Poemix - INTERATIVA
19 Poemix 19
Notas iniciais
Sumi, mas cheguei com a compilação de um mês inteiro! kkkk Boa leitura, povo! E obrigado por acompanhar essas viagens todas.
o chão vai ferver
já vejo bolhas (nos pés)– calor da mulesta!–---------a mulher deitadagota de suor correndo– calor da mulesta!–----tua boca de melvirou um açude seco– calor da mulesta!–--tem um cão vidradona minha galetv– calor da mulesta–---o caminhão pipavoa na brisesperança– calor da mulesta!–---incêndio espontâneomata a mata dos cabelos– calor da mulesta!–-------moça destemidaos seus ossos chacoalhando– frio de rachar–---dia das bruxas pra láe do saci por aquifumar cachimbodo mesmo pé(da vassoura não do saci)e desse lápisesse bendito lápis-personagem(foi no dia da poesiamisturar os dois)tudo muito assustador–----tá chovendo agoraolhamos inquietosas nossas janelasquando eu poderei sairpara te encontrar lá fora?–------POEMINNASAN1.cólera do dragão:pandemia estelaraquinafricoujapão2.primeiro de abril:foi na loja de desejose pediu o inevitável3.até que era fortefoi só dar um empurrãoque foi lá lutar com a morte4.fantasia final:quando é que minha espadavai cortar o tal do mal?5.teletransporteo cara piscou o olhoe foi lá no além-morte6.eis meu jeito ninja:enquanto houver toconão há nada que me atinja7.fantasia final:peguem suas espadasnão há nada mais letal8.caras de catorzecorpos de dezoitoforças milenaresforam numa pescariamandar peixes pelos áries9.eis a raposaela posa de raivosamas é nadamais quemansa10.fantasia final:faço a terra de navioe navego pelo caos11.a bola é fodaa bola é fogoa bola é foguetecom uma crosta de lodonum navio adoidadoo capitão avoadocomeria ela de novo12.tela perdidapincelei signosa tinta secou a vida13.canção do infernoo pássaro de hermesleva a morte no bico–----O [DES]EDUCADORjá escreviteu quadro negroteus valores tua moraltua futura culturacorrigi teus ideais(apague os seus)pode copiar–---em terra de sujoe mal lavadoque seja imperadoro menos encardidoque venha outro diaessa noite já deuessa noiteé uma criança na lamasem mãe pra dizer cheganoite [d]e[s]terna–--CHÁLICEboa mesmoaquela raposa de nove caldassalada de trutase chá de ontemo futuro sentou conoscosó não teve sortecom o biscoitomolhado no late(azar o dele)–--adoro mesmoaqueles famosos anônimosatrás das câmerasdo filme da minha vidapor trás delea minha equipe– universal–---tocou a campainhae não tirou o dedo– sua vi[n]da dependia disso–--CANDELABRORATÓRIOe lustre cabeçaem que me façono apagão de ideiastenho vel[h]asvários maços–--deus busãonão te perdootu não sabeso que fazes– meu atraso de vindas–--papel branco a ser violado– quem garante teus direitos desumanosde permanecer puroà espera de tua idealma gêmea?–---EPITÁFIO QUALQUERjaz aqui alguémmorrido de qualquer coisadeixou sei lá o quêpara não sei quemdisse quaisquer últimas palavrasregistradas em algum lugardeixamos aquiuns sentimentos aí–---O INDECISOser(artista genial)ou(talvez)não ser(um eterno melancólico)?–--O SENSÍVELsinto muito.essa mistura todame faz sentir demais.o sentir daqui pra frentesinto desde eras atrásand ever mais–--O INSENSÍVELsinto muito.sinto lhe informar quenão sinto nada.um talvez quem sabesinta o sentido da não-sensação–--O SEM DONOlicordepois vinho branco dizendovodka alho–--O JOGADORerrarei erro e erreisem nem saber o quêsó sei que não passeipro próximo nívele não há outra vidanem game overa vida veio do bigbug–--sol a pinus -nos gravetos dos meus dedoso sono se ex-preguiça–--DROGAS POLÍTICASdecidiu de vezparar de fumar aquele(quase um câncer pro país)entrou em tratamentoteve uma recaídaque eu queria que tu visseelegeu outro piordespencou até o póoverdose de burrice–--só queria te dizerum negoço meu irmãono aécio voto nevermeu voto é na dilmãopro brasil ficar mais grandeser um país mais fodão–--ZEN [VAGA]BU[N]DISMOqueria limpar a mentenão deutinha uma preguiça insanano mantra do sonofoi sonhar com o nirvana–--pra ruimarbastam meiasloucuras:cada toscocom suas toscuras–--[ch]ame-me agorapara parar na tuameio [a] meio soltona tua na[ve]nossa coisa–--achei que era.não era.dizia no rótulo: arte.insira a senha para abrir.tentei usar. não consegui.
