Notas iniciais
Poesia.

Antes estrela, luz própria

Irmã da rainha lua

Que sua luz perpetua

Pintando as noites de prata

Antes estrela, sem vergonha e

Nem dificuldade de brilhar

Sem medo de alimentar a inspiração no

Coração atravessado pela flecha do

Neto do mar*

Antes estrela, sem medo de tomar

Meu lugar nos céus acima dos chapéus

Noite a dentro, com me parceiro o relento

Singelo mas atento.

Antes estrela, banhando dos casais o

Sentimento, enquanto ele, o relento

Fazia o trabalho que cabia ao vento

Antes estrela, agora anã branca,

Opaca, cinzenta e manca

Tentando manter a panca de quem

Um dia brilhou

Agora anã branca, sem cor, sem calor,

Sem valor, esquecida e deprimida, no mais

Alto dos céus de onde um dia a vida

Dos casais iluminou.

Agora anã branca, sem nenhuma luz

Para irradiar, podendo nem ao menos

Tentar, condenada, atrelada, sentada na

Carruagem prateada* esperando meu fim

Esperando o fim para qual fui destinada.

Notas finais
*Afrodite é filha da espuma do mar, cupido é seu filho, sendo assim ele é neto do mar
*Carro prateado é uma menção aos deuses da noite, que carregam a lua e as estrelas numa carruagem prateada.
ps: Todas as estrelas (ex sol) transformam-se em anãs brancas depois de algum tempo (http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A3_branca)