Poesias e textos diversos.
3 Anã Branca.
Notas iniciais
Antes estrela, luz própria
Irmã da rainha lua
Que sua luz perpetua
Pintando as noites de prata
Antes estrela, sem vergonha e
Nem dificuldade de brilhar
Sem medo de alimentar a inspiração no
Coração atravessado pela flecha do
Neto do mar*
Antes estrela, sem medo de tomar
Meu lugar nos céus acima dos chapéus
Noite a dentro, com me parceiro o relento
Singelo mas atento.
Antes estrela, banhando dos casais o
Sentimento, enquanto ele, o relento
Fazia o trabalho que cabia ao vento
Antes estrela, agora anã branca,
Opaca, cinzenta e manca
Tentando manter a panca de quem
Um dia brilhou
Agora anã branca, sem cor, sem calor,
Sem valor, esquecida e deprimida, no mais
Alto dos céus de onde um dia a vida
Dos casais iluminou.
Agora anã branca, sem nenhuma luz
Para irradiar, podendo nem ao menos
Tentar, condenada, atrelada, sentada na
Carruagem prateada* esperando meu fim
Esperando o fim para qual fui destinada.
Notas finais
*Carro prateado é uma menção aos deuses da noite, que carregam a lua e as estrelas numa carruagem prateada.
ps: Todas as estrelas (ex sol) transformam-se em anãs brancas depois de algum tempo (http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A3_branca)
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