Poesias do dia-a-dia
1 Cabeça?
Cabeça? Certa vez num momento
Oportuno, meio diurno
Meio noturno
Fui questionado
Sobre o que haveria dentro de minha cabeça
Como um cientista cético e determinista
Poderia responder
Existem milhares de células
Em conjunto com moléculas
Formando meus neurônios
E todas as minhas ideias
Mas (talvez) na verdade
Quisesse acreditar que fosse tão
Simples, a complexidade da mente humana
Como diz o cientista
Da forma mais simples e categórica
Poderia responder como um filósofo
"Só sei que nada sei" ou então
"Penso, logo existo"
Talvez o cientista e o filósofo
Se calem como quando o homem
Começa a pensar
Que na cabeça estão as sacanagens
As responsabilidades
E nas despesas que deve arcar
Mas mesmo como um homem
Teria a consciência de que
Se questionado sobre o que há em sua cabeça
Poderia responder facilmente
Dizendo o nome dela
Apesar de tudo o que aqui cabe
Um humano poderia ressaltar facilmente
Dúvidas intermitentes
Sonhos persistentes
Loucuras inconsequentes
Futuro surpreendente
Com surpresas inerentes
Por último, mas não menos importante
O que um poeta diria sobre o que se passa nessa cabeça
Seria algo como:
Leia a poesia
Não irei ficar repetindo
Simples assim, sem mais redemoinhos
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