem melhor, a boca suja está até de volta — Elena revirou os olhos ao escutar o tom de repreensão. Como se ele não xingasse feito um adolescente, pensou. — Você está tão linda que chega a ser uma tortura para mim e para o meu amigo.
Elena encarou a protuberância na calça de Damon e sorriu amplamente, estava com saudades de deixar seu homem daquele jeito por ela. Levou a mão ao volume e acariciou sobre a calça o membro duro, adorava ver como ele ficava sob o toque dela sua auto estima chegava há um nível altíssimo.
— Estou com saudades de você e do grande amigo.
Damon riu e a trouxe mais para si, deixando o seu volume contra barriga lisa dela.
— E nós estamos com saudades de você.
A moça jogou os braços no pescoço do Salvatore e o trouxe para um beijo quente cheio de desejo, mesmo ela se sentindo doída queria que ele amasse cada pedaço do seu corpo e lhe desse, não um, mas vários orgasmos maravilhosos. A língua quente de Damon a deixava pulsando de desejo e a cada sugada em sua língua sentia como se tivesse uma ligação direta com a sua intimidade. A campainha tocou e um gemido de descontentamento dos dois soou entre o beijo que relutantemente foi diminuindo até que os lábios dos dois estavam apenas um no outro sem nenhum contato mais intimo.
— São nossas mães, quando eu estava chegando elas ligaram avisando que estavam no caminho — a voz de Damon estava rouca pelo desejo que sentia — Preciso tomar um banho urgentemente, olha o meu estado — riu baixinho.
— Vai tomar banho que eu vou atender a porta e ajeitar a comida que você trouxe, mas antes leve esse sapato para o quarto — fez uma cara de irritada, mas acabou rindo ao escutar a campainha mais uma vez.
Elena foi em direção a porta enquanto observava Damon recolher os sapatos e a soprar um beijo antes de entrar no corredor em direção ao quarto. Passou a mão pelos cabelos e rapidamente limpou os lábios que estavam borrados pelo batom que deliciosamente o moreno espalhou, depois de se achar apresentável abriu a porta encarando as duas mulheres que significavam tanto para ela.
— Mamãe!! — jogou-se nos braços da ruiva que sorria abertamente — Que saudades que eu estava de você.
— Oi meu amor, também estava doente de saudades de você. Está mais magra? Lena você não está comendo direito? Você e o Damon não estão se alimentando e...
— Mãe, calma, respira! — Elena riu e em seguida saiu do abraço da mãe. — Mi, que saudades de você também — abraçou a sogra que a beijou no rosto após o abraço. — Entrem.
As duas mulheres entraram e Elena pegou as bolsas delas enquanto observavam atentamente o espaço.
— Que lugar aconchegante, querida. Posso ver um pouco de você e do Damon aqui. — Jenna falou enquanto Miranda concordava.
— Ainda não está do jeito que queremos, mas aos poucos está ficando apresentável — riu.
— Cadê o Damon? — Miranda perguntou — Estou com tantas saudades do meu garoto...
— Ele chegou a pouco tempo do trabalho, está no banho.
— Certo, mas nos conte o motivo de você está tão magra — Miranda era tão preocupada quanto Jenna quando se tratava de Elena.
Elena explicou pacientemente o que estava acontecendo, o que começou com uma gripe sem importância e que com o passar dos dias se tornou uma crise de garganta bastante incômoda. Comentou que deveria está melhor há alguns dias, mas como optou ir para a faculdade mesmo doente isso atrasou a recuperação dela.
— Essa mulher é a teimosia em forma de ser humano, senhoras — Damon entrou na sala com o cabelo úmido, vestindo apenas uma calça de moletom e uma blusa simples — Eu só faltei amarrar ela na cara para ficar em repouso, nada adiantou...
— Sei como Elena pode ser teimosa, Damon — Jenna disse fazendo Elena revirar os olhos — Olá querido, como vai? — o abraçou e depositou um beijo em seu rosto.
— Tudo ótimo Jenn! — sorriu — Mamãe estava com tantas saudades sua! — Damon sentou ao lado da mãe no sofá e a trouxe para si a abraçando lateralmente.
— E eu de você querido! Está sendo complicado ter você longe de mim quando sempre esteve tão perto.
Elena abaixou a cabeça e encarou as mãos entrelaçadas sobre as pernas, se sentia culpada demais por ter afastado Miranda de Damon, caso eles não tivessem se envolvido e todo o problema com o Alaric não acontecesse Miranda não iria precisar ficar longe do filho sentindo saudades.
— Eu sei, mãe. Mas eu estou feliz, tenho minha própria casa, um ótimo trabalho e ainda vivo com a mulher que amo!
Damon encarou a mulher que estava cabisbaixa até um segundo atrás e sorriu abertamente para ela tentando mostrar o quanto a amava e não se arrependia de nada, sempre que tocava nesse assunto ele percebia o quanto Elena se martirizava com a culpa de ter tirado ele de perto da mãe.
