Poesias
1 Que de longe a vida seja bela.
Notas iniciais
A luz que resplandece de fato,
é a obstrução da verdade,
o orvalho do mato,
é o sabor da saudade.
É o temer de não rever,
a dor de não mais encontrar,
do candelabro acender,
e em seguida nunca mais apagar.
Sem querer se torna o caminho da vida,
uma estrada longa,
talvez no fim sem saída,
composta por uma caminhada songa,
que por fim muitas vezes interrompida.
Mas oque nessa vida não possui um fim?
não sei se talvez esses poucos falados
os rios de jasmim que aos mares correm desenfreados,
sem concordância dos mesmos que não dizem "sim".
A vida nos vende vida,
para que todos que nela estão,
pensem que há saída,
mas não há como fugir do próprio coração.
Agora me perguntam. Oque isso tem a ver com amor?
Nada, quando verdade tudo,
viver significa associar esse sentimento a fundo,
a qualquer outro sendo-o abstrato ou incolor.
Pois na verdade ter consciência de tudo isso,
é se conformar que nada é pra sempre,
entender que a vida é só um rabisco,
perante ao que existiu antes do ventre.
E pensando sempre em dizer sim
é crer que o "não" é algo espeço.
Pois ter conhecimento do fim,
é ter a dadiva de um começo.
(Dswaen Darguren)
Fale com o autor