Tudo de novo.

Tudo denovo.

A mesma irritante rotina.

A mesma zona de conforto.

Parece que o tempo não passa.

Olho constantemente para o relógio,

Os ponteiros lentamente se movem,

enquanto sou insultada

de novo, de novo e de novo.

Um sorriso amarelo

para quem está sentado ao meu lado.

E no reflexo da janela

vejo meu rosto vazio.

Para que tentar mudar?

Um passo em falso

e perco o pouco de dignidade

que ainda me resta.

De que serve lutar

para merecer o respeito alheio?

Prefiro ficar encarando esse relógio

até o dia da minha morte.

Será que isso vai ter fim?

Nunca tem um fim.

E tudo se repete de novo, e de novo e de novo...