chamei o hackerítico.burlamos o firewall da pedância.achei que era.não era mesmo.–--ESTRIBILHOsem eira nem beirao mundo vaitodo faceiro(bisbilhoteiro)–--tem um menino buchudobrincando na lamasem mãe nem paisem casa pra ir pra dentroo menino competepra ver se ganha da chuva(quem chora mais?)–---quando tudo travae o nada fica em mimex-traio qualquer coisafinalmente sou fielao eu mesmo até enfim–--não me fale de cadeirasdeixe as malditas em pazjá lhes basta as bundas molese seu protagonismo nos exemplosdeixe as cadeiras em pazantes que elas sentem em nóse nos engulam na preguiça–--sou uma cria estranhade Augusto e Leminskimuito chá nenhum whiskyhipocondríacas pastasarquivos perdidos na xanhase coçando entre aspas–--estou em guerracampanha contra omeu que digo:vê se te acerta–--sinto que sintoque penso que prendodispenso o só no entantosinto que penso que prendodispenso o suspenso no cintoe descansosinto que tento e pretendoque mesmo mordendo a línguaeu cantosinto que seja sussurroou alento o lamentoum choro e tantomeu canto–--era uma qualquerhistória de amoro buquê foi pro vasocom o outro a propor:deixa logo esse merda!–--MOTOBOYaiô inoxmonta nesse teu cavalo de açoe vai laçar a vidacuidado pra com o boi de ferroque ele pode te pegar–--Lispector, Clarice:imagina se a cada citaçãoum milagre existisse?–---não me peça pra fazer cimentoeu mal sei argamassarmeu muro de lamentações–-------cada louco com suas loucurasdizem os povos por aíeu com minhas palavras poucasem doses homeopáticasmal me servem de cura–---PROF. & CIAuma organizaçãopara o futurocrianças bem educadasderrotarão o malde tudo de ruim–---abriu a sombrinhaquando choveram maldadeso vento da repressão o levou–------vi na rua um pardalalegrar minha vidacom seus saltitosdepois seu lado pardo:voltar pra um não-ninho–---entre a cruz e a espadaa palavra errou o alvojogou uma curamas cortou laçosde presentes futuros–--ia pros lados da bahiavi einstein perguntandoo que a baiana tinhapassou rutherford (de clio)e perguntou: vamos pro bach?o resto do causo tem gaiaconto lá pro melodia–---a saudade é um boi teimosoruminando lembrançasmuito bem passadasgarantido mas caprichosose cutucar pisoteia–--MALDIÇÃO PÓS-MODERNAque a sua internet caia.{[(e a bateria do seu celular acabe)e não haja carregadores ou tomadas à sua volta]acabe então a energia em seu bairroe na tentativa de procurar outro ponto de acessoque pife seu carro e não haja dinheiro para ônibusque o cansaço e a preguiça então lhe tomem os membrose o gps lhe leve para uma floresta densarumo ao pedido de desculpas que tu deves à natureza]}–--vou te te dar cordaaté tu se enrolar e cairserá que um dia acorda?–--o poeta é um bicho mucho locoé menino de recado do universo(quase isso) e ainda acha pouco–--MALDIÇÃO ARTÍSTICAque não produzas arte enquanto ar te existirdaqui ao ar teu extinguir-seque sofras com as tormentas do bloqueioaté que te perdoe a arte da vidaque o machado da insônia te abra a cabeçaque as ideias ruins te furem as têmporase te espremam o cérebroaté que te perdoe a DeusArtepela audácia de endeusar-te como elaque é infinitamente superior a tique os fantasmas das obras inacabadas te atormentem(mesmo após largados no cocitus do esquecimento)e que as novas ideias te neguem ajudaquando estiveres no fundo do poçoque permaneça na eterna dormência a tua sensibilidadee apagados teus lampejos diversossejam ainda estuprados por más influênciastodos os teus sentidos jogados na sarjetaao lado da falta completa de qualquer tipo decotidiano, obras posteriores ou contemporâneasou qualquer coisa que te sirva de inspiração(que nem o nada nem a falta te inspirem)ainda queres mais?que (não) sofras desses malesenquanto fores artistaaté que sejas menos que nadamenos que o pior dos teus trabalhos–--O BUS(IN)ÓFILOah, fiéis do deus busãoa vida anda passando (a mão) em tu...estás no ponto?–--ETERNO DESAFIOMeu nome é Tempo,filho do Vento,soprinho dos Deuses.Quem és tu,homem sem nome?–--pastel de queijomais legal queé pastel trie o quatro queijosaquele homem na esquinasó uma fome de sempre–---engaveteiaqueles processosde protestosjá passadoso presenteé uma puta malucase dando pra mim(enciclopédia doidade folhas falhas)eu sanso desbaratinadofeito paspalhozanzo tanto...meus pés pregaram no chãomas no primeiro girocabeças rolaram–---trocadilho infame:há quem te odeie. e pior:há quem te (m)ame.–--selfie da putavai pro fundoque te pariu!prefiro meu filtroZen bloqueador–--câmbio tensobolsa chicdesvaloresa coroa duas carasum dia terá troco–---pôr-do-sola noite chegouownando o farol–--resolvivou me mandar um bilheteme desapegar de mim(será que um dia acertocomigo mesmo?)–--o mundo me gastapreciso recarregardesligado na tonada–--BIZAHUMANUSbolhas inseridasem quadrados inser-idos numa bola guardadano guarda-cosmoschaves sem fechoperdidas em um carroconstruído nos trancos ebarrancos e buracos e poçase matos sem fimuma estranha bala de diamanteque nunca quis sair da armacom medo de furar um coração–---BÔNUS:UIVOS DE NANQUIMCriei um monstro de tintas. Parecia um lobo solitário e rosnou para mim no primeiro esboço. Não era. Liderava uma matilha de rabiscos salivando para me devorar as ideias. Fugi. Fui dormir. Acordei no meio da noite com o barulho insuportável a se repetir indefinidamente. Eram ordens para bestas de papel me cercarem o sono. Eram intimações para seu deus lhes dar a vida completa. Eram uivos de Nanquim.Dija Darkdija
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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