Poesias E Suspiros

1 Capítulo único


Notas iniciais
Como é a minha primeira fic sendo postada no Nyah! espero que gostem e, para quem quiser ou tiver paciência, comente e deixe o coração de uma escritora feliz (:
É curtinha, mas como foi uma ideia que surgiu na minha cabeça meio que do nada, ficou por isso mesmo. Boa leitura!

– Já sobre a fronte vã se me acinzenta

O cabelo do jovem que perdi

Meus olhos brilham menos

Já não tem jus a beijos minha boca

Se ainda me amas, por amor não ames;

Traíras-me comigo’’


A voz melodiosa e levemente rouca do professor causara desde arrepios até lágrimas emocionadas das garotas que ouviam atentamente cada palavra pronunciada. Havia aquelas que sonhavam com o homem dos seus sonhos proferindo-as como numa peça de Romeu e Julieta; havia outras que ao invés de esperar por um qualquer, queria mesmo era ouvir do próprio professor com seu charme de um lindo e sedutor homem.


Ah, mas não havia uma única mulher naquela sala que não suspirasse ao imaginar o professor de literatura despindo-se lentamente, quase como um strip-tease. Ele era qualquer coisa – pensavam – menos um professor, já que sua aparência não tinha nada a ver com àquelas intelectuais que geralmente lecionadores das faculdades possuíam. Se esbarrasse na rua com qualquer pessoa — principalmente uma mulher -, esta diria que ele era um modelo, um artista, um galã de novela, mas nunca um professor. Era uma opinião quase universal em toda a faculdade, menos para uma garota que preferia encarar os pássaros assobiando na janela do que ficar prestando atenção naquela aula. Achava ridícula a forma como as garotas – e até suas próprias colegas – portavam-se diante daquele homem metido de cabelos alaranjados. Nunca acreditaria na sua falsa cara de modéstia; sabia que dentro daquele sorriso ‘’sincero’’ havia um malicioso e divertido com os suspiros persistentes das meninas, mas ela, ah ela, nunca daria esse gostinho! Afinal, Kuchiki Rukia não era qualquer aluna, nem qualquer mulher, e ele sabia disso.


– Senhorita Kuchiki, ouvistes-me? – Perguntou elegantemente como um bom cavalheiro do século passado ou retrasado – Rukia não sabia dizer ao certo – ao reparar na sua falta de atenção com a aula, enquanto todos os outros – inclusive os homens – ouviam-lhe atentamente. Sua persistência para fazer a garota fingir que pelo menos alguma frase houvera de ter escutado era usual, chegando até ser esquisito aos olhos das colegas – afinal só as garotas reparam quando ‘’seu’’ homem pode estar em outra.


– Claro, professor Kurosaki – Sorriu com sua maior falsidade estampada na cara, revirando os olhos logo após. Ichigo nunca viu aluna tão insuportável como esta; e por mais contraditório que possa parecer, era a única que a sua atenção e concentração se voltava.


– Bom, a aula acaba aqui pessoal – Anunciou para a tristeza das demais garotas e alegria dos garotos – Senhorita Kuchiki, poderia vir aqui por um minuto? – Chamou a estudante que já estava para sair, tendo sido a primeira que tinha se levantado quando relatou o final de sua aula. Era impossível para Rukia revirar os olhos mais do que estava fazendo, e isso só não era mais irritante do que perder seu tempo com uma conversa – provavelmente inútil – que teria com o professor.


O homem — de paletó preto e gravata em volta do pescoço — retirou os óculos para poder esfregar um pouco os olhos pelo cansaço. Esperou o resto dos seus alunos saírem para poder esclarecer algo que queria há algum tempo com sua mais complicada estudante de Letras, e sabia que dessa vez, sua paciência precisava de calma para poder ter – tentar; melhor palavra – uma conversa tranqüila e não criar outro pseudo-escândalo como da última vez.


– O que você quer, professor? – Perguntou quando avistou o último garoto saindo da sala de aula, encarando o homem logo após.


– Vai continuar assim na minha aula todas as vezes? – Respondeu com outra pergunta, cruzando os braços e sentando –apoiando-se – na mesa de madeira que pertencia aos professores para deixar seus materiais e pertences.


