Poesias

11 Não sei.


Notas iniciais
obrigado
No sei.

\"\"Este post no para ningum entender. No para fazer sentido. No para eu expressar nenhum sentimento. No para contar uma histria. No sei. Meus dedos tomaro conta das teclas e isso.
Sabe? Quando seu peito enche? E aquele medo gigantesco de dizer alguma coisa muito sria, que pode deixar quem ouve com medo? Vivemos em tempos perigosos. Onde dizer a palavra "amor" pode assustar muito. Por ser banalizada, essa declarao tornou-se algo raro e delicado. Concordo. No estou amando, mas a banalizao da felicidade as vezes me tenta a us-la. Mas no a palvra certa. No quero us-la. Quero viver o agora. Carpem diem et locus amuenos. isso. No escuro, uma msica esquecida, escutada mas no ouvida. Enquanto dois corpos se orbitam. E ondulam em seu ondular, numa frequncia tranquila, ao som de algum som branco. E isso. E do nada, a luz acende, fica doido para sair dizendo besteira. Vontade de abraar o mundo. Vontade de sair por a e dizer que a vida linda e bela. Mas na verdade ela no . Porque no h nada mais abominvel nessa vida do que as pessoas. E no h nada mais necessrio nessa vida do que as pessoas. O homem no uma ilha. Olhar as estrelas nada mais do que olhar para o espelho admirvel e tranquilo que voc gostaria de morar. Tranquilidade o que queremos. S que sempre h o tempo, que corre e corre. E se ele correr demais, no passar mais nibus. Se enrolar quente com um corpo celeste azul e bonito. E passar a mo nos cabelos. E beijar o rosto. E com as pupilas dilatadas, captar um resqucio de olhos escuros te encarando. E se sentir vergonha, no se assuste, no se acanhe. Est escuro, ningum ver que voc est vermelho de vergonha. Pegue o violo. Para essas ocasies, preciso um violo. Toque aquela, do Vinicius. Isso, Chico. T, chega. Estamos todos cheios de comida, vamos nos deitar e olhar para o teto. Olhe a estrela cadente. Faa um desejo. No pode contar o desejo, seno ele no se concretiza. No, no pode falar. E se eu pedir para que esse momento nunca acabe? Se eu contar, ele acaba? Olha a, 11 horas. Vai, levanta, com mais alguma delonga, o nibus no passa mais. Sua casa longe. Longe no existe. Existe a preguia. Existe a disposio. Existe a vontade. Existe o carto com crditos para pagar o nibus. Longe um conceito relativo. Digo longe falando como um cara normal. T bem, longe. Mas conversando atentamente, longe relativo. Para de falar besteira, homem. Tudo o que falas besteira. Agora, trata de tirar esse fedor de clorofila de teu texto. Mas a planta to essencial para minha alimentao! Come carne, homem de Deus! Para disso de ser um bicho! Isso coisa de saudoso dessa gerao feita de massinha de modelar. Essa gerao, j dizia um amigo meu, t toda fodida. Esperana para os tolos. Ouve teu Jimi Hendrix em paz na tua casa, mas no espera outro. Prego a no-revoluo, a evoluo. Tenho um sonho bem caracterstico de um filho da gerao saudosa feita de massinha de modelar. O sonho Hippirata. Mas deixo esse sonho dentro da gaveta, para olhar ora aqui, ora acol para ninar um pouco e achar bonito. Quero a evoluo, pacfica, serena. Acordem, filhos da terra! Tomem uma atitude, desliguem a televiso, vo formar alguma opinio sobre algo. No concordem comigo! Discordem, discutam, argumentem! Cala-te, revolucionrio. No sou revolucionrio, sou evolucionrio! Mas essa palavra nem tem no dicionrio! No me importa. Tenho vergonha por ser quem sou hoje. Esse no-careta, que se mostra do jeito que , do jeito que faz, o que faz. Eu no era assim, cara plida. Acredita em mim. Hoje senti vergonha desse meu jeito agitado, com vontade de quebrar guitarras, fazer som barulhento e com ritmo marcado. De me expressar e me identificar muito com o Sr. Michael Balzary. Dizem que ele louco. Mas eu acho to bonito o jeito espontneo e aleatrio. Eu sou assim. E hoje eu me importei de parecer louco. Mas eu acho bonito e continuarei. Resistirei tentao quadrada. Sairei pelado, conversando com as estrelas. Sairei e deitarei na calada e rirei das pessoas andando de ponta cabea, fazendo as pessoas acharem que sou o maior drogado do mundo. Mas eu tenho orgulho de dizer que a minha droga o aleatrio. o espontneo, o bonito. O meu bonito que estranho aos olhos alheios. sentar no balco e conversar sobre qualquer coisa. Contar minhas histrias. Gosto de minhas histrias. Guardo-as junto do sonho Hippirata, na gaveta. Nino-as tambm, e acho bonitas. Passou a vergonha. Gosto do meu jeito de ser. E agora eu vou, por mais que queira escrever aqui durante a noite toda. O sono, a cama, o tempo me chamam. Boa noite, dorme com os anjos. Dar um beijo de boa noite na sua me. Verso bonito. Clorofila? Onde est meu amigo Orion?

Notas finais
obrigado