Poemix - INTERATIVA
16 Poemix 16
Notas iniciais
Mais um poemix gigante, porque fim de período e aí apesar de eu nunca parar às vezes tenho certa preguiça de divulgar, rs. Desculpem, gente! Vamos ao poemix!
ODE AO REI
se olavo for príncipeaugusto é meu reiaugusto I e único,o hipocondríacoaugusto, o monstrosou teu mero servodescavaleiroum bobo da corte qualquerfilho do carbono e do amoníacoe do grafite do teu lápiscriado na sombra do tamarindo–---ODE À RAINHAse não existe rainha da poesiaeu tenho a minhaamandalice ruiz meirelispector hilst de queirozamanda, a múltiplasou teu mero servodescavaleiroum bobo da corte qualquerpara multiplicar nossas alegriaspor todos os vérsulos–---comidabotasqq chose–----can sayposso falar?no quiero hablarje ne parle pas conneriesnanimo–-----tu é uma ondavocês dizemsó ser for uma onda de viagempra levairprum qualquer-nenhum lugarquando eu chegarvê se não me quebraquero me tirar–-------escuroeis o que vejo:porra nenhumae esse nada vira então um percevejocom a fedentina a entranhar-se nos meus pelose a virar medo de ser engolido na brumaentão mainha diz ô caba te aprumae me aprumopassa por mim um morcegoabro os olhos nada vejo e perceboque é tudo sonhoe quem vos fala aqui nem fuma!–-------eu e outras poesiasde eras passadasele e seu mofo mitológicodaqui a um tempovai se abrir sozinhoe sair por aírecitando-se a si próprio–-----chuva do caralholá fora. dentro do escritóriochuva de trabalho–-----se é preciso morrerpra ser reconhecidoque eu fique aqui mesmovivendo mais um pouquinhofazendo mais um deslizeescrevendo outro versinhonão quero coroa de príncipedeus me livre de ser reino máximo seu mongeseu criado mudolhe deixando um verso ao lado da camatodo dia antes de dormir–------DESAUGUSTOSOquando a mizera vierque me pegue acordadometade enfado de sextametade ensabadadopois ela nunca foi poucae vive pra todo ladoquando a mizera viervai se chamar de desgraçaandar por onde quiserpintar e bordar na praçaroer qualquer alegriacom o seus dente de traçaquando a desgraça vierdo nada se surgiráuma feiticeira brancae um frio de lascarcom um remexer de ancafará o vento soprarquando o vento soprarvai congelar o mistériovai levar o meu destinopara o buraco funéreoe o que depois vai sobraré só um nada etéreoquando o etéreo sobrarnão haverá mais entãotudo será engolidopor um rugir de leãoum esqueleto de sonhoum resto podre de Aslãoe quando tudo for restojuntado e jogado foraserá parte do nirvanaessa mizera de outroraé também parte de mimdesde sempre até agora–--------P.S. DO ENQUADERNADOquero ser o gênio da raçaque seja de raça mestiçaou então gênio da praçaqualquer um que seja artistagênio morre antes do tempoe eu quero viver a vidatenho é medo de morrerantes de encerrar minha fita–---------discutirmesmo estando certoquase nunca prestadiscuto só com poemasreticentro no que resta–---essa terra é minhadiz um lado pro outroque diz o mesmo pro umnenhum entendeque a terra santasanta terra éum planeta de todose a terra santa viraa maldita terra da morteprofanada pelo djabo do ego–---não sei maiso que ia escrevertalvez sobre uma planta belaou algo que a gente não vêquem sabe sobre uma saudadeque sinto sem saber porquêenquanto não escrevoa bola da caneta senteimensa inveja do mundogirando por si mesmodepois do primeiro impulso–---BÔNUS:20:56CHAMAMENTESLá fora, tudo queimava tanto quanto aqui dentro de mim. Não sei se a gastrite era puro nervosismo, ou se uma vontade doida do corpo de acompanhar o ardor das labaredas. Só sei que tudo queimava, lá fora, e aqui dentro. A casa era minha, o corpo era meu, a morte era minha também. E o fogo, que me dissolvia, me fazia fogo junto, e eu virava fogo também. Virava fogo por inteiro, não só um ardor na pele e na boca do estômago. Um fogo que surgia de dentro, de um dentro inalcançável, e que podia tudo. Podia queimar o mundo. E quando tudo se acabasse eu ia ser livre, cinza e vento rodando e se enfiando pelos mistérios do profundo...–----LESÃO MUSCULARÀs vezes é burrice mesmo.–--FELIZÁRD[U]OProcurou tanto chifre em cabeça de cavalo que descobriu e passou a criar unicórnios.–----INFELIZÁRD(U)OSeus unicórnios não passavam de cavalos nos quais acharam chifresDija Darkdija
Notas finais
Agora vamos à abrobrinha.
1- Sim, eu cutuquei de novo o Olavo Bilac, eu realmente não suporto ele :p
É que teve uma palestra sobre Augusto dos Anjos, paraibano, aqui da terrinha, e aí o cara disse que o Bilac, que era contemporâneo do Augusto, simplesmente não o reconheceu como poeta, porque são estilos COMPLETAMENTE opostos. Então quando foi avisado sobre a morte do Augusto ele perguntou "que Augusto?" E aí recitaram um poema. "Ah, esse aí que é o poeta que morreu? Já deveria ter morrido faz tempo". Então achei ridículo e tomei como ofensa pessoal kkkk E já que ele é considerado "o príncipe dos poetas", pra mim o Augusto é rei. Aí pediram pra fazer o da Rainha, mas como não soube pra quem fazer, fiz pra minha musa, que também escreve e me ajuda muito.
2- Esses poema pequenininho random é só tiração de onda. É que estávamos conversando sobre isso:
Se eu sou um poeta desconhecido e escrevo "comida//botas/qq chose" a crítica diria que nem é poesia. Se eu fosse famoso diria que era um obra prima, metáfora da pobreza e da fome e por aí vai. rsrsrs. Enfim, eu escrevo muita leseira de vez em sempre, porque acredito que precisamos. Não vivemos só de perfeição nem de obra prima. Precisamos escrever coisas ruins e admitir que são nossas pra quando quisermos fazer algo melhor olhar e "não como essa". E assumo todas porque às vezes o que menos gosto é o que mais comentam. Enfim...é isso! kkkk
3- Por último e não menos importante, eu criei uma página no face chamada "Dija Darkdija", quem quiser procurar lá meus textos, estou postando mais do que aqui, rsrs. É que aqui não dá tanto retorno como lá, e lá é mais rápido o processo. Enfim, brigado a todos que estão lendo, e até a próxima! Se quiserem dar uma olhada nas outras fics, fico super feliz e a agradecido, se não, já estar aqui é ótimo! Valeu
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