Notas iniciais
Esta dedico então a morena que a tanto vive em meus sonhos, teimosamente mantendo uma faísca de esperança para um amor fadado ao mundo da possibilidade.

Ó morena de olhos negros

Onde escondes teu amor ?

Será abaixo de teus fartos seios,

em teu riso alegre de infância

ou em teu coração cheio de esperança ?

Não, morena, não se vá ainda!

Não sede teu afeto a tão dura alma de pedra.

Não desperdiça-te a poupa e vento

Não derrame tua vida sobre as rochas

Pois de certo sou eu, Ó morena,

Que ávido a cuida-te em meus braços.

Ergue-te a cabeça e enxuga as lágrimas,

Ó beldade da pele de oliva,

Pois entregara teu segredo ainda tão jovem.

Não goteje ao mar que a muito já satisfez-se,

Procure pela luz na escuridão, Ó morena,

Porque la estarei eu e hei de ser teu seguro porto.