Poesias Diversas.
4 Capítulo 4
Tudo de novo.
Tudo denovo.
A mesma irritante rotina.
A mesma zona de conforto.
Parece que o tempo não passa.
Olho constantemente para o relógio,
Os ponteiros lentamente se movem,
enquanto sou insultada
de novo, de novo e de novo.
Um sorriso amarelo
para quem está sentado ao meu lado.
E no reflexo da janela
vejo meu rosto vazio.
Para que tentar mudar?
Um passo em falso
e perco o pouco de dignidade
que ainda me resta.
De que serve lutar
para merecer o respeito alheio?
Prefiro ficar encarando esse relógio
até o dia da minha morte.
Será que isso vai ter fim?
Nunca tem um fim.
E tudo se repete de novo, e de novo e de novo...
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