– Você prefere que eu fique suspirando e sonhando com você na minha cama todas as noites como essas garotas? – Não aliviou na sinceridade, o que surpreenderia qualquer um que não a conhecesse, pois bem, ele a conhecia. E bem demais para saber que o mesmo ‘’fato’’ que acabara de falar era uma das coisas que mais irritava seu temperamento mínimo em sua aula.


– E você acha que eu tenho escolha? A imaginação fértil não é minha se não percebeu – Indignou-se com a ironia da garota de olhos azulados e brilho violáceo, que não parava de lhe encarar como se ele fosse o culpado de tudo. Tinha perfeita noção do assédio visual – e quase físico – que algumas mulheres faziam com ele, mas tinha culpa se a única coisa que fazia era contar poesias?


– Ah! – Exclamou com ironia – Então vir todo bonito e arrumado, enfeitado de caprichos, com um perfume que até na Austrália dá para sentir e ainda com esses óculos não é sua culpa?


– O que os meus óculos tem a ver com isso?


– Eles... – ‘’Deixam-lhe muito sexy’’ – Combinam com o arranjo todo! Se eu estivesse com um vestido bem vermelho e curto que minhas coxas nem cobertas fossem, você não me acusaria também? – Perguntou ocultando a parte do pensamento; não iria admitir que os óculos de armação fina e preta lhe deixavam com um estilo muito mais sedutor que o normal, isso só iria provocar um sorriso vitorioso em sua face.


– Eu... – Corou levemente ao imaginar a garota com o tal vestido mostrando suas pernas, talvez realçando seu pequeno busto... O que estava pensando?! – Esse é o meu estilo, não provoco estudantes porque simplesmente quero. Se você usasse um vestido assim, seria por pura implicância, sem contar que é muito pior do que um simples paletó com gravata.


– Mas é esse seu conjunto ‘’simples’’ – Fez aspas com as mãos – Que faz garotas colocarem bilhetinhos ridículos no seu armário dizendo para você dar uma aula particular por uma noite em seus quartos! – Disse o que escondia no peito há um bom tempo, declarando que sim, tinha ciúmes das pilantras que se atiravam no homem. E esse tão almejado homem só sorriu com a afirmação, afinal, sabia dos ciúmes que eram ocultados por causa do seu bom e grande orgulho. Abraçou a garota pela cintura ainda encarando seus olhos emburrados, enquanto achava a maior graça no seu temperamento de ciumenta.


– É raro eu te ver com ciúmes, mas não se preocupe que quem eu quero dar aulas particulares no quarto toda noite é só para você – Beijou seu pescoço enquanto ainda sorria com a idéia, tentando deixá-la amolecida com seus carinhos irresistíveis. A garota ainda permanecia com braços cruzados e expressão fechada, o que só conseguia permanecer porque fazia força para não se render aos seus beijos e estalos que lhe derretiam completamente.


– E ainda... – Tentava esconder um leve gemido que queria escapar pelos seus lábios, que daqui a pouco se tornariam alvos – É o galanteador de poesias que toda mulher gostaria de ouvir uma vez na vida...


– Então que tal eu contar uma só para você?! — Sussurou fracamente — e sensualmente — no seu ouvido esquerdo, provocando um arrepio na indefesa mulher.


Droga, iria suspirar loucamente como aquelas malditas atiradas faziam! Mas dessa vez seria misturada com gemidos e juras de amor, algo que nenhuma delas teria. Deixou ele atirar seus pertences para o chão enquanto livrava a mesa para deitar a garota, que no final, acabara cedendo a todos os seus encantos. Sim, tinha um caso com o professor de literatura. E esse era um dos maiores fatores que o deixam mais sexy ainda para ela; e somente para ela.


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Fim


Notas finais
Bom, é isso. Espero de verdade que tenham gostado! Não sei se irei postar minhas outras fics aqui, ainda não as tenho completas. Mas de qualquer forma, decidi que iria postar essa pequena história para ver o que achariam, tomara que tenha agradado né?! (:
Beijos beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!