Point Of View

8 Capítulo 7 - What About Love


Notas iniciais
Olá, amores. Me perdoem, por favor.
Queria ter escrito antes, mas to em período de provas gerais/gincanas e tá muuuuuito complicado. Tenho dois capítulos aqui prontinhos, então não demoro muito pra postar o próximo.
A partir daqui, a história vai mudar bastante. Espero que gostem.

Bem longe dali, Silena chegava em casa. Subia as escadas quando ouviu um barulho


vindo do quarto da mãe. Pensou que Afrodite estava trabalhando, pois ela e o


marido voltavam para casa apenas no almoço e jantar.

Tirou os sapatos e a bolsa e os colocou dentro do quarto. Foi caminhando


silenciosamente até o quarto da mãe e do padrasto. Os sons que ouvia eram, na


verdade, batidas da cama contra a parede e gemidos. Ajoelhou-se no chão e, como


uma garotinha de cinco anos de idade, começou a espiar pela fechadura.

Nunca esperava aquilo da sua mãe. Ou talvez esperava, apenas mentia para si


mesma que não. Na cama, no centro do quarto, estava Afrodite e um homem


fazendo sexo. Mas aquele não era seu padrasto.

Na hora do almoço, Silena não desceu. Nem no jantar. Permaneceu no seu quarto. Charles achou


estranha a ausência dela, porém não comentou nada.

Após o jantar, Afrodite foi sorridente para o quarto da filha. Havia pensado bem e


decidira que as duas deviam parar de brigar. Ao entrar, viu Silena deitada na cama,


mas não dormindo. Fechou a porta atrás de si e sentou em uma cadeira.

–Como pôde? — perguntou Silena com a voz baixa, que a mãe mal ouviu.

–Como assim, filha?!

–Não me chame mais de filha — retrucou, sentando-se na cama — Depois do que fez,


não quero que dirija a palavra a mim novamete!

–Mas...

–Achou que ninguém ia descobrir? Achou que seria seu segredinho para sempre? -


perguntou quase gritando.

–Abaixe o tom quando fala comigo! — avisou a mãe.

–Falo que jeito que quiser, mas acho que devia comentar com o seu marido sobre


suas atividades extra-curriculares, não acha?!

–Silena — disse Afrodite espantada — O que...

–Não quero ouvir nada. Saia daqui. Agora.

Afrodite saiu do quarto com um peso sobre os ombros. Não sabia como a filha


descobrira sobre ela e Ares... Tinham sido cuidadosos, mas não o suficiente.

Depois da discussão, Silena estava quase adormecendo quando seu celular tocou.

–Oi, Luke — disse, ligando o abajur.

–Silena — ele disse — Tudo bem?

–Um pouco cansada. E você?

–Bem.

–Legal.

–Quero te pedir uma coisa — disse o garoto, passando a mão nos cabelos.

–Peça.

–Quer ir em uma festa hoje a noite?

–Hm... Com você?

–É.

–Acho que sim — disse, acordada de repente.

Jogou as cobertas para o lado e pulou da cama, indo em direção ao closet.

–Ótimo. Posso passar ai as 23h?

–Claro.

–Ok. Até mais, Silena.

–Até mais, Luke! — ela disse, sorrindo.



Charles subia as escadas quando ouviu:

–Não quero ouvir nada. Saia daqui. Agora.

Na hora, deixou para lá, mas depois decidiu perguntar para Silena o que era aquilo.


Quando chegou na porta do quarto da menina, viu que a porta não estava trancada,


apenas encostada. Empurrou-a com cuidado e assim que olhou para dentro, viu uma


cena que o deixou desconcertado.

Silena estava de costas para ele, usando um short preto curto — aqueles de usar por


baixo do vestido — enquanto fechava o sutiã rendado preto. Seu queixo caiu.

–Merda — remsungou Silena, finalmente fechando o sutiã.

Quando se virou para pegar o vestido em cima da cama, viu o garoto e soltou um


gritinho.

–O que está fazendo aqui? — perguntou, sem tentar esconder seu corpo, apenas


fuzilando o garoto com o olhar.

–Ahn, eu queria... Eu...

–Charlie — ela disse, com toda a calma — Não pode entrar no quarto dos outros assim.

–Desculpe, eu...

–Você o quê? — perguntou, impaciente, enquanto vestia o vestido.

Era um modelo azul marinho de paetês, de mangas compridas e decote profundo que ia até a metade das coxas. Ela já estava com a maquiagem


pronta. Olho preto esfumado, brilho incolor nos lábios e brincos discretos.

–Queria saber o que aconteceu antes, você sabe, com a sua mãe...

–Briguei com ela, satisfeito? Agora, com licença!

–Vai onde? — perguntou, antes de sair.

–Sair com o Luke — respondeu a garota, batendo a porta na cara dele.



–Nico, para. Para! — disse Thalia, enquanto empurrava o garoto para longe de si — Está


louco, é?!

–Estou. Louco por você.

–Deixa de ser idiota, garoto... Me solta — disse quando ele apertou sua cintura com as


mãos e começou a beijar seu pescoço.

–Thalia...

–Me solta — disse ela, pisando com força no pé dele.

Nico a soltou, com um resmungo de dor. Seu pé estava doendo. Levantou os olhos


para a morena e deu um sorriso malicioso.

–Vai me pagar, Thalia!

–Não, Nico, não se atreva...

Nico riu e foi em direção a Thalia. Pegou-a pelas coxas e a jogou por cima dos


ombros, enquanto ela se debatia, socando as costas dele. Não fizeram barulho, pois


Percy e Annie ainda estava na sala. Fechou a porta do quarto atrás de si e a pos na


cama, onde voltou a beijar a pele alva de seu pescoço.

–Para, Nico! Isso não tá certo!

–Por quê não?!

–Somos primos?

–Foda-se, primo nem é parente direto!

–Você é mais novo que eu...

–Se fosse ao contrário, eu não reclamaria... Por que está reclamando?

Ela não repondeu, apenas fechou os olhos com força para se controlar e não beijar o


garoto.

–Thalia, me responde. Por que me odeia tanto?

–Ódio e amor andam lado a lado — disse baixinho e ele sorriu.

–Quer dizer que gosta de mim — seu sorriso malicioso havia aumentado.

–Eu nunca disse isso!

–Um dia vai dizer!

–NUNCA!

–Eu sei que me ama, Thalia — disse Nico, beijando-a nos lábios.

Nesse momento, ouviram um barulho na porta.

Notas finais
E aí? Curtiram? Deixem reviews, recomendações, favoritem...
Beijão.