— Me sinto bem melhor quando lembro que você está com a Lena, filho, pode apostar — Mirando riu encarando a nora que corava — Mas o que acham de irmos jantar e vocês começaram a contar como está a nova vida?
Todos concordaram e o jantar foi bastante agradável, Damon contava animadamente como estava amando a faculdade e que teve uma sorte imensa de conseguir um trabalho sendo tudo tão recente. Elena por sua vez, contou que recebeu a noticia que estava empregada no mesmo dia que o Salvatore e que não poderia está mais feliz com o que vinha acontecendo na sua vida. O clima ficou um pouco tenso quando Elena perguntou sobre o pai e Jenna deixou escapar que ele não tinha ficado nada feliz ao saber que ela e Miranda iriam jantar na casa deles naquela noite, o coração da morena ficava aos pedaços ao saber que o pai que ela sentia saudades ainda estava com tanta raiva dela. Damon logo resolveu mudar de assunto percebendo como sua menina tinha ficado triste, contou como Elena estava se destacando em seu trabalho e que a sua chefe já tinha até comentando em contratá-la como repórter, coisa que normalmente só acontece quando se já está formado.
Após a refeição, Elena serviu sorvete para os três e para ela uma salada de frutas. Mesmo que ainda estivesse ressentida pelo pai, estava feliz por as duas mulheres mais importantes da sua vida estarem ali dividindo aquele momento com ela e com Damon. Ao encarar seu namorado, podia ver como ele estava se sentindo em paz por ter a mãe ali tão perto dele, e mentalmente se lembrou de fazer aqueles momentos entre eles mais frequentemente.
— Nós precisamos ir, querida — Jenna falou enquanto levantava-se sendo acompanhada por Miranda — Mesmo amanhã sendo sábado você sabe como gostamos de ir ao mercado cedo.
— Precisamos marcar para vocês virem aqui o mais rápido possível, sabem que não vivemos sem vocês — Elena falou com a voz embargada — Damon pode se fazer de durão e não admitir, mas morremos de saudades todos os dias.
— E nós então? — Miranda abraçou o filho que sorria — Ficamos todos os dias nos perguntando se vocês estão comendo bem e conseguindo manter o lugar habitável.
— Mãe, já parou para observar o nosso tamanho? — Damon riu sendo seguido por Elena — Eu tenho trinta e dois anos!
— Como se isso fizesse alguma diferença para nós mães, Damon — Miranda balançou a cabeça em negação.
Elena entregou as bolsas das duas e as acompanhou até a porta juntamente com Damon que a abraçava por trás.
— Tchau mamãe, tchau Mi — Elena piscou tentando controlar a vontade de chorar.
— Tchau queridos, cuidem bem um do outro ok? — Jenna falou com a voz preocupada — Elena, por favor, descanse durante esse final de semana. Escute sua mãe uma vez na vida e o coitado do seu namorado.
— Vou tentar mãe, sem sermões, por favor!
Damon riu e beijou os cabelos castanhos da mulher que tanto amava.
— Vou cuidar dela Jenn, pode deixar. Mãe, como a Elena já disse, não passe tanto tempo sem vim aqui! Ao contrário do que essa pirralha fala, eu admito que sinto sua falta.
Elena bateu no braço de Damon enquanto ele abraçava Miranda e beijava sua testa.
— Tchau queridos!
Após as duas entrarem no elevador, Elena entrou sendo seguida por Damon que trancou a porta suspirando.
— Yeah, sobrevivemos à inquisição Jenna e Miranda! — Elena sorriu se jogando nos braços do moreno que a segurou enquanto a mesma passava as pernas pelo quadril dele.
— Pois é! E o que você quer fazer agora? — sorriu apertando sua bunda a fazendo rir.
— Quero que você me leve para cama porque passar um tempo com as nossas mães realmente suga as forças de qualquer um — sorriu — Queria também que você se aproveitasse um pouco do meu corpo, mas sei que não vai fazer isso até eu melhorar cem por cento.
— Concordo com você na primeira parte, e sobre a segunda acho que você deveria parar de me provocar pirralha — falou enquanto caminhava com ela no colo pelo corredor — Não sou de ferro.
— Não estou provocando — sorriu enquanto deitava na cama e tirava a sapatilha com próprios pés — Apenas respondendo a sua pergunta.
Damon trouxe o corpo dela para mais perto do seu e abraçou fortemente enquanto depositava beijos carinhosos pelo rosto dela. Elena sorriu e se aconchegou ainda mais no peitoral quente do namorado, com certeza o melhor lugar do mundo era dentro daquele abraço.
— Estou anotando todas as suas provocações e você vai me pagar quando melhorar. Agora vamos dormir pirralha.
Elena sorriu e fechou os olhos enquanto sentia a mão quente de Damon acariciando seus cabelos a deixando cada vez mais sonolenta e alheia a tudo, a última coisa que escutou foi à voz quente dele sussurrando baixinho em seu ouvido.
— Eu te amo, menina.
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