Poesia de Vida

3 Meu fantasma, meu demônio


O que é esse sentimento e angústia que me acompanha de tão longa data ?

Essa é a pergunta de ouro à final. Tal sentimento que já se disfarçou de tantos outros em tantas ocasiões que, honestamente, já não tem mais rosto nem nome. É como o fantasma dos erros na história, vive permanentemente apenas esperando uma máscara nova para se apresentar. É aquilo que há de mais antigo e de pior em mim, é o tormento da mente que me tira o sono, é o peso no meu coração que me tira a paz.

Os poetas românticos certamente julgariam por dor de homem apaixonado, mas, oras, como poderia se disto apenas conheço a sombra e o reflexo? Como poderia, se a dor de amor é movida pela saudade e disto nenhuma saudade reservo. Tudo que há é o constante ciumes e o eventual arrependimento.

Desse meu demônio, que se apegou ao meu peito como um verme que insiste em sugar cada bom sentimento para si, peço que mantenham distância, a maior possível, para não se contaminarem com tal mal doloroso e que, honestamente, não desejo a qualquer pobre alma.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.