Poesias Part1
1 Capítulo 1
Notas iniciais
2-Miserável
3-Cadáver de plástico
4-Verme
5-Apodrecido
1-Beber
Qual o amor do homem pela bebida?
Gin, Vodka e quem sabe um caipirinha
como de um pai para filho
como de um mendigo por abrigo
um cigarro depois da transa
uma amizade distante que é forte
como um sonho que não se destroi
como a mentira pouco a pouco se corroi
a bebida é como a sede no deserto
é como a água para os necessitados
é a fonte de alegria para muitos
é apenas distração para poucos
é o demônio para os idiotas
e para mim a bebida é pouco.
O que me esta nesta vida miserável?
a não ser viver miseravelmente em pedaços
enquanto você rói meus ossos no chão
e eu estou apenas sendo mais um miserável
sem ligar para os meus sonhos, apenas rastejando.
O que me esta nesta vida miserável?
fumar o ultimo cigarro
tomar o ultimo gole de conhaque
esquecer do que é errado
dizer adeus depois.
Miserável maldito miserável
suas cores me corroem
seu sangue me envenena
sei olhar me destrói.
O miseravel sou eu mesmo
eu mesmo me derroto
enquanto me defendo
eu mesmo me imploro
enquanto me corto
eu mesmo me lembro
sou miserável.
Nada passa de mentiras
nada passa de agonias
Obrigando-me a dizer suas falas
como um brinquedo com histórias gravadas.
Mas eu arranco minha fantasia
limpo minha maquiagem e tiro minhas pilhas
eu não estou a venda me tire desta vitrine
obrigo-me a mostrar o meu lado que deprime.
Meus olhos de vidro demonstram um vazio
minha caixa de fala está toda quebrada
meu cabelo é artificial como meu sorriso
não quero ser o cadáver de plástico de alguém.
4-Verme
Sinto vidro cortado minha face
Vermes comendo minha carne
Coração parado, desgastado
Um copo de conhaque e um cigarro
Morte ou sonho, algo que me aguarde.
Não me importo com a sujeira em meus pés
Sou a própria sujeira, estou virando pó
Estou pouco a pouco caindo ao chão.
Olhe em sua volta há tanta gente morrendo
E uma nova vida está prestes a nascer
Ninguém se importa com o tempo.
Mas quando não se sabe quem você é
E quando o que você é está preste a sumir
Junto aos resto de suas memórias e sonhos
Me juntarei aos vermes serei seu alimento
Serei o rei dos vermes e comerei sua carne…
5-Apodrecido
Dor o morto não sente
Sangue em suas veias vira fumaça
Em seu sorriso só há desgraça
Unhas grandes de um relacho
Cabelos mortos despenteados
Feito pedra frio e gélido
Sonhos que acabam viram genéricos
Vermes são parasitas em seu corpo
Comendo sua carne sem purificação
Olhos que não vêem mais nada nem mesmo o caixão
Morando embaixo da terra virando pó está seu coração
E no escuro os sonhos sucumbem sua alma
Apodrecido e morto em sua própria desgraça.
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