Sempre ouvia-te a dizer:

"Não és bela o motor que faz bater estrondante teu coração,

quando do amor surgem tantas juras, e da mágoa, tanta solidão."

Ouvia-te a dizer:

"Tú és tão bela, e lamentar-te agora se faz em vão.

Vive tua vida, tens muito o que viver.

Disfaça-te do teu grito de amor, cale-te o pranto que atormenta, relacionamentos morrem."

Perdão, rascunho-te uma resposta apenas agora.

Falta-te a sensibilidade para entender em meu coração, essa rosa que cresce única, arraigada em minha mais profunda essência.

Não disfaço-me do grito, não poderia, sem ele morreria no raiar do dia, perderia o único brilho de sol que ainda me aquece.

És, ela, a mais bela rosa do jardim, desconhece o sabor de todos os meus pecados, doce e pura, conceda-me em sua alma, a razão do meu viver.

Dá-me a tua mão, e deixai que eu te proteja de todas as enfermidades da vida.

Amei-te com fervor e com loucura, dei a ti a sombra do que um dia fui e disfaçarei do meu grito de amor um dia, certamente, na morte.

10 de janeiro de 2009.

Flávia Andrade

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